
Crescer sem perder o cooperado
O cooperativismo brasileiro vive um ciclo de expansão que ampliou sua presença econômica e social, mas que também trouxe novos desafios para dentro das organizações. A edição 134 da Revista MundoCoop parte justamente dessa transformação para discutir uma questão cada vez mais estratégica: como continuar crescendo sem enfraquecer o vínculo, a participação e a identidade que sustentam o modelo cooperativo?
A matéria de capa mergulha nos resultados da Pesquisa de Cultura Cooperativista 2026, apresentada durante a Semana de Competitividade. Entre 2019 e 2025, o número de cooperados no país passou de 15,5 milhões para 29 milhões. O avanço revela a capacidade de expansão do movimento, ao mesmo tempo em que coloca participação, educação, sucessão e governança entre os pontos que precisam acompanhar essa nova escala.
Esse levantamento mostra uma base que mantém forte relação com suas cooperativas, mas também evidencia barreiras de informação, conhecimento e envolvimento nos espaços de decisão.
Essa discussão atravessa alguns outros conteúdos da edição. Em entrevista exlusiva à MundoCoop, Luiz Lesse, presidente da Confebras, aponta os próximos passos do cooperativismo de crédito brasileiro e destaca eficiência, inovação, intercooperação, profissionalização e proximidade como elementos de uma nova etapa para o setor.
A edição atual também apresenta alguns dos principais debates do 16º Concred, que reuniu lideranças e especialistas em Goiânia para discutir crescimento, tecnologia, governança e o fortalecimento do protagonismo das cooperativas financeiras.
Tecnologia, relacionamento e novos modelos de gestão também ganham espaço no decorrer das matérias. Na editoria de Tendências, a reportagem ‘Personalização no cooperativismo: até onde conhecer o cooperado sem invadir sua privacidade?’ discute como o uso estratégico de dados pode aprimorar a experiência do associado sem comprometer a transparência, confiança e proteção das informações.
Nesta edição, mostramos que o próximo ciclo de crescimento do cooperativismo depende da capacidade de combinar escala, profissionalização e inovação - sobretudo - com participação, proximidade e identidade.












