Cooperativismo apresenta agenda estratégica 2027/30 para o Brasil

Documento reúne propostas para ampliar inclusão, desenvolvimento, sustentabilidade e competitividade

O cooperativismo brasileiro apresentou sua agenda de prioridades para os próximos anos com o lançamento do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027–2030. Elaborado pelo Sistema OCB a partir de contribuições de lideranças cooperativistas de todo o país, o material consolida uma visão estratégica sobre os principais desafios nacionais e aponta caminhos para fortalecer políticas públicas capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Brasil. 

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A publicação reúne propostas construídas com base na experiência prática das cooperativas em diferentes setores da economia e reforça o papel do cooperativismo como parceiro na formulação de soluções para temas como inclusão produtiva, sustentabilidade, acesso a serviços essenciais, inovação, geração de renda e desenvolvimento regional. A iniciativa busca ampliar o diálogo com lideranças políticas, gestores públicos, candidatos e tomadores de decisão sobre a contribuição do modelo cooperativista para a construção de um país mais justo, competitivo e equilibrado. 

O documento chega em um momento de transformação econômica, tecnológica e social, no qual o cooperativismo se apresenta como uma alternativa capaz de conciliar crescimento econômico com desenvolvimento humano. Atualmente, o movimento reúne mais de 25,8 milhões de cooperados, gera 578 mil empregos diretos e está presente em mais de 4,3 mil cooperativas distribuídas por todo o território nacional. 

Eixos estratégicos 

As propostas estão organizadas em cinco grandes eixos estratégicos. O primeiro aborda as cooperativas como vetores de prosperidade e inclusão produtiva, e defende medidas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, da segurança jurídica e da participação do cooperativismo na formulação de políticas públicas. 

O segundo eixo destaca o cooperativismo como modelo econômico do desenvolvimento sustentável, com iniciativas relacionadas à segurança alimentar, agricultura familiar, pesquisa agropecuária, economia de baixo carbono, mercado de carbono, gestão de resíduos e transição energética. 

Já o terceiro eixo reúne propostas voltadas à construção de cidades e comunidades mais prósperas, e contempla temas como inclusão financeira, desenvolvimento regional, acesso à saúde, educação, energia, mobilidade, turismo e habitação. 

A agenda também dedica atenção especial ao futuro do trabalho e da inovação. O quarto eixo trata da geração de renda, inclusão produtiva, cooperativismo de plataforma, transformação digital, inteligência artificial e fortalecimento de novos modelos econômicos capazes de ampliar oportunidades para trabalhadores e empreendedores. 

Por fim, o quinto eixo apresenta medidas consideradas estruturantes para o crescimento do país, incluindo estabilidade econômica, melhoria do ambiente de negócios, educação e qualificação profissional, infraestrutura, segurança jurídica, eficiência da gestão pública e fortalecimento institucional. 

Desenvolvimento e inclusão 

Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o documento traduz a experiência acumulada pelo cooperativismo brasileiro e demonstra como o modelo pode contribuir para enfrentar desafios históricos do país. “Este documento representa a voz de milhões de brasileiros que vivem o cooperativismo todos os dias. São propostas construídas a partir da realidade de quem gera emprego, produz alimentos, leva crédito, saúde, educação, energia e oportunidades para todas as regiões do país. Queremos contribuir com uma agenda de desenvolvimento que una crescimento econômico, inclusão produtiva e sustentabilidade”. 

Para Tania, o material também reforça a disposição do movimento cooperativista em colaborar com a construção de políticas públicas que gerem resultados concretos para a população. “Reafirmamos nosso compromisso de dialogar com os poderes públicos e com a sociedade para construir soluções que ampliem a prosperidade, fortaleçam as economias locais e melhorem a qualidade de vida das pessoas”, destaca. 


Fonte: Sistema OCB

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