O crescimento do cooperativismo brasileiro tem ampliado a necessidade de profissionais preparados para compreender as particularidades desse modelo de negócio. Embora o setor reúna mais de 25 milhões de cooperados e tenha participação cada vez mais crescente na economia, a oferta de cursos superiores específicos ainda é limitada.
Com este cenário de necessidde da amplianção da oferta sobre cursos de cooperativismo, universidades e organizações cooperativas têm se organizado em torno de novas iniciativas de formação. E esse foi o tema do mais recente episódio do Papo Coop, apresentado pelo diretor da MundoCoop, Douglas Ferreira. A conversa reuniu Júberair Gomes Caiado, superintendente do Sistema OCB/GO, e o professor Juliano Lima Soares, da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável pela elaboração da proposta de criação de um bacharelado em cooperativismo.
Formação especializada
Ao longo do episódio, os convidados destacam que as cooperativas possuem características jurídicas, contábeis, de governança e de gestão que diferem de outros modelos organizacionais. Apesar disso, o cooperativismo ainda aparece de forma limitada na formação de profissionais de áreas como Administração, Economia, Direito e Contabilidade, o que acaba por criar uma lacuna entre as demandas do setor e a qualificação disponível no mercado.
Segundo Juliano Lima, essa realidade também afeta a produção científica sobre o cooperativismo. Para ele, ampliar a oferta de cursos específicos é um passo importante para formar profissionais capazes de compreender as particularidades do modelo cooperativo e produzir conhecimento voltado às necessidades do setor. “Só há avanço no modelo cooperativista se houver pesquisa no cooperativismo. Então, a produção científica é a base do desenvolvimento daquele modelo de negócio”, afirma.
Bacharelado em cooperativismo
Durante a conversa, Juliano explica que a proposta da UFG vai além da criação de uma graduação. O objetivo é estruturar um Centro de Excelência em Cooperativismo, reunindo ensino, pesquisa e extensão, além de criar uma trilha de formação que poderá incluir especialização, mestrado e doutorado voltados ao tema.
Para Júberair Gomes Caiado, a graduação também pode fortalecer a cultura cooperativista ao preparar profissionais que já ingressem nas cooperativas com conhecimento sobre seus princípios, governança e especificidades. Segundo ele, essa formação tende a reduzir o tempo de adaptação dos novos colaboradores e contribuir para o desenvolvimento de futuras lideranças do setor. “Esses alunos vão ser não só possíveis colaboradores das cooperativas, mas possíveis cooperados, presidentes, líderes e dirigentes de cooperativas.”, defende.
Assista ao episódio completo do Papo Coop e saiba mais sobre os desafios da formação acadêmica para o setor cooperativo.
Por Redação MundoCoop












