A Sicredi Dexis se tornou a primeira cooperativa do Sistema Sicredi a desenvolver uma matriz de materialidade própria em nível local. A iniciativa complementa a materialidade sistêmica do Sistema Sicredi, que segue como base das análises e dos direcionamentos, refletindo as particularidades da região e dos públicos com os quais a cooperativa se relaciona.
A matriz de materialidade é uma ferramenta estratégica que identifica e prioriza os temas ESG mais relevantes para uma organização e suas partes interessadas. No cooperativismo, esse processo ganha ainda mais relevância ao considerar a chamada dupla materialidade, que avalia tanto os impactos dos temas sobre a instituição quanto os impactos gerados pela própria organização em seu território de atuação.
O desafio era preparar um grupo formado por gerentes de diferentes áreas e níveis de conhecimento sobre sustentabilidade para participar ativamente da construção da matriz. Embora a cooperativa já desenvolvesse ações internas relacionadas ao tema, era necessário aprofundar conceitos e criar uma base comum de entendimento.
“Boa parte do trabalho vínhamos desenvolvendo internamente, mas sentimos a necessidade de trazer uma visão externa para a discussão e a ESGreen entrou como uma solução personalizada que nos trouxe percepção externa, provocação e direcionamento”, conta Vitor Bonilha, gerente de Estratégia e Sustentabilidade da Sicredi Dexis.
Para apoiar essa jornada, a ESGreen Educação desenvolveu um programa de capacitação no formato ESG Lab. O processo foi conduzido por Mauricio Rodrigues, CEO, Ana Paula Candeloro, diretora de ESG, e por Henrique Klein, head de Educação. Ao longo de aproximadamente 90 dias, os encontros abordaram temas como materialidade, Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), regulamentação e tendências de mercado.
Mais do que transmitir conhecimento, o programa teve como objetivo preparar os gestores para conduzirem o processo de forma autônoma. A matriz não foi construída pela ESGreen, mas pelos próprios profissionais da cooperativa, que aplicaram os conceitos aprendidos para definir os temas prioritários para o negócio.
Segundo Márcio Peruzzo, especialista em ESG na Sicredi Dexis, a experiência fortaleceu o trabalho desenvolvido pela cooperativa. “Foi uma experiência muito agregadora para o desenvolvimento que estamos realizando, a definição dos nossos temas materiais. O conhecimento trazido pela Ana Paula e o processo que o Henrique conduziu com os nossos gerentes foi muito importante para esse trabalho”, destaca.
O resultado é uma liderança mais preparada para incorporar a sustentabilidade ao planejamento estratégico e à governança. O caso da Sicredi Dexis reforça uma tendência cada vez mais presente no cooperativismo: transformar intenções em ações concretas passa, necessariamente, pelo investimento em educação e desenvolvimento de competências.
Educação em ESG ganha papel estratégico para o futuro das cooperativas
No cooperativismo, educação, formação e informação não são apenas ferramentas de desenvolvimento. São parte de sua identidade. O quinto princípio do movimento, estabelecido desde os pioneiros de Rochdale, em 1844, reconhece a importância de preparar cooperados, dirigentes e profissionais para fortalecer a atuação das organizações.
No Brasil, essa vocação também se traduz em estruturas dedicadas à formação, como o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), criado em 1998. Em um cenário de transformação acelerada, porém, o desafio passa a ser ampliar esse papel e conectar o aprendizado às novas demandas estratégicas das cooperativas.
A agenda ESG é um desses desafios. Com o avanço da regulamentação e a crescente necessidade de comprovar resultados, as cooperativas precisam transformar conceitos de sustentabilidade em decisões, processos e práticas. Nesse contexto, a educação deixa de ser uma ação pontual e passa a contribuir diretamente para a maturidade ESG das organizações.
Mais do que oferecer conteúdos, uma formação efetiva precisa estar conectada à realidade de quem aprende. Modelos como o 70/20/10 reforçam essa lógica ao combinar conhecimento teórico, troca de experiências e, principalmente, aplicação prática. O objetivo é fazer com que o conteúdo ultrapasse a sala de aula e se converta em comportamento e capacidade de decisão.
Essa transformação também passa pela tecnologia. Segundo o Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), o uso de inteligência artificial para criação de conteúdos em treinamentos corporativos saltou de 8% das empresas, em 2024, para 69%, em 2025. A ferramenta amplia possibilidades de personalização e escala, mas não elimina a importância da mediação humana.
Para as cooperativas, isso significa combinar diferentes formatos de acordo com seus desafios. Cursos, webinars, encontros presenciais, jornadas de desenvolvimento e trilhas personalizadas podem ser estruturados para atender desde competências específicas até transformações mais amplas na gestão. É esse repertório que a ESGreen Educação estrutura junto às cooperativas.
No campo ESG, essa abordagem ganha ainda mais relevância. Mais do que informar sobre sustentabilidade, a educação tem o papel de desenvolver as competências necessárias para transformar diretrizes em ações concretas. É ela que conecta conhecimento, tomada de decisão e gestão, permitindo que temas ambientais, sociais e de governança sejam incorporados à rotina das cooperativas. Nesse contexto, a ESGreen atua com soluções educacionais voltadas ao desenvolvimento ESG, apoiando organizações na construção de capacidades que fortalecem sua estratégia e sua evolução sustentável.
Mais do que transmitir conhecimento, educar é desenvolver autonomia. E, para um movimento que tem a formação em sua própria origem, preparar pessoas para os desafios do presente e do futuro é também uma forma de garantir a continuidade e a relevância do cooperativismo. Educação como ferramenta de desenvolvimento ESG é, para as cooperativas, mais do que um método. É DNA.
Novo módulo da ESGreen estrutura a homologação de fornecedores de ponta a ponta nas cooperativas
Homologar um fornecedor é decidir em quem a cooperativa confia para operar ao seu lado. O novo módulo da ESGreen dá método a essa decisão. O contratante inicia o processo e classifica o risco; o próprio fornecedor responde questionários e envia documentos por um link único, sem criar conta; e cada área interna, do fiscal ao jurídico, avalia a sua parte antes do parecer final. Tudo cruzado com o Score ESGreen e registrado a cada etapa. Nas cooperativas que já o utilizam, o que era planilha dispersa virou uma decisão com base e com histórico.
RIW: ESGreen no palco do futuro das fintechs
No dia 6 de agosto, o CEO da ESGreen, Mauricio Rodrigues, participou do Fintech & Finance TILT the Future, realizado durante a Rio Innovation Week. No painel Showcase NEXT, promovido pela Fenasbac, federação que atua na inovação financeira em parceria com o Banco Central, Mauricio compartilhou como a ESGreen transformou um desafio real de uma grande corporação em uma solução inovadora, e os resultados que essa jornada tornou possível. O encontro reuniu quem constrói, regula e investe no futuro do sistema financeiro.
Conteúdo exclusivo publicado na edição 134 da Revista MundoCoop












