Quando o limite da conta corrente e o cartão de crédito passam a complementar a renda familiar de forma recorrente, é sinal de que o orçamento precisa ser revisto. Nesses casos, fazer um diagnóstico financeiro e escolher a alternativa mais adequada pode ajudar a recuperar o equilíbrio.
Para Ruy Archer, gerente de Recuperação de Crédito do Sistema Ailos, o segundo semestre é um bom momento para revisar o orçamento e reorganizar as finanças. “É uma pausa importante para olhar o que aconteceu nos primeiros meses do ano, entender quais compromissos estão pesando mais e ajustar a rota antes das despesas de fim de ano”, afirma.
Outro alerta é perder o controle sobre o orçamento: não saber quanto deve, quantas parcelas faltam ou quanto da renda já está comprometida. “O cartão e o limite não são vilões, mas precisam ser usados com planejamento. Quando a família depende do limite para fechar o mês, é sinal de que chegou a hora de reorganizar”, diz Archer.
Segundo ele, entre famílias com renda de R$ 3 mil a R$ 10 mil, o desequilíbrio costuma resultar do acúmulo de pequenas despesas, parcelas, cartão, dívidas antigas e imprevistos.
Nesses casos, reunir os débitos em uma única parcela pode ser vantajoso quando substitui dívidas mais caras por uma condição melhor e a nova prestação cabe no orçamento. “Reorganizar dívidas é diferente de empurrar dívidas. Uma boa negociação precisa fazer sentido para a renda e evitar novos compromissos sem controle”, destaca.
Antes de contratar crédito, Archer recomenda avaliar o valor total da dívida, a capacidade de pagamento mensal e se a parcela não compromete despesas essenciais. Para ele, acompanhar o orçamento de perto e testar decisões antes de assumir compromissos longos são hábitos que favorecem o equilíbrio financeiro.
O especialista lembra ainda que cooperativas de crédito oferecem cursos gratuitos de educação financeira. “No cooperativismo, crédito consciente, educação financeira, participação nos resultados e desenvolvimento da comunidade caminham juntos. O fundamental é compreender o cenário, avaliar as opções disponíveis e escolher a solução que melhor se encaixe na realidade da família”, conclui.

Conteúdo exclusivo publicado na edição 134 da Revista MundoCoop










