A expansão do cooperativismo de crédito abre espaço para ampliar a proteção financeira de pessoas, empresas e produtores rurais. A proximidade com os associados favorece a identificação de riscos e a oferta de seguros adequados a diferentes realidades, mas o avanço depende também de educação securitária, tecnologia e capacitação comercial.
No Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito, a relação entre cooperativas e seguradoras ganha relevância para a inclusão securitária. Fabio Lopes, superintendente comercial de Cooperativas e Agronegócios da Mapfre, avalia que a presença regional das instituições facilita o acesso a públicos pouco alcançados pelos canais tradicionais.
“As cooperativas de crédito possuem uma forte presença regional e um relacionamento próximo com seus associados, o que contribui para democratizar o acesso à proteção securitária. Esse modelo permite levar soluções de seguros a públicos que muitas vezes não são alcançados pelos canais tradicionais, promovendo inclusão financeira e ampliando a cultura de proteção em diferentes regiões do país.”
A confiança, porém, precisa se traduzir em soluções alinhadas às necessidades dos cooperados. “O principal diferencial está na relação de proximidade, confiança e conhecimento profundo da realidade dos associados. As cooperativas acompanham a jornada financeira de seus cooperados e conseguem identificar necessidades específicas de proteção, seja para pessoas físicas, empresas ou produtores rurais”, acrescenta.
Integração diante dos riscos
A combinação entre conhecimento local e especialização das seguradoras também pode fortalecer a resposta a riscos climáticos, patrimoniais e financeiros. No agronegócio, a proteção ganha peso diante da frequência e da severidade dos eventos climáticos.
“A integração entre cooperativas de crédito e seguradoras cria um ecossistema mais completo de proteção. Ao combinar conhecimento local, relacionamento próximo e soluções especializadas em gestão de riscos, é possível ampliar o alcance dos seguros e oferecer respostas mais rápidas e eficientes aos desafios enfrentados pelos cooperados”, aponta.
Lopes acrescenta que, no campo essa parceria é fundamental para aumentar a resiliência dos produtores diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos.
Barreiras para avançar
O crescimento do setor abre oportunidades para seguros de vida, agro, empresariais e patrimoniais. Para transformar esse potencial em maior cobertura, entretanto, será necessário reduzir obstáculos à contratação e integrar a proteção ao planejamento financeiro.
Entre as prioridades, o executivo aponta “a necessidade de simplificação dos produtos, a ampliação da cultura do seguro, investimentos em tecnologia e capacitação das equipes comerciais para integrar cada vez mais as jornadas de crédito, proteção e planejamento financeiro”, conclui.

Conteúdo exclusivo publicado na edição 136 da Revista MundoCoop








