Nem toda parceria é construída a partir de uma oportunidade de mercado. Algumas surgem da convergência de valores, da visão de longo prazo e da busca por impacto coletivo. Foi através desses pilares que a relação entre a Mapfre e o cooperativismo brasileiro se desenvolveu ao longo das últimas décadas, acompanhando a expansão de um modelo econômico que hoje exerce papel estratégico no desenvolvimento de comunidades e na inclusão financeira do país.
Segundo Luciano Bezas, Diretor Comercial de Canais da Mapfre, a proximidade da companhia com o setor tem raízes que antecedem as atuais discussões sobre negócios colaborativos e relacionamento com o cliente.
“A nossa relação com o cooperativismo não começou como uma estratégia de mercado. Ela faz parte da própria história da Mapfre e tudo isso vem por meio de um modelo que tem como base união, participação e propósito. E como nós nascemos como uma mútua, acreditamos muito nas cooperativas”, afirma.
Ao longo dos anos, a evolução do movimento cooperativista brasileiro ajudou a fortalecer essa conexão. Com presença crescente em diferentes segmentos da economia, especialmente no sistema financeiro, as cooperativas ampliaram sua relevância econômica sem perder características que historicamente diferenciam o modelo, como proximidade, participação dos associados e atuação territorial.
Valores que aproximam
Para a Mapfre, a longevidade dessa relação está ligada a uma convergência de princípios. Mais do que uma interação entre organizações, o vínculo foi consolidado por uma visão compartilhada sobre desenvolvimento e cuidado com as pessoas.
“Acreditamos que não seja apenas uma parceria de negócio, e sim, uma parceria de valores. Existe uma convergência muito natural entre os valores da Mapfre e os princípios que orientam o cooperativismo. Ambos acreditam na construção de relações duradouras, na confiança como base dos negócios e no compromisso com o desenvolvimento das pessoas e das comunidades onde atuam”, destaca o executivo.
Esse alinhamento também acompanhou as transformações vividas pelo cooperativismo nas últimas décadas. O avanço da governança, os investimentos em inovação e a ampliação da oferta de produtos e serviços permitiram que as cooperativas expandissem sua atuação sem abrir mão do relacionamento próximo com os cooperados.
“O cooperativismo brasileiro passou por uma evolução muito consistente nas últimas décadas. As cooperativas ampliaram sua presença no sistema financeiro, investiram em inovação, fortaleceram sua governança e expandiram sua atuação para regiões onde muitas vezes representam a principal instituição financeira da comunidade”, observa Bezas.
Construção de longo prazo
Em um ambiente de constantes mudanças econômicas e tecnológicas, a confiança continua sendo um dos principais ativos das organizações. Para o diretor da Mapfre, esse elemento é o que diferencia relações duradouras de iniciativas motivadas apenas por circunstâncias de mercado. “O mercado cria oportunidades. A confiança constrói relações que atravessam o tempo. Essa é, talvez, a principal diferença”, pontua.
A perspectiva para os próximos anos é de continuidade dessa trajetória, com foco na ampliação do acesso à proteção e no fortalecimento das cooperativas como agentes de desenvolvimento local. “O cooperativismo continuará desempenhando um papel fundamental na ampliação do acesso à proteção no Brasil, e queremos seguir contribuindo para esse movimento”, conclui Bezas.
Em um cenário no qual confiança, pertencimento e impacto social ganham relevância crescente, a história construída entre a seguradora e o movimento cooperativista evidencia como relações fundamentadas em propósito podem atravessar gerações e acompanhar a evolução das comunidades que ajudam a fortalecer.

Conteúdo exclusivo publicado na edição 133 da Revista MundoCoop







