O cooperativismo de crédito brasileiro vive um momento de expansão que poucos setores do sistema financeiro conseguem igualar. Segundo o Banco Central, a base de cooperados já ultrapassa 21,2 milhões de pessoas físicas e jurídicas. A carteira de crédito consolidada do segmento superou R$ 536 bilhões em março de 2026, os ativos totais já passam de R$ 1 trilhão e as captações somam R$ 834 bilhões.
Esse avanço tem um componente territorial importante. Ao fim de 2025, o país contava com mais de 10 mil unidades de atendimento, em 3.287 municípios. Mais de mil cidades brasileiras sem qualquer agência bancária tradicional têm, hoje, pelo menos um ponto de atendimento cooperativo.
O risco mudou de forma
Se por um lado os ataques físicos a agências bancárias e caixas eletrônicos vêm caindo de forma consistente, por outro o crime organizado simplesmente mudou de endereço. O Banco Central recebeu 76 notificações de incidentes cibernéticos graves em 2025, alta de 29% sobre 2024, e o sistema financeiro contabilizou 12 milhões de indícios de fraude no mesmo período.
Especialistas do setor bancário reunidos no Febraban SEC 2026 resumiram bem esse novo cenário: o crime físico praticamente desapareceu dos grandes centros porque perdeu atratividade diante do investimento pesado em segurança e da menor circulação de numerário nas agências. Só que, historicamente, quando um elo da cadeia se fortalece, o risco tende a migrar para outro lugar.
É exatamente aí que entra o alerta para o cooperativismo de crédito, presente em milhares de municípios menores, muitas vezes com estrutura mais enxuta que a de um grande banco, o setor segue lidando diariamente com dinheiro físico em cofres, caixas eletrônicos e nas mãos de portadores. E isso o mantém em uma equação de risco diferente da dos grandes conglomerados bancários.
É nesse contexto que o seguro de Riscos Diversos — Valores para Cooperativas de Crédito ganha relevância como instrumento de gestão de risco, e não apenas como item de conformidade. O produto foi desenhado para cobrir valores dentro e fora de cofre-forte, em caixas eletrônicos e em mãos de portadores.
“O cooperativismo de crédito cresceu de forma expressiva nos últimos anos e, com ele, o volume de valores circulando nas agências também aumentou. O seguro de Riscos Diversos Valores para esse segmento existe para dar sustentação a esse crescimento: ele protege o numerário onde quer que esteja, dentro do cofre, no caixa eletrônico ou nas mãos de portadores. Mais do que uma exigência de conformidade, é um instrumento de gestão de risco que permite à cooperativa operar com previsibilidade e segurança, mesmo diante de um cenário em que o perfil das ameaças financeiras vem se tornando cada vez mais sofisticado”, afirma Sidney Cezarino, Diretor de Seguros Patrimoniais da Tokio Marine.
Tendências: tecnologia e segurança lado a lado
O mercado segurador tem acompanhado de perto a transformação do risco físico-financeiro. Cofres, sistemas de alarme, sensores de presença, portas giratórias, vigilância monitoramento remoto e CFTV. Cooperativas que investem nesses itens tendem a acessar condições comerciais mais competitivas, em uma lógica que premia a prevenção.
Essa mesma lógica tem aparecido com frequência nos debates atuais, onde a segurança física passou a ser tratada cada vez mais como um investimento estratégico. Do lado regulatório, o Estatuto da Segurança Privada e das Instituições Financeiras, sancionado em 2024, trouxe novos parâmetros operacionais para o setor, reforçando a tendência de profissionalização da proteção física, movimento que caminha em paralelo à digitalização acelerada dos serviços cooperativistas.
Para as cooperativas, o desafio dos próximos anos é conciliar duas frentes que crescem ao mesmo tempo: a expansão física da rede de atendimento, essencial para a inclusão financeira em regiões como Norte e Nordeste, onde o cooperativismo ainda tem grande espaço para crescer, e a sofisticação da proteção, tanto física quanto digital, que essa expansão exige. Um seguro de valores bem dimensionado, com questionário simplificado, cotação ágil e coberturas alinhadas ao perfil de cada praça, se torna peça importante para o crescimento com solidez.
Um seguro pensado para a realidade cooperativista
Entre os atrativos do produto da Tokio Marine estão o questionário simplificado para contratação, a agilidade na apresentação de cotações, com prazo médio de 72 horas após o cadastro no portal, equipe técnica especializada no segmento, taxas calculadas de acordo com o perfil de cada cooperativa, franquias compatíveis com a realidade operacional do setor e facilidade de pagamento.
“Na Tokio Marine, desenvolvemos um produto pensado especificamente para a realidade das cooperativas de crédito. Cada etapa foi desenhada para facilitar a contratação sem abrir mão da especialização técnica. Cooperativas que investem em proteção física, como cofres, sistemas de alarme e monitoramento remoto, acessam condições comerciais ainda mais competitivas. É um produto que premia quem se protege e que foi feito para crescer junto com o cooperativismo brasileiro”, explica o executivo.
Com um sistema que já possui a maior rede de atendimento financeiro do país, proteger o numerário que circula nessas agências não é apenas uma obrigação, é parte da própria sustentabilidade do modelo cooperativista.
Conteúdo exclusivo publicado na edição 133 da Revista MundoCoop












