• POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
MundoCoop - Informação e Cooperativismo
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
Sem resultado
Ver todos os resultados
MundoCoop - Informação e Cooperativismo

COP30: Cooperativismo encerra participação liderando debates sobre clima, energia e sustentabilidade

Mundo Coop POR Mundo Coop
24 de novembro de 2025
DESTAQUES
COP30: Cooperativismo encerra participação liderando debates sobre clima, energia e sustentabilidade

COP30: Cooperativismo encerra participação liderando debates sobre clima, energia e sustentabilidade

CompartilheCompartilheCompartilheCompartilhe

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) encerrou a sua primeiro edição em território amazônico na última sexta-feira (21). Durante as últimas duas semanas, o estado de Belém (PA) recebeu governos, especialistas, empresas e lideranças sociais para discutirem soluções para acelerar a transição energética, financiar a adaptação climática e impulsionar um desenvolvimento sustentável ao redor do mundo. Nesse cenário, o cooperativismo brasileiro se consolidou como ferramenta estratégica com participação ativa em diálogos políticos e na construção de iniciativas para viabilizar o plano de crescimento sustentável.

Os debates presentes na COP30 trouxeram luz às discussões a respeito de energia limpa, bem-estar animal, bioeconomia e serviços ambientais. Nessas questões, cooperativas de todas as regiões do Brasil participaram de negociações com ministérios e organizações privadas a fim de contribuir para os acordos direcionados à criação de políticas públicas.

“Desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade se constroem com cooperação, e o cooperativismo está pronto para entregar ao Brasil e ao mundo soluções concretas para os desafios do século 21”, afirmou Márcio Lopes de Freitas.

Transição energética e infraestrutura sustentável

Essa participação ativa abriu caminho para que a agenda energética ganhasse mais força ao longo da conferência. As discussões sobre energia ocuparam espaço central na COP30, especialmente nos debates sobre transição justa, economia circular e redução de emissões. No Pavilhão do Coop, cooperativas de diferentes regiões demonstraram como geração distribuída, biometano e renovação de frota já são realidades nas cadeias produtivas. Em Minas Gerais, o Projeto Minascoop Energia reúne dezenas de cooperativas que produzem energia solar e destinam parte da geração a entidades sociais, iniciativa que amplia impacto e conecta desenvolvimento local à transição energética.

No Paraná, a Primato apresentou o programa Suíno Verde, que transforma milhões de litros de dejetos suínos em biometano utilizado como combustível na própria cadeia produtiva. A cooperativa, que já opera caminhões movidos exclusivamente a biometano, reduz emissões e custos operacionais com a substituição do diesel por energia limpa. A iniciativa, além de demonstrar o empenho da cooperativa para a gestão ambiental, auxilia também na atividade pecuária. “Hoje já operamos seis caminhões totalmente movidos a biometano, e a meta é que toda a cadeia de suínos seja transportada com combustível limpo”, explicou Juliano Millnitz, diretor executivo da Primato.

Bioeconomia e políticas públicas

Além da energia, as discussões avançaram para a bioeconomia e a valorização das cadeias da sociobiodiversidade, um dos pilares centrais da COP30. Ao longo dos dias, a bioeconomia amazônica esteve no centro das discussões. Nesse assunto, cooperativas extrativistas mostraram, por meio da organização produtiva e da agregação de valor, como transformar riqueza ambiental em valor econômico e garantir permanência e desenvolvimento do território. A Cooperativas de extrativistas e agricultores familiares do Acre (Cooperacre) apresentou sua experiência em verticalização, com agroindústrias de castanha, borracha, frutas e óleos. O projeto assegura renda e autonomia para milhares de famílias do estado. Alberto “Dande” de Oliveira Tavares, assessor da cooperativa, defendeu o papel do extrativismo organizado para fortalecer cadeias sustentáveis. Para ele, diversificar a base produtiva garante renda e resiliência às comunidades. “A cooperativa nasceu para garantir renda, logística e permanência no território”, afirmou.

Nessa mesma direção, o lançamento do Coopera+ Amazônia marcou um dos anúncios mais relevantes da conferência. O programa, criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Sebrae e o Fundo Amazônia, destinará R$ 107 milhões para apoiar 50 cooperativas extrativistas da Amazônia Legal por meio de assistência técnica, inovação e maquinário, a fim de fortalecer cadeias como castanha, babaçu, cupuaçu e açaí.

Com mais de 9 mil famílias beneficiadas, a iniciativa inaugura uma política federal para a bioeconomia amazônica. O vice-presidente Geraldo Alckmin destaca a importância da proposta para gerar renda e reforça que fortalecer cooperativas extrativistas é decisivo para uma economia baseada na floresta em pé. “O Coopera+ Amazônia marca um novo ciclo de desenvolvimento na Amazônia. Fortalece quem vive da floresta, amplia renda e leva inovação para dentro das cooperativas”, afirmou.

O setor privado também reforçou a agenda de desenvolvimento sustentável. A Natura apresentou mecanismos de financiamento combinados, como crédito, fundo filantrópico e assistência técnica, para potencializar negócios da sociobiodiversidade.

A empresa de cosméticos destacou que o sucesso da bioeconomia depende da governança e da capacidade de entrega das cooperativas, condição essencial para ampliar escala e impacto socioambiental. “Trabalhar em rede é o único jeito de ampliar impacto. O crédito só funciona porque as cooperativas são organizadas e têm governança”, explicou Izabella Gomes, coordenadora de Sustentabilidade da Natura.

Ainda, os debates sobre serviços ambientais e restauração florestal avançaram. As  experiências apresentadas pelas cooperativas Coopercitrus, Coomflona, Reca e Cresol Horizonte mostraram iniciativas que restauram nascentes, ampliam segurança hídrica e agregam valor produtivo. A relevância de políticas integradas também foi destacada pelo governo federal, que reforçou a necessidade de mecanismos de PSA alinhados à realidade amazônica.

Pacote de Belém

Além dos debates setoriais, a COP30 também foi marcada pela aprovação do Pacote de Belém, um conjunto de documentos negociados entre 195 países e considerado o maior avanço institucional da conferência. O material estabelece diretrizes para acelerar a transição justa, ampliar financiamento climático, fortalecer políticas de adaptação e reconhecer grupos historicamente invisibilizados como protagonistas da agenda climática.

  • Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF): Cria um mecanismo inédito de pagamento para países que preservam florestas tropicais. Já mobiliza US$ 6,7 bilhões e funciona como fundo de investimento, remunerando investidores e recompensando conservação.
  • Triplicação do financiamento para adaptação até 2035: Compromisso global de ampliar recursos para adaptação, incluindo metas para elevar aportes de países desenvolvidos a nações em desenvolvimento.
  • Documento Mutirão (financiamento anual de US$ 1,3 trilhão): Estratégia contínua de mobilização financeira envolvendo governos, bancos e setor privado, com meta de alcançar pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais até 2035.
  • 122 países com NDC atualizadas: A conferência encerrou com 122 nações apresentando novas Contribuições Nacionalmente Determinadas, alinhadas ao Acordo de Paris e com metas atualizadas de redução de emissões.
  • Meta Global de Adaptação – 59 indicadores: Governos apresentaram um conjunto de 59 indicadores voluntários para monitorar avanços em áreas como água, saúde, agricultura, infraestrutura e ecossistemas.
  • Diretrizes de transição justa focadas em pessoas: O pacote reforça que políticas climáticas devem priorizar populações vulneráveis. Pela primeira vez, afrodescendentes são mencionados em documentos oficiais da COP.
  • Plano de Ação de Gênero: Expande financiamento, estrutura institucional e liderança de mulheres, especialmente indígenas, afrodescendentes e rurais, nas decisões climáticas.
  • Ambição coletiva: Inclui dois mecanismos:
    • Acelerador Global de Implementação: para apoiar países na execução de NDCs e planos de adaptação.
    • Missão Belém para 1,5 °C: plataforma de ação conjunta para aumentar ambição em mitigação, adaptação e investimentos.
  • Mapa do Caminho (combustíveis fósseis): Embora não tenha sido aprovado por falta de unanimidade, seguirá como agenda prioritária para os próximos meses, com o Brasil liderando as negociações até 2026.

Seguro e proteção ao produtor

As discussões sobre bioeconomia dialogaram diretamente com outra pauta importante para o setor cooperativo, a adaptação climática por meio de seguros mais acessíveis e eficientes. A discussão sobre seguro ganhou novo patamar na COP30, marcada pelo avanço regulatório que permite às cooperativas brasileiras atuar diretamente no setor.

No Fórum de Sustentabilidade em Cooperativismo e Seguros, especialistas nacionais e internacionais destacaram que o seguro se tornou peça central da adaptação climática, especialmente em um contexto de eventos extremos e perdas recorrentes.

Ao abrir o encontro, Tania Zanella ressaltou que a mudança regulatória cria condições para ampliar acesso, reduzir riscos e fortalecer a proteção ao produtor. “Agora temos a oportunidade de transformar também a cultura do seguro no nosso país”, defendeu.

A convergência entre seguro e cooperativismo foi reforçada por entidades internacionais. O presidente da ICMIF Américas, Andres Elola, destacou que ambos os modelos compartilham lógica de solidariedade e governança coletiva, condição essencial para enfrentar riscos climáticos crescentes. O dirigente defende que eventos extremos a ampliação de mecanismos de proteção estruturados em modelos com forte governança indispensáveis. “O seguro é ideal para o cooperativismo. Eles compartilham valores e propósitos”, afirmou.

A relação entre seguro, crédito e desenvolvimento também orientou debates com representantes do BNDES e da Frente Parlamentar da Agropecuária. O banco ressaltou que cooperativas possuem capilaridade e estrutura adequadas para levar proteção financeira a regiões pouco atendidas pelo sistema tradicional, condição que melhora o risco de crédito e viabiliza investimentos rurais. Além disso, a necessidade de modernizar a legislação e ampliar linhas específicas para adaptação climática foi reforçada por parlamentares no decorrer das discussões.

Agricultura de baixo carbono e inovação produtiva

Após os debates sobre proteção financeira, o setor agropecuário encerrou a COP30 como protagonista nas discussões sobre segurança alimentar, eficiência produtiva e redução de emissões. Na Green e Agri Zone, produtores, cientistas e cooperativas mostraram como manejo adequado, ciência tropical e governança coletiva já transformam territórios.

Sob este tema, experiências da Cocamar e da Coplana evidenciaram como integração lavoura-pecuária-floresta e logística reversa fortalecem sistemas produtivos e reduzem emissões. O Sistema Campo Limpo, da Coplacana, hoje referência nacional, nasceu dentro do cooperativismo e se tornou política pública depois de resultados consistentes em reciclagem e reaproveitamento, como explicou José Antonio Rossato Junior, representante da cooperativa. Para ele, o modelo só ganhou escala porque uniu a participação dos produtores e o comprometimento ambiental em todas as etapas da cadeia. “Algo que começou como uma solução para um problema local virou referência para a lei de logística reversa e para a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, explicou.

A pecuária sustentável também ganhou destaque com pesquisas da Embrapa e parcerias com cooperativas de crédito. O curso de Boas Práticas Agropecuárias, desenvolvido em conjunto com cooperativas, qualifica técnicos e produtores para adoção de manejo mais eficiente, contribuindo para bem-estar animal e captura de carbono.

A parceria visa ampliar escala e viabilizar tecnologias acessíveis para milhares de produtores, como afirmou Fernando Luiz Vidigal, consultor de agronegócios do Sicoob CCS, ao apresentar os resultados da capacitação.

Por fim, o cooperativismo, mais uma vez, evidenciou a sua força e a importância da busca por alternativas para a mitigação dos impactos da produção no meio ambiente. O setor mostrou que possui capilaridade, governança estruturada e modelos produtivos capazes de escalar práticas sustentáveis em todas as regiões do país. A participação nos painéis da COP30 ainda mostrou que o cooperativismo já opera novas tecnologias e promove inclusão financeira.

A articulação construída ao longo da conferência reforçou que o país avança quando políticas públicas, setor produtivo e cooperativas atuam de forma integrada. “Acreditamos e vivemos diariamente a importância de estarmos unidos num ecossistema cooperativo, do qual governo, empresas, reguladores e cooperativas fazem parte. Estes acordos comprovam que o cooperativismo é parte das soluções que o Brasil apresenta ao mundo.”, afirmou o presidente Márcio Lopes Freitas.


Por Redação MundoCoop

ANTERIOR

Nova decisão confirma Sinacred como representante sindical das cooperativas de crédito

PRÓXIMA

A era da coerência: o que a COP30 ensina sobre propósito de marca – Daniela Helena Sanzone é sócia-diretora da Joia

Mundo Coop

Mundo Coop

Relacionado Posts

Novas diretrizes da Susep focam redução de riscos nas cooperativas de seguros
DESTAQUES

Novas regras da Susep focam na redução de riscos nas cooperativas de seguros

9 de janeiro de 2026
Colapso do Banco Master: lições para o sistema financeiro e alertas para cooperativas
DESTAQUES

Colapso do Banco Master: lições para o sistema financeiro e alertas para cooperativas

8 de janeiro de 2026
Cooperativismo assume Presidência do Conselho de Administração da Open Finance
DESTAQUES

Cooperativismo assume Presidência do Conselho de Administração da Open Finance

7 de janeiro de 2026
Do propósito aos resultados: a trajetória de excelência do Sicoob Credicom
DESTAQUES

Do propósito aos resultados: a trajetória de excelência do Sicoob Credicom

9 de janeiro de 2026
Banco Central e CMN autorizam nova modalidade digital para transferência de operações de crédito.
DESTAQUES

BC e CMN autorizam nova modalidade digital para transferência de operações de crédito

5 de janeiro de 2026
Perspectivas 2026: as projeções para a economia brasileira
DESTAQUES

Perspectivas 2026: as projeções para a economia brasileira

31 de dezembro de 2025

NEWSLETTER MUNDOCOOP

* Preenchimento obrigatório

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Banco Central lança Agenda de Pesquisa para o ciclo 2026–2029
ECONOMIA & FINANÇAS

Banco Central lança Agenda de Pesquisa para o ciclo 2026–2029

9 de janeiro de 2026
Luiz Carlos Borges é presidente da American Global Tech University
ARTIGO

Tendências que vão transformar a educação online até 2030 – Luiz Carlos Borges é presidente da American Global Tech University

9 de janeiro de 2026
Relatório revela protagonismo cooperativo na expansão da energia comunitária no Reino Unido
INTERNACIONAL

Relatório revela protagonismo cooperativo na expansão da energia comunitária no Reino Unido

9 de janeiro de 2026
LinkedIn Instagram Facebook Youtube

FALE COM A MUNDOCOOP

MundoCoop - O Portal de Notícias do Cooperativismo

ANUNCIE: [email protected]
TEL: (11) 99187-7208
•
ENVIE SUA PAUTA:
[email protected]
•
ENVIE SEU CURRÍCULO:
[email protected]
•

EDIÇÃO DIGITAL

CLIQUE E ACESSE A EDIÇÃO 127

BAIXE NOSSO APP

NAVEGUE

  • Home
  • Quem Somos
  • Revistas
  • biblioteca
  • EVENTOS
  • newsletter
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Revista MundoCoop
  • Biblioteca
  • Newsletter
  • Quem Somos
  • Eventos
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite o nosso Política de Privacidade e Cookies.