Cresol reúne mais de 2 mil jovens em projeto Juventude Conectada em 18 estados brasileiros

Conheça o projeto da Cresol que aproxima jovens dos valores cooperativistas e como lideranças jovens estão a frente da governança das cooperativas

Pensar no futuro do cooperativismo passa, cada vez mais, pela participação dos jovens. Eles não apenas dão sequência ao trabalho construído, mas também contribuem com novas perspectivas. Segundo os dados do Painel de Dados do Cooperativismo Financeiro, as instituições financeiras cooperativistas possuem 3,2 milhões de cooperados entre 18 e 30 anos. Os números revelam que o avanço da participação de jovens está diretamente relacionada à identificação com os valores cooperativistas como participação democrática, sustentabilidade e colaboração, que estão alinhados ao estilo de vida das novas gerações.

A Cresol, instituição financeira cooperativa, investe continuamente em projetos voltados à juventude, promovendo conhecimento sobre gestão, sucessão e educação financeira. Entre os projetos de relacionamento estratégicos desenvolvidos pela cooperativa está o Juventude Conectada, focado em criar conexões e oportunizar troca de experiências. 

Em 2025, o projeto envolveu mais de 400 jovens de diferentes estados do país. Considerando as 6 edições do Juventude Conectada, a iniciativa já reuniu mais de 2 mil jovens, abrangendo 55 cooperativas singulares e 18 estados brasileiros, conforme dados do Relatório de Sustentabilidade da Cresol publicado recentemente. 

Juventude Conectada

Com o objetivo de fortalecer os vínculos da cooperativa com a juventude, o projeto busca promover um ambiente de troca e aprendizado sobre temas como cooperativismo, educação financeira, empreendedorismo e protagonismo. 

O Juventude Conectada envolve jovens entre 18 a 25 anos, como a Julia Ferrari, de Erechim (RS) , no Alto Uruguai do Rio Grande do Sul. Ela participou do projeto no ano passado e destaca que a experiência foi extremamente positiva, marcada por encontros dinâmicos, troca de experiências e aprendizados. “Aprendi muito sobre educação financeira, cooperativismo e desenvolvimento pessoal. Também gostei muito da interação com outros jovens e dos desafios propostos”, afirma.

Julia ressalta os principais aprendizados, dentre eles a importância do consumo consciente e do planejamento financeiro. “São conhecimentos que muitas vezes não aprendemos na escola, mas que fazem muita diferença na vida adulta”, pontua. Para outros jovens, ela deixa um incentivo: “participar do projeto é uma oportunidade de adquirir conhecimento, ampliar perspectivas e se desenvolver tanto no âmbito pessoal quanto profissional”, enfatiza.

Para o diretor executivo da Cresol Centro Sul, Jacionor Pertille, o trabalho da Cresol com jovens e educação financeira busca ir além do modelo tradicional. “Em um cenário marcado pelo individualismo, o cooperativismo propõe a união, a cooperação e a educação como bases para um desenvolvimento sólido. Nosso papel vai além dos serviços financeiros, focando também na formação humana, para que esses jovens ingressem no mercado com uma visão mais positiva e contribuam para a transformação das comunidades onde atuamos”, disse.

Juventude no centro da gestão

Na Cresol Nascente, o protagonismo jovem também se reflete em espaços de decisão. A cooperativa conta com a atuação de jovens mulheres em cargos de liderança. Esse movimento acompanha uma tendência do cooperativismo, que tem ampliado a participação de jovens e mulheres em posições estratégicas. 

Há mais de 10 anos no cooperativismo e boa parte desse tempo em áreas voltadas à gestão, a diretora de operações, Priscila Dircksen, hoje com 33 anos, reforça a importância de unir experiência e inovação dentro da governança. “Conseguimos integrar nossos sócios fundadores e presidentes, que têm muita bagagem e experiência, com a inovação e a forma de pensar diferente que os jovens trazem. É a junção de dois mundos: nem apenas a visão tradicional de 20 ou 30 anos atrás, nem só inovação. Conseguimos equilibrar tradição e inovação”, destaca.

A diretora executiva da Cresol Nascente, Angela Neuhaus de Souza, de 31 anos, também acumula uma trajetória de 9 anos na gestão da cooperativa. Ela ressalta como o cooperativismo abre portas para o desenvolvimento e o crescimento profissional e pessoal e avalia que a presença dos jovens exige equilíbrio entre inovação e essência. “A inclusão de jovens na gestão tem impactos muito positivos e é um movimento necessário, desde que aconteça de forma estruturada e com atenção. Precisamos manter nossas raízes, ao mesmo tempo em que renovamos práticas e lideranças, garantindo a continuidade da essência da cooperativa”, afirma.

Angela também reforça a importância da preparação individual para ocupar esses espaços. “Façam o seu melhor e se preparem desde já para os lugares que desejam ocupar. É importante desenvolver competências, buscar formação e agir com a responsabilidade de quem já está na gestão. Foi assim na minha trajetória: antes mesmo de assumir uma posição de liderança, eu já me preparava para esse lugar”, orienta.


Fonte: Cresol com adaptações da MundoCoop

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