O Dia Internacional do Cooperativismo merece mais do que homenagens. Merece reconhecimento. – Luis Cláudio Silva é Sócio-Fundador da MundoCoop

Neste primeiro sábado de julho, milhares de cooperativas em todo o Brasil saíram de seus escritórios, agências, propriedades rurais, hospitais, escolas e indústrias para fazer aquilo que sabem fazer melhor: cuidar de pessoas.

Foram mutirões de saúde, plantios de árvores, campanhas de doação de sangue, arrecadação de alimentos, atividades educativas, ações ambientais, projetos culturais e dezenas de iniciativas que transformaram comunidades inteiras. Em cada estado brasileiro, cooperativas mostraram que desenvolvimento econômico e compromisso social podem caminhar juntos.

Essa talvez seja a maior diferença do cooperativismo.

Enquanto muitos enxergam responsabilidade social como uma estratégia, as cooperativas a praticam como essência.

O Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado desde 1923 pela Aliança Cooperativa Internacional e reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas desde 1995, nasceu justamente para ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância desse modelo econômico e social, que hoje reúne mais de um bilhão de cooperados em todo o planeta. A data é muito mais do que uma celebração: é um convite para que o mundo conheça um modelo empresarial que coloca as pessoas no centro das decisões e do desenvolvimento. (ICA⁠)

Mas aqui cabe uma reflexão.

Se tantas cooperativas mobilizam milhares de voluntários, investem milhões em ações sociais e impactam positivamente tantas comunidades, por que ainda são tão pouco conhecidas pela sociedade?

Por que esses exemplos quase nunca ocupam espaço na grande mídia?

Por que ainda precisamos explicar, repetidas vezes, o que é uma cooperativa?

Essa talvez seja uma das maiores missões do movimento para os próximos anos.

O cooperativismo já provou sua força econômica. Já demonstrou sua capacidade de gerar emprego, distribuir renda, fortalecer o agro, democratizar o crédito, cuidar da saúde, produzir energia, educar, transportar, consumir e transformar realidades.

O desafio agora é outro.

É tornar essa força visível.

Porque aquilo que a sociedade não conhece, dificilmente valoriza.

Ainda existe um longo caminho entre o tamanho do cooperativismo e o reconhecimento que ele recebe.

É justamente nesse espaço que a comunicação se torna estratégica.

Na MundoCoop, acreditamos que comunicar não é apenas divulgar notícias. É construir percepção. É contar histórias que inspiram. É mostrar que existe uma economia baseada na cooperação, na confiança e no propósito.

Ao longo dos últimos 25 anos, essa tem sido a nossa missão: dar voz às cooperativas, registrar seus impactos, valorizar seus protagonistas e ajudar o cooperativismo a ocupar o espaço que merece no debate público.

Não fazemos isso apenas porque acreditamos no cooperativismo.

Fazemos porque acreditamos que milhões de brasileiros ainda precisam conhecê-lo.

Neste Dia Internacional do Cooperativismo, celebramos cada cooperativa que fez a diferença na vida de alguém. Cada cooperado que dedicou seu tempo ao próximo. Cada colaborador, dirigente e voluntário que mostrou, mais uma vez, que cooperar continua sendo uma das formas mais inteligentes e humanas de construir o futuro.

Parabéns às cooperativas.

Parabéns aos cooperados.

Parabéns a todos que acreditam que é possível crescer sem deixar ninguém para trás.

E que o próximo Dia Internacional do Cooperativismo seja celebrado não apenas por quem já faz parte desse movimento, mas também por uma sociedade que finalmente reconheça a dimensão, a relevância e o impacto de um modelo que transforma vidas todos os dias.


*Luis Cláudio Silva é Sócio-Fundador da MundoCoop

Redação

Redação

Informação e inspiração para o cooperativismo.

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