O Sistema OCB acompanhou, nesta terça-feira (30), o lançamento dos Planos Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial e para a agricultura familiar. Juntas, as duas políticas somam mais de R$ 610 bilhões em recursos destinados ao financiamento da produção agropecuária, além de investimentos em programas voltados à gestão de riscos, assistência técnica, inovação e desenvolvimento rural.
No âmbito do plano safra da agricultura e da pecuária, foram anunciados R$ 525,1 bilhões em crédito rural, montante 1,7% superior ao do ciclo anterior, considerando também programas complementares, como o Move Agricultura e o Eco Invest. Desse total, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões aos investimentos. As taxas de juros variam entre 8% e 12,5% ao ano, com reduções entre 0,5 e 1,5 ponto percentual, conforme a linha de financiamento.

Entre as medidas voltadas ao cooperativismo, o governo anunciou a redução das taxas de juros das linhas Prodecoop e Procap-Agro, que passaram de 13,5% para 12% ao ano, redução de 1,5 ponto percentual em relação à safra anterior.
Para o plano safra da agricultura familiar, o governo destinou R$ 85,2 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), crescimento de 9% em comparação ao Plano Safra 2025/2026. Também foram anunciados R$ 12,1 bilhões para outras políticas públicas, como o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).
As taxas de juros do Pronaf variam entre 1% e 7,5% ao ano, e podem chegar a 0,5% ao ano em linhas específicas, como o microcrédito. O pacote inclui ainda duas chamadas públicas da Finep, que destinarão cerca de R$ 220 milhões para projetos de inovação desenvolvidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas em parceria com a agricultura familiar.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que a entidade acompanhará a regulamentação das medidas para avaliar seus efeitos sobre o cooperativismo. “O anúncio das diretrizes é uma etapa importante, mas a avaliação técnica depende da publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional. É a partir delas que poderemos verificar, de forma detalhada, como as medidas dialogam com as propostas apresentadas pelo Sistema OCB e quais avanços ainda serão necessários para fortalecer a política de crédito rural voltada às cooperativas.”
Segundo ela, o Sistema OCB fará uma análise técnica das normas assim que forem publicadas e compartilhará orientações com as cooperativas sobre as condições de acesso às linhas de financiamento.
As cerimônias de lançamento foram realizadas em Brasília e reuniram representantes do governo federal, do setor produtivo e de instituições ligadas ao agro. Participaram dos eventos o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; e a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli , além de parlamentares, dirigentes de entidades representativas e lideranças do setor agropecuário.
Fonte: Sistema OCB com adaptações da MundoCoop












