Cooperativas do ES aceleram rastreabilidade e conservação hídrica para atender mercado europeu

Iniciativas locais ampliam tecnologia e conservação para atender exigências internacionais no setor agrícola

Além das políticas públicas e da assistência técnica voltadas aos produtores, a consolidação de um agro mais sustentável também depende da atuação de entidades capazes de levar conhecimento, tecnologia e suporte para milhares de propriedades rurais. Nesse processo, as cooperativas passaram a ocupar uma posição estratégica na adaptação do setor às novas exigências do mercado.

As cooperativas agropecuárias têm desempenhado papel central na adaptação do agro capixaba às novas exigências internacionais. O engenheiro agrônomo Vinicius Schiavo, do Sistema OCB/ES, afirma que a pressão internacional, especialmente da Europa, vem acelerando mudanças no setor.

“A questão da sustentabilidade sempre esteve presente no cooperativismo, mas aumentou muito com as exigências externas dos importadores”, diz. Entre os principais desafios está a adequação à EUDR, legislação europeia antidesmatamento que restringe a entrada de produtos oriundos de áreas desmatadas.

“As cooperativas estão se preparando na área de rastreabilidade para repassar isso aos cooperados, porque a Europa não aceita produtos vindos de áreas desmatadas”, explica o engenheiro.

Projetos voltados à conservação hídrica também vêm avançando no estado. Um dos exemplos é o programa Café Produtor de Água, desenvolvido pelo Conselho Nacional do Café em parceria com cooperativas capixabas, governo estadual e Programa Reflorestar.

A iniciativa incentiva ações como cercamento de nascentes, reflorestamento, construção de pequenas barragens e recuperação de matas ciliares. Em troca, os produtores são pagos por serviços ambientais.


Fonte: ES Brasil com adaptações da MundoCoop

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