De geração em geração, o cooperativismo mineiro incorpora novas ideias, amplia sua presença e encontra diferentes formas de transformar realidades. Há 56 anos, a Ocemg conduz esse movimento, conectando a experiência de quem ajudou a construir o setor às oportunidades que se abrem para o futuro.
Em 2026, ano dedicado ao fortalecimento da cultura coop, celebrar essa trajetória também é reconhecer o jeito cooperativista de pensar, agir e se relacionar. São valores e princípios que atravessam o tempo, preservam a identidade do movimento e ajudam as 788 cooperativas mineiras a evoluir, inovar e responder aos novos desafios.
É com esse olhar, que une o orgulho pelo caminho percorrido à confiança no que ainda está por vir, que o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, celebra a data, comemorada neste 11 de setembro. “Chegar aos 56 anos é motivo de muita alegria para todos nós”, afirma. “A história da Ocemg foi construída por pessoas que acreditaram na união, na participação e na capacidade do cooperativismo de transformar realidades. Honrar essas raízes é manter viva a nossa cultura e, a partir dela, preparar cooperativas cada vez mais fortes. Temos uma trajetória sólida, mas continuamos olhando para a frente, com a certeza de que há muito a construir”.
Experiência que orienta
O vice-presidente da Casa do Cooperativismo Mineiro, Samuel Flam, conhece de perto as transformações vividas pelo cooperativismo do Estado. Ele iniciou sua trajetória no setor em 1973, quando ingressou na faculdade e entrou para uma cooperativa. Desde então, além de cooperado, atuou como conselheiro, dirigente e presidente de grandes cooperativas dos ramos Crédito e Saúde.
“Nestes 56 anos, a Ocemg contribuiu para o desenvolvimento de Minas Gerais e para que as cooperativas alcançassem a relevância que têm hoje, respondendo por quase 16% do PIB [Produto Interno Bruto] do Estado”, destaca. “Esse crescimento passa pela educação cooperativista e empresarial, que prepara dirigentes e equipes para compreender o mercado, melhorar a gestão e gerar resultados financeiros, qualidade de vida, desenvolvimento social e melhor distribuição de renda”.
Flam ressalta a capacidade da Ocemg de aproximar as cooperativas, compartilhar conhecimento e acompanhar os resultados desse aprendizado por meio de iniciativas como o Diagnóstico de Governança e Gestão (PDGC). Para ele, essa base educacional prepara o setor para cenários mais complexos e para o avanço das novas tecnologias.
“Para construir o futuro, precisamos entender a história que nos trouxe até aqui. O cenário atual exige educação, inovação e resiliência, além do domínio de novas tecnologias, como a inteligência artificial”, avalia. “Mas não podemos esquecer que somos humanos. As máquinas devem ser instrumentos para o nosso desenvolvimento, enquanto as pessoas, suas relações e emoções continuam no centro do cooperativismo”.
Estratégia em movimento
A experiência construída ao longo desses 56 anos é o alicerce das decisões que orientam o presente e o futuro das cooperativas de Minas Gerais. Na avaliação do superintendente do Sistema Ocemg, Alexandre Gatti Lages, conhecer profundamente suas realidades permite identificar necessidades, antecipar desafios e direcionar soluções com maior precisão.
“A trajetória construída pela Ocemg nos dá condições de fazer leituras consistentes dos cenários e planejar os próximos passos”, explica. “Esse conhecimento orienta iniciativas que qualificam a gestão, apoiam as lideranças, estimulam a inovação e ampliam a capacidade das cooperativas de competir e gerar valor”.
Nesse planejamento, a cultura cooperativista funciona como um diferencial estratégico. Ela orienta relações e escolhas, fortalece a identidade das organizações e oferece uma referência segura diante das mudanças tecnológicas, econômicas e sociais.
“Nosso papel é transformar conhecimento em estratégia e estratégia em resultados para as cooperativas”, acrescenta Lages. “Isso exige trabalhar com dados, fortalecer a governança e preparar o setor para novas tecnologias e modelos de negócio. O futuro será construído por cooperativas eficientes e inovadoras, reconhecidas também pela capacidade de manter as pessoas no centro das decisões”.
Casa do cooperativismo mineiro
Ao longo dessa caminhada, a Ocemg se consolidou como um ponto de apoio para o setor em Minas Gerais. A gerente-geral e de Relações Institucionais do Sistema Ocemg, Isabela Pérez, define a entidade como a casa-mãe das cooperativas mineiras, responsável por acolher suas demandas, defender seus interesses e impulsionar seu desenvolvimento.
“A Ocemg sempre atuou pelo fortalecimento e pelo reconhecimento da natureza cooperativista”, pontua. “Representamos o setor perante os poderes públicos, a sociedade e o mercado, mostrando que as cooperativas são negócios viáveis, capazes de inovar e movimentar a economia sem perder os princípios e valores que formam a nossa essência”.
Essa sustentação institucional também abre espaço para que dirigentes e lideranças se preparem para as mudanças no ambiente de negócios. As ações de formação, realizadas com parceiros de referência, estimulam novas ideias e ampliam a capacidade de resposta das cooperativas.
“O futuro já está presente. Por isso, criamos um ambiente de aprendizado que estimula novas ideias e fortalece dirigentes, jovens e mulheres”, destaca. “Atualizamos conhecimentos, incentivamos a diversidade e acompanhamos as transformações do mercado, sempre preservando os nossos valores e buscando a viabilidade dos negócios com foco nas pessoas”.
Fonte: Sistema Ocemg com adaptações da MundoCoop












