Cooperativas de saúde respondem por 48% dos planos de saúde em Minas Gerais

Quando alguém liga para marcar uma consulta médica ou odontológica na rede particular aqui, em Minas Gerais, há quase 50% de chance de que do outro lado da linha esteja uma cooperativa. Hoje, quase metade das pessoas com planos de saúde do Estado (48%) escolhem ser cuidadas pelo coop.  São 4,3 milhões de homens e mulheres que confiam o bem-estar de suas famílias ao nosso modelo de negócios. Os dados são do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2025. E hoje, no Dia Mundial da Saúde (7/4), vale a pena destacar a força do nosso modelo de negócios na promoção do bem-estar e da qualidade de vida da população. Confira:

Rede com escala

As 123 cooperativas de saúde mineiras realizam mais de 18 milhões de atendimentos e 74 milhões de exames por ano — uma média de 50 mil consultas por dia. Todos esses cuidados são realizados pelos 57,4 mil profissionais de saúde cooperados. Juntos, eles formam uma rede comprometida em oferecer atendimento humano e de qualidade para quem mais precisa. O resultado aparece na experiência de quem está do outro lado, com relações mais próximas e um cuidado que vai além do momento da consulta.

Proximidade com o paciente

Presente em todas as macrorregiões mineiras — desde o Norte até o  extremo sul —, as coops de saúde conseguem estar perto de quem mais precisa, dentro ou fora dos grandes centros urbanos. “O coop oferece à população uma rede de atendimento mais acessível, que combina qualidade assistencial, presença territorial e compromisso com valores como humanização e responsabilidade socioambiental”, destaca o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato.

Empregos

Além de cuidar da saúde, o cooperativismo também movimenta a economia e gera oportunidades de emprego. Em Minas Gerais, as cooperativas de saúde geram 17,3 mil empregos diretos, movimentando R$ 16,5 bilhões. Esse crescimento acompanha a expansão do próprio modelo de negócio e reforça seu papel como agente de desenvolvimento social. Com salários médios acima da iniciativa privada e forte investimento em qualificação profissional, as cooperativas também contribuem para valorizar quem está na linha de frente do cuidado.

Serviços prestados pelas cooperativas de saúde mineiras:

  • Operadoras de planos de saúde: 37,7%
  • Especialidades médicas / Serviços médicos: 26%
  • Enfermeiros e Técnicos de enfermagem: 8,2%
  • Representação institucional: 6,2%
  • Operadoras de planos odontológicos: 4,8%
  • Psicólogos: 4,1%
  • Fonoaudiólogos : 4,1%
  • Fisioterapia: 3,4%
  • Nutricionistas: 2,7%
  • Atendimento odontológico: 1,4%
  • Terapeutas ocupacionais: 1,4%

Brasil na vanguarda: o cooperativismo de saúde nasceu aqui

Em 1967, um grupo de médicos de Santos (SP) se uniu para criar um jeito diferente de atender seus pacientes. Eles queriam oferecer atendimento de qualidade, a preço justo, mas com melhor remuneração para os profissionais envolvidos. O modelo era inédito no Brasil e no mundo: médicos gerenciando os próprios serviços, sem intermediários, trabalhando para criar um vínculo duradouro de confiança e cuidado com quem é atendido. Nascia ali a primeira cooperativa de saúde do mundo: a Unimed.

A população logo percebeu as vantagens, e o sistema se expandiu rapidamente para outros Estados. Hoje, as cooperativas de saúde atuam em diversos segmentos, além do médico e odontológico. Incluem-se nesta lista as coops de profissionais de Psicologia, Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição. Presentes em 90% dos municípios brasileiros, são responsáveis pelo atendimento de mais de 27 milhões de pessoas. Ao aliar conhecimento técnico aos princípios cooperativistas, unem geração de emprego, renda e compromisso social na oferta de serviços de qualidade para as comunidades.


Fonte: Sistema Ocemg com adaptações da MundoCoop

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