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“Quando converso com outros CEOs, todos parecem estar na mesma página, usando IA para substituir tarefas, não empregos” – Nicholas Kirk é CEO da Michael Page

Líder da firma global de recrutamento traça perfil do executivo adaptado às novas tecnologias e que já não precisa ser 'super humano'

Mundo Coop POR Mundo Coop
27 de janeiro de 2026
ENTREVISTA
Nicholas Kirk é CEO da Michael Page

Nicholas Kirk é CEO da Michael Page

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“Quando você lidera um negócio de pessoas e está em uma companhia global, então você precisa estar presente”, afirma Kirk. O toque humano está arraigado na cultura da empresa e é tido como um diferencial em tempos de inteligência artificial. É uma tecnologia que o PageGroup, assim como toda organização, utiliza para ganhar eficiência em processos. Mas que, na visão de Kirk, não vai substituir a pessoa do outro lado da mesa nos processos de headhunting.

“Acredito que o processo de recrutamento chegará a um nível bem diferente do que vivenciamos hoje. Mas, na contratação de executivos, as pessoas vão continuar querendo a segurança de um especialista do outro lado, para guiá-las e acompanhá-las durante todo o processo”, diz o CEO.

Kirk reconhece que a automação de funções proporcionada pela IA pode trazer uma mudança estrutural no mercado de trabalho para jovens recém-formados e vê perigo nisso: fechar portas para o talento jovem, por questões de produtividade, pode secar a fonte de futuros líderes, impactando a sucessão nas organizações no longo prazo.

Mas o executivo evita ser alarmista em relação à tecnologia. “Acredito que as manchetes alarmistas sobre como a IA vai mudar o ambiente de trabalho não batem com a realidade”, diz. Para Kirk, a IA veio para substituir tarefas e não pessoas. O diferencial competitivo do líder, porém, passa a ser outro: não basta ter só o conhecimento, mas saber colocá-lo em prática.

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista com Nicholas Kirk.

Qual sua avaliação sobre o mercado de trabalho, de modo geral, na era da inteligência artificial?

NICHOLAS KIRK: Acho que, em primeiro lugar, o que a IA oferece é obviamente muito mais dados e informações do que talvez você jamais conseguiria obter. E oferece isso muito rapidamente. Portanto, tendo obtido essas informações, o que costumo observar, quando converso com outros líderes, é essa sensação de não saber muito bem o que fazer com elas. Porque agora todos conseguem acessá-las. Então, como isso vai fazer com que sejamos líderes melhores?

Quando converso com outros CEOs ou mesmo com líderes empresariais em geral, todos parecem estar na mesma página, usando IA para substituir tarefas, não empregos. Então é algo que faz parte do trabalho, não é o trabalho em si. A IA vai gerar mais lucro ou vai economizar dinheiro? É isso o que estamos nos perguntando agora. Mas é uma tecnologia que ainda vai evoluir, gerar ainda mais mudanças.

Como você vê a dificuldade que jovens recém-formados têm enfrentado para ingressar no mercado de trabalho?

NICHOLAS KIRK: Tenho visto essa experiência de perto, tenho um filho de 21 anos que está procurando seu primeiro emprego no Reino Unido. Eu mesmo quando saí da faculdade, em 1995, era no meio de uma recessão. E eu disse ao meu filho: me candidatei a 100 vagas antes de conseguir minha primeira entrevista. A dificuldade não é novidade. Mas acho que sua pergunta é relevante, porque há uma mudança estrutural, não é uma mudança cíclica.

E devo dizer que isso me preocupa um pouco. Se você não recrutar recém-formados, de onde virão seus líderes? Mas é importante entender o que é parte cíclica da mudança e o que é estrutural. As manchetes estão misturadas e precisamos ter cuidado para não misturar as coisas e atribuir tudo à IA. 

Você acredita que investimentos em desenvolvimento pessoal, por parte das empresas, vão competir com investimentos em IA?

NK: Quando você não olha só para as Mag 7 [o grupo de gigantes de tecnologia de Wall Street] e começa a olhar para outras organizações, até as grandes e bem conhecidas, não percebo elas gastando bilhões em IA no momento. Ao menos é o que percebo quando converso com elas. Vejo as empresas investindo com cautela nessa tecnologia, aos poucos. Na verdade acredito que as companhias que estão gastando tanto dinheiro com IA têm um desafio, porque estamos vendo a pressão dos acionistas, questionando se algum dia vão recuperar o valor investido. 

Acha que há uma bolha?

NK: Alguns acham que sim, outros acham que não. Mas, novamente, precisamos ter em mente que esse nível elevado de investimento está concentrado em um número pequeno de empresas. 

Quão difícil é encontrar um líder empresarial nos dias de hoje?

NK: É sempre difícil, porque encontrar um líder empresarial nunca é o desafio em si. Quando os clientes nos procuram para fazer qualquer tipo de recrutamento, não é porque eles não conseguem encontrar pessoas. Eles não conseguem encontrar a pessoa certa. Uma que seja boa o suficiente para o cargo que eles têm. Os candidatos têm sido consistentes em termos de habilidades. Mas o diferencial é estar aberto à curiosidade, ser flexível, disposto a mudar, fazendo perguntas, querer aprender mais sobre algo, porque há muita mudança e incerteza. 

Qual é a relevância de ter conhecimento e preparo hoje em uma era de automação? 

NK: Para mim, isso gira em torno do pensamento crítico. É a sua capacidade de pegar essa informação que está sendo apresentada a você e tirar conclusões e ações a partir dela, porque a corrida pelo conhecimento foi nivelada. Todo mundo pode obter o conhecimento. É então uma questão de: ‘Ok, eu tenho o conhecimento, mas o que vou fazer? Que ações vou tomar?

Existe um perfil de líder mais adequado ao momento que vivemos hoje?

NK: É estar aberto para se colocar à frente de um grupo, de seus funcionários e compartilhar o fato de que você tem fraquezas e que não sabe tudo. […] Eles querem ouvir que você tem preocupações, que você luta para equilibrar sua vida profissional e sua vida doméstica. Eles querem esse senso de autenticidade na liderança para que possam se identificar com ela. Caso contrário, se eles te virem como algum tipo de super-humano, você não será de forma alguma aspiracional para eles


Fonte: Mitchel Diniz e Ana Luiza Serrão/ Exame, com adaptações da MundoCoop

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