FGCoop reforça atuação preventiva no sistema cooperativo e aprova contas na AGO 2026

Fundo encerrou o ano com patrimônio de R$ 7,26 bilhões e superávit de R$ 1,8 bilhão, em meio ao avanço de modelos de monitoramento de risco

A Assembleia Geral Ordinária do FGCoop, realizada nesta terça-feira (15), aprovou as contas do exercício de 2025 e deliberou sobre a recondução de membros da diretoria e do conselho de administração, além da eleição do novo conselho fiscal e da fixação da remuneração da diretoria executiva.

Durante a apresentação dos resultados, o fundo informou que encerrou o ano com patrimônio de R$ 7,26 bilhões e superávit de R$ 1,8 bilhão, impulsionado, principalmente, pela revisão da política de investimentos e pelo aumento das receitas financeiras.

Os dados foram apresentados em um contexto de expansão do cooperativismo de crédito e evidenciaram o movimento de fortalecimento do FGCoop, que, ao longo dos últimos anos, passou a ampliar sua atuação para além da garantia de depósitos, incorporando práticas voltadas à prevenção de riscos e ao monitoramento contínuo das cooperativas filiadas.

Ao tratar desse movimento, João Tavares, Presidente do Conselho de Administração do FGCoop, destacou que o fundo integra uma estrutura mais ampla de proteção dentro do sistema e tem atuado para fortalecer sua resiliência ao longo do tempo. “A gente sabe que o FGCoop é uma parte de um grande sistema de segurança do cooperativismo que começa lá no comprometimento do associado com a sua cooperativa, depois com a diretoria, com o conselho, com as auditorias, até chegar no FGCoop. É uma longa cadeia de proteção e que nós fazemos parte, buscando melhorar cada vez mais a resiliência do sistema”, afirmou.

Avanço do sistema

O desempenho apresentado na assembleia refletiu um movimento mais amplo de fortalecimento do cooperativismo financeiro no país, com impacto direto sobre a atuação do fundo.

Ao comentar esse cenário, João Tavares destacou que o FGCoop integra uma estrutura mais ampla de proteção dentro do sistema. Para ele, o funcionamento do modelo cooperativo depende de uma cadeia articulada de responsabilidades, que vai desde o cooperado até as instâncias de supervisão. “É uma longa cadeia de proteção e nós fazemos parte dela, buscando fortalecer a resiliência do sistema”, afirmou.

Ainda segundo Tavares, o desempenho recente do cooperativismo reforçou a capacidade de adaptação do setor diante de um ambiente desafiador. O executivo aforma que o modelo tem conseguido manter crescimento e sustentabilidade mesmo em um contexto de maior pressão no mercado financeiro.

Expansão do cooperativismo e novos desafios

Os números apresentados durante a assembleia indicaram que o avanço do FGCoop ocorreu em paralelo à expansão do cooperativismo de crédito, movimento que ampliou tanto o alcance quanto a complexidade do sistema. Em 2025, o segmento alcançou 10.397 pontos de atendimento, consolidando uma das maiores redes do sistema financeiro nacional, mesmo diante da redução no número total de cooperativas.

Além disso, o número de municípios atendidos exclusivamente por cooperativas chegou a 742, o que evidencia o papel do modelo na manutenção do acesso a serviços financeiros em regiões menos atendidas por instituições tradicionais.

O crescimento também foi acompanhado por uma mudança no perfil dos depósitos, com aumento da participação de valores mais elevados, o que sinalizou maior confiança dos cooperados e maior maturidade do sistema.

Atuação preventiva

Um dos principais pontos destacados ao longo da assembleia foi o reposicionamento do FGCoop em relação à sua atuação no sistema. A respeito desse tema, a diretoria do fundo destacou que a atuação da instituição passou a priorizar a prevenção de riscos sistêmicos.

Para a direção do sistema, a estratégia busca reduzir a probabilidade de eventos que possam comprometer a confiança no sistema e gerar efeitos mais amplos sobre o cooperativismo de crédito.

Para sustentar essa abordagem, o fundo informou que vem aprimorando seus modelos de análise, com a classificação mensal das cooperativas e o compartilhamento de informações técnicas com centrais e confederações.

Na avaliação da instituição, esse processo permitiu identificar antecipadamente situações de maior risco e contribuir para ajustes dentro do próprio sistema, consolidando uma atuação mais próxima e estratégica junto às cooperativas filiadas.

Planejamento para 2026

Os desafios projetados para os próximos anos também foram apresentados durante a assembleia, com foco na evolução dos modelos de gestão de risco.  Entre as iniciativas previstas estão o desenvolvimento de um novo modelo de classificação das cooperativas, alinhado às exigências regulatórias, a incorporação de variáveis macroeconômicas nas análises e o fortalecimento da segurança da informação e da governança de dados.

A respeito do planejamento estratégico, Erika Kimura, diretora de risco do FGCoop, destacou que a prioridade para 2026 será a consolidação de uma abordagem mais preditiva, baseada em monitoramento contínuo e simulações de cenários.

Erika destaca que o avanço dos modelos permitirá ampliar a capacidade de antecipação de riscos e fortalecer o acompanhamento das cooperativas.

A estratégia também incluiu a ampliação do relacionamento institucional e a consolidação de programas voltados à cultura organizacional, com foco na formação de uma base técnica capaz de sustentar o crescimento do fundo nos próximos anos.

Continuidade da gestão

A assembleia aprovou as demonstrações financeiras de 2025, acompanhadas do parecer favorável da auditoria independente e do conselho fiscal e também foram deliberadas a reeleição de Adriano Richter para a diretoria executiva e a recondução de João Tavares à presidência do conselho de administração, além da eleição dos novos membros do conselho fiscal e da fixação do limite global de remuneração da diretoria.


Por João Victor, Redação MundoCoop

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