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MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Cooperativismo financeiro cresce na Amazônia e transforma realidades locais

Modelo do Sicredi ganha força no Norte e alia crédito, educação e impacto social nas comunidades ribeirinhas

MundoCoop POR MundoCoop
18 de outubro de 2025
ECONOMIA & FINANÇAS
Cooperativismo financeiro cresce na Amazônia e transforma realidades locais

Cooperativismo financeiro cresce na Amazônia e transforma realidades locais

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No Norte do Brasil, o conceito de “cooperar” nunca foi estranho. Nas comunidades ribeirinhas, nas feiras de produtores e nas redes de vizinhança, a prática da ajuda mútua é antiga, mesmo que sem o nome técnico de cooperativismo.

Mas transformar esse espírito solidário em um modelo econômico sustentável, capaz de gerar renda, crédito e autonomia, é um desafio que vem sendo construído a muitas mãos.

Nos últimos anos, o cooperativismo de crédito, liderado por instituições como o Sicredi, tem sido um dos vetores mais visíveis dessa transformação. O que antes era um movimento concentrado nas regiões Sul e Centro-Sul, hoje se expande pela Amazônia com a mesma serenidade de um rio que, embora demore, chega longe.

Quando o Sicredi iniciou suas operações em Manaus, há pouco mais de cinco anos, a cena era curiosa. “Era comum ver as pessoas indo abrir conta acompanhadas de alguém”, lembra César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, em encontro com jornalistas e formadores de opinião, promovido pelo Sicredi, no Rio Grande do Sul. “Depois de observar, descobrimos que esse ‘acompanhante’ cobrava uma comissão sobre o crédito tomado. Isso mostra o quanto ainda falta educação financeira e compreensão do que é o cooperativismo.”

Para quem vive em regiões onde a cultura financeira é consolidada, a situação parece inusitada. Mas, como explica Bochi, o Brasil é um país de muitas realidades. “Mais de 80% dos municípios brasileiros têm menos de 30 mil habitantes. É um país urbano e rural, moderno e tradicional ao mesmo tempo. E o cooperativismo precisa se adaptar a cada uma dessas realidades.”

No Norte, o modelo encontra desafios particulares: longas distâncias, infraestrutura precária, baixa conectividade e falta de cultura cooperativista. Ainda assim, cresce.

E cresce porque fala a língua das comunidades: a da confiança. “O crédito é o principal instrumento para crescer o bolo econômico da região. Ele fomenta as cadeias produtivas locais — o açaí, a castanha, o artesanato —, gera emprego, renda e faz a comunidade se tornar autossustentável”, resume Bochi. “Não é uma relação de extrativismo, é uma parceria de longo prazo.”

O avanço, explica ele, não se dá pela criação de novas cooperativas do zero, mas pela ampliação de áreas de atuação e pela consolidação de laços com lideranças locais. Cada agência aberta é resultado de diálogo, articulação e interesse genuíno da comunidade.

Capacitar para transformar

Mas a expansão do cooperativismo no Norte vai além da abertura de agências. É também um movimento de educação e formação de lideranças.

“Nosso papel é dar ferramentas para que esses dirigentes entendam o cooperativismo não só como um ideal, mas como um modelo de gestão e negócio sustentável”, explica Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

O Sistema OCB é a principal entidade de representação do cooperativismo no país, e seu braço educacional, o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), atua diretamente com capacitação, planejamento e governança.

No Amazonas, o trabalho é ainda mais delicado: formar cooperativas que muitas vezes nascem em regiões isoladas, com pouca estrutura e grande diversidade cultural.

“Temos um programa de negócios com metodologia desenhada especialmente para a realidade amazônica”, conta Clara. “São 16 horas de planejamento participativo com os associados. Eles identificam suas próprias dores — se é na contabilidade, na comercialização, na embalagem — e constroem soluções juntos. É um processo de aprendizado e autonomia.

 O objetivo é transformar grupos informais, que já vivem de forma colaborativa, em empreendimentos cooperativos organizados.

“Há muitas comunidades que já praticam o cooperativismo sem saber. Ribeirinhos que dividem ferramentas, produtores que escoam juntos sua produção. O nosso papel é transformar isso em estrutura e consciência econômica”, explica.

Potencial amazônico

Para Thiago Schimidt, presidente da Sicredi Pioneira, localizada em Nova Petrópolis (RS), o cooperativismo tem um potencial transformador no Norte justamente por encontrar, na cultura amazônica, um terreno fértil.

“O povo do Amazonas é hospitaleiro, carinhoso, solidário. Isso é herança dos povos indígenas, o senso de tribo, de cuidar do outro”, diz. “Quando você junta esse comportamento com os princípios do cooperativismo, o potencial de transformação é gigantesco.”

Schimidt reconhece, porém, que o caminho precisa ser trilhado com paciência. “Não é um movimento que acontece da noite para o dia. Nós levamos 123 anos para consolidar o cooperativismo no Sul. No Norte, o tempo será outro, mas a base é a mesma.”

Números e o impacto social

Com mais de 120 anos de atuação, o Sicredi consolidou-se como a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, um modelo que alia solidez, resultados e impacto social. Atuando em todos os estados e no Distrito Federal, a instituição alcança mais de 2,1 mil municípios, com presença física em mais de 200 deles como a única instituição financeira disponível.

Os números refletem a força do cooperativismo no país: R$ 435 bilhões em ativos totais, R$ 299 bilhões em depósitos, R$ 274 bilhões em carteira de crédito, R$ 46,7 bilhões em patrimônio líquido e R$ 138 bilhões administrados pela Asset.

Mais de 9,5 milhões de associados já fazem parte dessa rede, que reúne mais de 100 cooperativas com autonomia regional e presença nacional. São mais de 3 mil agências e pontos de atendimento, ofertando mais de 300 produtos e serviços financeiros, como conta corrente, cartões, investimentos, seguros e consórcios.

Mas o cooperativismo não é apenas um modelo financeiro, é um ecossistema. E, como todo ecossistema, depende do equilíbrio entre seus elementos, conforme reforça Thiago Schimidt:

“Não adianta só a iniciativa privada ou só o poder público. É preciso a união das três hélices: governo, iniciativa privada e instituições de ensino, além da sociedade civil organizada. Cada um tem um papel a cumprir”, explica.

Essa visão tem guiado a atuação do Sicredi em programas de impacto social, como o ‘União Faz a Vida’, que há 25 anos integra escolas, prefeituras e comunidades na construção de valores cooperativos.

“Passam governos, mudam partidos, e o programa continua. Porque o poder público entende que é importante. O cooperativismo, quando é verdadeiro, não tem cor nem lado político, ele tem propósito”, resume Schimidt.

A Fundação Sicredi atua também como catalisadora de novas formas de participação social. Por meio da plataforma ‘Sicredi na Comunidade’, qualquer pessoa pode contribuir com os programas educacionais e acompanhar o impacto dos projetos nas regiões em que vive.

Além disso, a Fundação apoia organizações da sociedade civil com capacitação, metodologias e recursos para o desenvolvimento de iniciativas locais. É um trabalho que vai além do investimento financeiro: busca fortalecer lideranças comunitárias e incentivar a autonomia das pessoas e instituições envolvidas.


Fonte: A Crítica

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