Todo ano, no Dia C (Dia de Cooperar), o cooperativismo brasileiro reserva um momento para reforçar algo que já faz parte da sua prática: a ideia de que o resultado de uma cooperativa não se mede apenas em números, mas no impacto real que ela gera para as pessoas e para a comunidade.
Em 2025, o Sistema Unicred coloca esse compromisso em evidência ao apresentar o balanço consolidado com o Índice de Benefício Econômico e Social (BES), calculado a partir de metodologia definida pelo Banco Central do Brasil. O resultado mensura os benefícios econômicos gerados pelas cooperativas de crédito aos seus associados e o indicador é divulgado após a consolidação dos dados oficiais do setor cooperativo financeiro.
Os números mostram como o modelo cooperativista gera valor aos associados e às regiões de atuação e, de forma prática, destacam a rentabilidade obtida ao participar da instituição. Assim, a Unicred ocupa a liderança entre os principais sistemas cooperativos financeiros do país, com o valor médio de R$ 12,5 mil em benefício gerado por cooperado, totalizando R$ 3,1 bilhões em benefício gerado pelo sistema.
O cálculo considera fatores como distribuição de sobras, melhores taxas e preços praticados pelas cooperativas em relação aos bancos e impacto econômico local. Em comparativo, os dados publicados por outras instituições revelam que o benefício médio por cooperado da Unicred ficou à frente de Sicoob (R$ 7,3 mil), Sicredi (R$ 3,1 mil), Cresol (R$ 2,6 mil) e Ailos (R$ 2,2 mil).
Este cenário demonstra o tipo de crescimento que a instituição busca, ao manter o cooperado no centro das decisões, como explica o presidente da Unicred, Dr. Remaclo Fischer Júnior: “O cooperado não é apenas cliente, mas parte de uma estrutura criada para promover prosperidade compartilhada. Esse resultado comprova que é possível crescer de forma sustentável e devolver valor às pessoas e às comunidades.”
Para o CEO da Unicred do Brasil, Daniel Ely, o indicador ajuda a demonstrar em números algo que muitas vezes fica só no campo conceitual do cooperativismo. “No fim do dia, o cooperado quer entender se aquela relação financeira faz diferença concreta na vida dele. O BES ajuda justamente a tangibilizar isso. Não estamos falando apenas de resultado institucional, mas de recursos que retornam, condições mais equilibradas e impacto econômico distribuído de outra forma”, afirma.
Segundo Ely, o perfil dos cooperados da Unicred, grande parte profissionais da saúde, também influencia a cultura da instituição ao consolidar a eficiência no seu modelo de gestão: “O profissional da saúde costuma ter uma relação muito objetiva com gestão financeira. Existe uma preocupação grande com estabilidade, previsibilidade, proximidade e confiança. A Unicred cresceu convivendo com esse público e consolidou uma forma de atuação muito alinhada a essas características”.
O executivo também avalia que o indicador amplia a forma como o mercado enxerga as cooperativas financeiras. “Durante muito tempo o mercado olhou para o cooperativismo apenas pelo tamanho da operação ou pela expansão das carteiras. O BES traz outra perspectiva porque mostra quanto desse resultado efetivamente retorna para as pessoas e para os territórios onde as cooperativas estão inseridas. Hoje existe um interesse maior em entender para onde vai o resultado da instituição financeira e qual o impacto disso na vida do cooperado. Ganhamos espaço por oferecer uma percepção mais clara de participação e retorno ao longo do tempo”, completa.
É sob essa lógica que a Unicred opera,diferente do modelo bancário tradicional, os associados participam dos resultados e das decisões. Parte dos recursos gerados pelas operações permanece no próprio sistema, por meio da distribuição de sobras e de condições mais equilibradas no acesso às soluções financeiras.
Essa proposta se materializa em uma atuação especializada para o ecossistema da saúde, que combina atendimento qualificado e personalizado a um portfólio completo de soluções financeiras, incluindo conta corrente, investimentos, linhas de crédito e financiamentos, cartões, seguros, consórcio e previdência.Essa abrangência se traduz pela presença em todo o território brasileiro, que reúne uma Central Nacional, 24 cooperativas, 371 pontos de atendimento, mais de 400 mil cooperados, consolidando R$ 38,9 bilhões em ativos.













