Nos últimos anos, o conceito de conforto ambiental se consolidou como um dos pilares da modernização de ambientes corporativos, especialmente em instituições financeiras e cooperativas. O tema, antes visto como um diferencial, hoje representa uma exigência estratégica, capaz de influenciar diretamente o comportamento das pessoas, a produtividade das equipes e a experiência oferecida ao cooperado.
A Cirino Sabadin, escritório especializado em arquitetura e engenharia, acompanha essa evolução de perto e observa mudanças claras na forma como os espaços são projetados. Segundo a diretora Roberta Cirino, compreender a relação entre ambiente e desempenho tornou-se indispensável. “Hoje entendemos que conforto é produtividade, segurança emocional e qualidade de atendimento. A acústica passou a ser essencial para garantir privacidade e uma experiência mais humana dentro das agências.”
Entre os elementos que mais ganharam relevância nesse processo, a acústica se destaca. Ambientes equilibrados sonoramente ajudam a reduzir a fadiga mental, melhoram a clareza das conversas e tornam o atendimento mais eficiente e acolhedor. Essa necessidade se intensifica em agências de cooperativas, onde privacidade, confiança e segurança da informação são pilares essenciais.
Alexandre Sabadin, diretor da Cirino Sabadin, destaca que essa transformação já está visível em projetos recentes, como no Centro Administrativo da Cresol União dos Vales, em Ivaiporã (PR), onde a aplicação de materiais adequados reduziu significativamente a reverberação no pavimento superior e trouxe maior foco às equipes. O objetivo, afirma ele, é alcançar esse nível de qualidade mantendo a leveza e transparência tão presentes nos modelos arquitetônicos atuais. “O desafio é criar espaços abertos sem perder privacidade acústica. Para isso, usamos uma composição entre layout inteligente, vidros adequados e materiais que absorvem ou direcionam o som.”
Essa complexidade se intensifica pela própria dinâmica das agências cooperativistas, que precisam receber, orientar e proteger informações sensíveis ao mesmo tempo em que mantêm ambientes convidativos e funcionais. A presença de fluxos simultâneos, ruídos constantes e múltiplos pontos de interação exige soluções que combinem engenharia e design de forma estratégica.
Para Maikieli Bussolaro, arquiteta da Cirino Sabadin, a chave está na integração de diferentes disciplinas desde a concepção do projeto, o que permite reorganizar fluxos, escolher materiais adequados, planejar a iluminação e dimensionar a climatização pensando no comportamento real das pessoas. Essa abordagem tem impactos diretos na experiência do usuário. “Quando o ambiente está acusticamente equilibrado, a conversa flui, o cooperado se sente respeitado e a equipe passa a operar com mais naturalidade e foco.”
Da necessidade à solução: conforto como estratégia
Mais do que adequar o espaço fisicamente, o conforto ambiental exige uma abordagem multidisciplinar. Para Roberta Cirino, essa soma é que garante não apenas eficiência operacional, mas um ambiente mais humano, fluido e funcional. “Um espaço confortável é sempre fruto de um projeto integrado. Quando todas as disciplinas conversam, o ambiente ganha eficiência e humanização.”
Essa abordagem se torna ainda mais relevante diante da modernização acelerada das cooperativas. Para dar conta dessas novas demandas, a implementação de soluções como painéis acústicos, mobiliários flexíveis, ambientes adaptáveis e setorização inteligente da climatização ganham destaque. A incorporação de tecnologia reforça ainda mais a eficiência, permitindo que o ambiente responda às necessidades de uso de forma inteligente.
Quando os ambientes são planejados, os resultados aparecem rapidamente. Cooperados sentem mais privacidade e acolhimento, equipes trabalham com mais foco e menos estresse, e o atendimento se torna mais claro e eficiente.
Além disso, o espaço comunica modernidade e cuidado, qualidades profundamente associadas à confiança, elemento central do sistema cooperativista. O investimento, portanto, transcende a estética e agrega valor operacional, fortalece o relacionamento e aprimora a imagem institucional. “Quando o cooperado percebe que o espaço foi pensado para ele, a marca ganha força. Conforto ambiental é investimento em relacionamento”, reforça Alexandre.
Conteúdo exclusivo publicado na edição 127 da Revista MundoCoop












