• POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
MundoCoop - Informação e Cooperativismo
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
Sem resultado
Ver todos os resultados
MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Reforma Tributária e as Cooperativas: o Jogo Ainda Não Acabou – Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados

MundoCoop POR MundoCoop
10 de outubro de 2024
ARTIGO, LEGISLAÇÃO
Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados

Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados

CompartilheCompartilheCompartilheCompartilhe

Reforma Tributária sobre consumo e a criação do IBS e CBS seguiu mais um passo. A regulamentação editada pelo Governo Federal sofreu diversas alterações na Câmara dos Deputados e foi aprovada em julho deste ano. Agora o Projeto de Lei Complementar n.º 68/2024 segue para avaliação pelo Senado Federal. Lá poderá ser alterado e, neste caso, voltará para Câmara dos Deputados para nova discussão e aprovação de sua versão final.  Alterações legislativas dessa envergadura nunca são fáceis. Não seria diferente para o caso de uma Reforma Tributária que mexe no caixa dos entes tributantes e no bolso de todos os cidadãos e empresas brasileiros. 

Apesar disso, necessário considerar que a regulamentação da Reforma Tributária deve respeitar o que já está previsto na Constituição. Nossa lei maior é clara em relação às cooperativas, prevendo que cabe à lei complementar: dispor sobre o regime especial de cooperativas garantindo a competitividade dessas sociedades; garantir o aproveitamento de crédito das etapas anteriores e tratar do adequado tratamento tributário e as hipóteses que IBS e CBS não incidirão sobre o ato cooperativo. Além disso, a Constituição também prevê que a lei apoiará e estimulará o cooperativismo. Ou seja, ciente da capacidade de transformação social e econômica que o cooperativismo pode promover na sociedade, a Constituição visou proteger esse tipo de entidade societária no nosso país. 

A luta agora, portanto, é para garantir direitos que estão previstos na Constituição. Para isso, necessário acompanhar de perto os próximos passos.

Sobre o Projeto, em relação às cooperativas, o primeiro ponto positivo é que foi previsto expressamente que o produto ou serviço entregue pelo cooperado à cooperativa terá alíquota zero. Tecnicamente não se trataria de alíquota zero, mas de típica não incidência sobre o ato cooperativo, conforme prevê a Constituição, mas a alíquota zero garante a retirada da tributação. Por outro lado, o Projeto apresentado pelo Executivo tinha diversas restrições de direitos para as cooperativas, mas após muito trabalho das entidades representativas do cooperativismo e de profissionais técnicos qualificados, muitas vitórias foram alcançadas, sendo retiradas algumas vedações que estavam previstas, entre elas: retirada dos artigos que impediam a conciliação pelas cooperativas dos regimes especiais do modelo societário e econômico que possuem e retirada da previsão de cálculo do IBS e CBS pelas cooperativas através do “fator de integração”.

Em relação às cooperativas do ramo saúde, foi esclarecido no Projeto que as contratações de planos de saúde por empresas aos seus empregados não serão consideradas bens de uso e consumo e, assim, não serão novamente tributadas e gerarão direito a crédito para o adquirente, desde que os planos sejam destinados a empregados e vinculados à convenção coletiva de trabalho.

Para esse ramo específico ainda resta um desafio em relação à restrição do § 3º do artigo 229 do PLP que cria obstáculos para que uma operadora de planos cooperativa também se submeta ao regime próprio do cooperativismo, permitindo que esta deduza apenas 50% dos repasses de honorários aos médicos cooperados, ao passo que as demais operadoras comerciais podem deduzir 100%. Apesar de o percentual de impedimento ter sido minimizado, pois o texto original previa a vedação de 100%, o tema ainda exige atenção. 

Em resumo: muitas vitórias foram conquistadas, muitos direitos do cooperativismo foram garantidos, mas atenção Cooperativas: o jogo só acaba quando termina. Por isso, a vigilância do sistema cooperativista deve continuar atenta e forte para que outras vitórias e direitos sejam garantidos.


*Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados

yfpn5k2dmma 768x1024 1

Coluna exclusiva publicada na edição 119 da Revista MundoCoop

LEIA NA ÍNTEGRA A NOVA EDIÇÃO

ACESSE AGORA

ANTERIOR

Sistema cooperativo une empresas e cria healthtech para impulsionar setor

PRÓXIMA

Agências físicas evoluem e fortalecem conexão entre cooperativas e associados

MundoCoop

MundoCoop

Informação e inspiração para o cooperativismo.

Relacionado Posts

Maysse Paes Honorato é Head de comunicação da Unicred União
ARTIGO

Cooperativa não vive de discurso. Vive de coerência – Maysse Paes Honorato é Head de comunicação da Unicred União

13 de março de 2026
Carmo Spies é Presidente da Sicredi Planalto Central
ARTIGO

O valor de decidir juntos: a força do associado no período assemblear – Carmo Spies é Presidente da Sicredi Planalto Central

11 de março de 2026
Eduardo Trevisan é diretor de ESG e Certificações do Imaflora
ARTIGO

Sustentabilidade é passaporte para o agro brasileiro nos mercados da UE – Eduardo Trevisan é diretor de ESG e Certificações do Imaflora

10 de março de 2026
enio site
ARTIGO

Do enredo cinematográfico para a realidade: como o cooperativismo impulsiona a felicidade – Ênio Meinen é Diretor de coordenação sistêmica, sustentabilidade e relações institucionais do Sicoob

9 de março de 2026
Carmem Lilian é advogada do escritório Bosquê & Grieco
ARTIGO

Mulheres ainda enfrentam desigualdade estrutural no mercado de trabalho – Carmem Lilian é advogada do escritório Bosquê & Grieco

9 de março de 2026
Nathalia Haubert é coordenadora de marketing da Gendo e Luana Rodrigues é referência em Melasma Integrativo
ARTIGO

Empreendedorismo feminino impulsiona transformação econômica no Brasil – Nathalia Haubert é coordenadora de marketing da Gendo e Luana Rodrigues é referência em Melasma Integrativo

7 de março de 2026

NEWSLETTER MUNDOCOOP

* Preenchimento obrigatório

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

AGO 2026 Integrada Cooperativa agroindustrial
GESTÃO & NEGÓCIOS

Assembleia Geral Ordinária 2026 elege nova diretoria da Cooperativa Integrada

13 de março de 2026
site 1 1
CONTEÚDO DE MARCA

Imposto de Renda abre janela estratégica para cooperativas fortalecerem relacionamento com cooperados

13 de março de 2026
Cooperativas lideram em número de agências em três estados
DESTAQUES

Cooperativas lideram em número de agências em três estados

13 de março de 2026
LinkedIn Instagram Facebook Youtube

FALE COM A MUNDOCOOP

MundoCoop - Informação e Cooperativismo

ANUNCIE: [email protected]
TEL: (11) 99187-7208
•
ENVIE SUA PAUTA:
[email protected]

EDIÇÃO DIGITAL

CLIQUE E ACESSE A EDIÇÃO 128

BAIXE NOSSO APP

NAVEGUE

  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • REVISTA MUNDOCOOP
  • UNIVERSOCOOP
  • EVENTOS
  • NEWSLETTER
  • MÍDIA KIT

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • REVISTA MUNDOCOOP
  • UNIVERSO COOP
  • NEWSLETTER
  • QUEM SOMOS
  • EVENTOS
  • MÍDIA KIT

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite o nosso Política de Privacidade e Cookies.