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MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Safra recorde de café em 2026 reforça importância do manejo eficiente de plantas daninhas nas lavouras

Mundo Coop POR Mundo Coop
1 de abril de 2026
AGRONEGÓCIO
Safra recorde de café em 2026 reforça importância do manejo eficiente de plantas daninhas nas lavouras

Safra recorde de café em 2026 reforça importância do manejo eficiente de plantas daninhas nas lavouras

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O Brasil caminha para uma safra recorde de café em 2026, com estimativas que variam entre 66,2 milhões a 75,3 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho é impulsionado por condições climáticas favoráveis e pela bienalidade positiva do café arábica. O cenário, que também inclui expectativa de estabilidade nos preços ao longo do segundo semestre, reforça a necessidade de um manejo agronômico ainda mais eficiente para garantir o pleno aproveitamento do potencial produtivo das lavouras. 

Entre os principais desafios enfrentados pelo produtor está o controle de plantas daninhas, que competem diretamente com o cafeeiro por água, luz e nutrientes. Em áreas com alta infestação, essa competição pode comprometer o desenvolvimento inicial da cultura e impactar diretamente o potencial produtivo da lavoura, especialmente na ausência de manejo adequado.  

Segundo a engenheira agrônoma Bárbara Marcasso Copetti, da Ourofino Agrociência, o momento exige uma abordagem mais estratégica dentro da lavoura. 

“Em um cenário de safra cheia, cada detalhe do manejo faz diferença no resultado. As plantas daninhas impactam diretamente o potencial produtivo do cafeeiro, principalmente em fases críticas de desenvolvimento. Por isso, o controle precisa ser planejado, monitorado e integrado a diferentes práticas”, explica. 

Manejo integrado ganha protagonismo no campo 

A especialista destaca que o controle eficiente das plantas daninhas vai além de uma única prática. O manejo integrado combina diferentes métodos — culturais, mecânicos e químicos — para aumentar a eficiência e reduzir riscos à lavoura. 

O uso de cobertura vegetal, como braquiária e leguminosas, tem se consolidado como uma alternativa importante, ajudando a proteger o solo e dificultar o estabelecimento de plantas invasoras. Já o controle mecânico, com roçadeiras e capinas direcionadas, segue sendo essencial, especialmente em áreas mais sensíveis próximas às plantas. 

Em áreas maiores e com maior nível de infestação, o controle químico permanece como uma ferramenta relevante, desde que aplicado com critério técnico. 

“Não se trata apenas de aplicar um herbicida, mas de escolher a solução adequada, no momento certo e com tecnologia de aplicação eficiente. O uso de bicos antideriva, regulagem correta dos equipamentos e aplicação dirigida são fundamentais para evitar perdas e garantir segurança à cultura”, reforça Copetti. 

Uso racional de herbicidas contribui para produtividade e sustentabilidade 

O uso de herbicidas na cultura do café deve seguir o princípio do manejo racional, considerando fatores como tipo de infestação, estágio da cultura e condições climáticas. Essa abordagem contribui não apenas para a eficiência do controle, mas também para a sustentabilidade da produção. 

Neste contexto, tecnologias como o herbicida ConfianteBR, desenvolvido para o manejo de plantas daninhas resistentes, reúnem características como rápida absorção, excelente velocidade de controle e versatilidade em diferentes estádios das invasoras. Sua compatibilidade com moléculas amplamente utilizadas — como glifosato, glufosinato, graminicidas e herbicidas hormonais — amplia as possibilidades dentro de programas de manejo integrado. 

Esse tipo de tecnologia tem se mostrado especialmente relevante no controle de espécies resistentes e de difícil manejo, como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e buva, em operações de pré-plantio e aplicações dirigidas em culturas como café e citros. 

“Hoje, o produtor precisa de ferramentas que tragam eficiência sem renunciar à segurança da lavoura. Tecnologias com rápida absorção, tolerância às chuvas após a aplicação e boa compatibilidade com outros herbicidas permitem um manejo mais estratégico, principalmente em áreas com histórico de resistência”, destaca Copetti. 

Momento exige atenção redobrada no campo 

Com a expectativa de aumento da produção e maior volume destinado à exportação e recomposição de estoques, o manejo eficiente das lavouras se torna ainda mais estratégico para o produtor brasileiro. 

Diante desse cenário, o manejo deixa de ser apenas uma prática operacional e passa a ser um fator decisivo para o desempenho da lavoura. Em um ciclo de maior oferta, a adoção de boas práticas agrícolas, aliada ao uso responsável de tecnologias, tende a ser decisiva para garantir produtividade, qualidade dos grãos e sustentabilidade da cafeicultura nos principais estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e região Sul. 


Fonte: Ourofino Agrociência

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