Como o trabalho no Ministério do Desenvolvimento Agrário tem prazo definido até o fim do ano, a ministra Fernanda Machiaveli apontou um senso de urgência para acelerar as entregas. O foco inicial é avançar com ações de reforma agrária no “abril vermelho”, mês de luta dos movimentos sociais do campo. Estão previstos anúncios de leilões para compra de áreas que serão destinadas a assentamentos em Parauapebas (PA).
A agenda inclui também a concessão de títulos de regularização fundiária a assentados e pequenos produtores, que atuam como posseiros em imóveis privados, mas não têm a documentação da terra.
Outra ação prevista para o fim de abril é o lançamento do Programa Nacional de Transferência de Embriões, para a melhoria da genética para a produção leiteira. A data de anúncio ainda depende da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Primeira mulher a comandar o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Machiaveli também quer impulsionar políticas voltadas às agricultoras familiares e aumentar a visibilidade e o protagonismo do público feminino no campo em 2026, eleito Ano Internacional da Mulher Agricultura pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“Estamos avançando na questão de conseguir dar mais visibilidade para o papel que as mulheres rurais desempenham na produção dos alimentos, não só como base do sistema produtivo, mas especificamente conseguir fazer ações que as coloque dentro dos processos de tomada de decisão, das cooperativas, das associações, dos sindicatos, das propriedades. Que elas ganhem mais autonomia econômica e ao mesmo tempo que a gente fortaleça essas lideranças”, afirmou.
Entre as ações, está o lançamento das “lavanderias coletivas” em assentamentos da reforma agrária no Rio Grande do Norte e outra etapa do programa de organização produtiva e econômica das mulheres rurais para povos e comunidades tradicionais.
Uma das missões é levar mais qualidade de vida à população do campo, com prestação de serviços e cidadania que incluem até casamentos comunitários realizados em mutirões em comunidades rurais. Nessa frente, está ainda a aposta no aumento da mecanização e tecnificação da atividade nas pequenas propriedades.
“O acesso aos maquinários, aos equipamentos, à tecnificação e à irrigação é uma outra chave do bem-viver, que é melhorar a qualidade de vida das famílias, aumentar a produtividade e aumentar a renda. Diminui a penosidade do trabalho e ajuda a manter as pessoas no campo”, disse Machiaveli.
Fonte: Globo Rural com adaptações da MundoCoop












