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Inadimplência no crédito rural chega a 7,3% em janeiro e bate novo recorde

Em dezembro, o índice estava em 6,5% e um ano atrás, em 2,7%, segundo o Banco Central

Mundo Coop POR Mundo Coop
27 de fevereiro de 2026
AGRONEGÓCIO
Inadimplência no crédito rural chega a 7,3% em janeiro e bate novo recorde

Inadimplência no crédito rural chega a 7,3% em janeiro e bate novo recorde

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A inadimplência no crédito rural ainda não deu sinais de trégua neste início de ano após bater recorde em 2025. Em janeiro de 2026, o percentual de operações de produtores rurais pessoas físicas com atrasos superiores a 90 dias no sistema financeiro brasileiro chegou a 7,3%. Em dezembro, o índice estava em 6,5% e um ano atrás, em 2,7%, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta semana pelo Banco Central.

Para analistas ouvidos pela reportagem, ainda não há clareza de quando esse cenário começará a ser revertido, o que dependerá de uma queda acentuada dos juros e da melhora dos preços das commodities agrícolas. Eles avaliam que o ambiente exige gestão financeira e busca por proteção na comercialização da produção para evitar baques ainda maiores.

O índice de inadimplência de janeiro de 2026 renovou a máxima da série histórica das estatísticas do Banco Central, iniciada em 2011. Antes, o pico havia sido registrado em novembro de 2025, com 6,6%. A média da inadimplência da carteira de crédito rural no sistema financeiro nos 13 anos anteriores à safra 2024/25 era de 1,8%. De julho de 2024 até agora, essa média subiu para 3,8%.

Os dados consideram as operações com recursos direcionados a partir dos depósitos à vista e da poupança rural das instituições financeiras, de acordo com as regras do Manual do Crédito Rural (MCR). O saldo de crédito rural para pessoas físicas no sistema financeiro em janeiro de 2026 estava em R$ 567 bilhões. Com isso, são mais de R$ 41,3 bilhões inadimplentes.

O cenário é mais crítico nas operações com juros de mercado para pessoas físicas. Nessa modalidade, a inadimplência saltou para 13,5% no primeiro mês de 2026, 1,5 ponto percentual acima do índice registrado no fim do ano passado. Um ano antes, em janeiro de 2025, eram 4,3% do saldo em atraso.

Já nas operações com taxas controladas do Plano Safra para pessoas físicas a inadimplência chegou a 2,9% em janeiro de 2026. Um ano antes o índice era de 1,3%.

No caso das pessoas jurídicas, a inadimplência ficou estável, em 0,6% em janeiro de 2026, mesmo nível de dezembro de 2025. O saldo das operações de crédito para esse público nas instituições financeiras somava R$ 112,1 bilhões em janeiro. A inadimplência alcança cerca de R$ 673 mil em financiamentos. Nas operações com taxas livres, o índice foi de 0,7% e de 0,5% nas com juros controlados.

Estrago acumulativo

Para Rogério Boueri, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Fazenda e consultor da Sapeba Agroambiental, os juros altos na economia causam um movimento de “estrago acumulativo” e de retroalimentação ao aumentar a inadimplência no campo, a taxa de risco dos bancos e o spread bancário. Com isso, apesar da estabilidade recente da Selic em um patamar elevado de 15%, as taxas finais aos produtores ainda crescem.

“O ambiente só deve melhorar depois que a Selic cair, e ainda vai haver danos durante o processo de reversão. O que pode ajudar são as margens, se melhorarem, mas isso está fora do controle de qualquer um”, afirma.

David Télio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, avalia que o cenário é “progressivamente mais desafiador” no agronegócio desde 2023, devido à combinação de queda nos preços das commodities agrícolas, perdas de produtividade em algumas regiões e os juros elevados do crédito rural, o que pressiona a renda do produtor. Soma-se a isso a expansão da produção e do endividamento no campo impulsionada pelo otimismo com as cotações recorde dos grãos na pandemia.

A alavancagem pesou no fluxo de caixa do produtor e refletiu na inadimplência, diz. Com 38 anos de experiência no setor, Télio aponta que o tempo médio para a reorganização do equilíbrio financeiro no campo em crises anteriores era de três safras. Agora, porém, a recuperação está mais lenta.

“Ainda não tivemos um ano que combinasse safra cheia com preços favoráveis. Para 2026, a expectativa é de boa produtividade, mas com preços pressionados, em parte devido à valorização do real frente ao dólar, que reduz a receita em moeda local”, afirma.

Pespectiva de melhora

Com mais de R$ 35,5 bilhões em dívidas rurais renegociadas entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, o Banco do Brasil, principal financiador do setor, espera melhora nos índices de inadimplência no segundo semestre. No fim de 2025, o percentual de operações com atrasos superiores a 90 dias foi recorde de novo, em 6,09%.

O maior rigor na concessão de crédito desta safra 2025/26 e o reforço das garantias exigidas dos produtores devem ajudar a reduzir o nível de contratos inadimplentes, disseram executivos do banco em apresentação dos resultados há duas semanas. A expectativa é que a carteira prorrogada, de mais de R$ 64,4 bilhões, se estabilize ou caia ao longo do ano.

Com a manutenção do ambiente de margens mais apertadas, o fôlego financeiro do produtor rural diminui a cada safra, o que gera riscos de menor investimento na compra de insumos, tecnologia e manejo, com reflexos na capacidade produtiva, avalia Télio.

Sem operações de proteção de preços (hedge), a exposição dos produtores a novas perdas fica ainda maior. Segundo ele, “o setor enfrenta um ciclo de compressão de margens e maior seletividade de crédito, exigindo gestão financeira mais rigorosa, planejamento estratégico e disciplina na comercialização da produção”.

Boueri destaca que os bancos passaram a raciocinar mais os financiamentos, a incrementar as exigências creditícias e a aumentar a “régua de análise” das operações, o que tem impacto principalmente em novos investimentos, com prazos de pagamento mais longos e, consequentemente, riscos mais elevados.


Fonte: Globo Rural

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