A atuação de cooperativas na agricultura familiar, na reciclagem e no acesso a serviços financeiros tem ampliado oportunidades de renda e estimulado práticas sustentáveis em diferentes regiões do Pará. As iniciativas incluem o reaproveitamento de resíduos da produção de açaí, a inclusão produtiva de catadores e o fortalecimento de empreendimentos ligados à bioeconomia amazônica.
Em Santa Bárbara do Pará, a Cooperativa de Produtores Rurais de Santa Bárbara, a CooperBárbara, reúne dezenas de agricultores familiares e atua na organização da produção e no compartilhamento de soluções para os desafios enfrentados no campo. Entre os cooperados está Marcos Paulo, agricultor e vendedor de açaí que passou a transformar os resíduos gerados pela atividade em composto orgânico.
O material, que anteriormente era descartado, passou a ser utilizado na agricultura. A iniciativa reduziu custos de produção, criou uma alternativa de renda e permitiu que outros agricultores da cooperativa tivessem acesso a opções mais sustentáveis em relação aos fertilizantes químicos. Com apoio financeiro, Marcos também investiu na ampliação da produção de açaí e no negócio mantido pela família.
Além dos resultados individuais, a CooperBárbara funciona como uma rede de apoio entre as famílias agricultoras. A organização favorece a troca de conhecimentos, amplia o acesso a oportunidades e fortalece a capacidade dos produtores de buscar soluções conjuntas para questões relacionadas à produção e à comercialização dos alimentos.


A organização coletiva também está presente no trabalho da Concaves, cooperativa que atua na coleta seletiva, na reciclagem e na gestão de resíduos. A atividade desenvolvida pelos cooperados contribui para a destinação adequada dos materiais recicláveis, gera renda para dezenas de famílias e amplia as ações de educação ambiental.
A cooperativa consolidou sua atuação no campo da inclusão produtiva e da economia circular na Amazônia. Ao reunir trabalhadores que atuam diretamente na cadeia da reciclagem, a Concaves melhora as condições de trabalho dos cooperados e amplia o alcance de uma atividade essencial para a gestão dos resíduos nas cidades.
Na Ilha do Combu, a mestra artesã Silvia Rodrigues utiliza sementes, fibras e outros elementos da floresta na produção de peças artesanais. Fundadora da Biojoias do Combu, ela atua há mais de 17 anos na valorização da biodiversidade amazônica e no desenvolvimento de atividades que envolvem mulheres ribeirinhas.
O empreendimento promove oficinas de biojoias, sabonetes artesanais e outros produtos sustentáveis. Também oferece trilhas, vivências relacionadas à produção do açaí, banhos de cheiro e atividades de criação de abelhas sem ferrão, aproximando os visitantes dos costumes e dos conhecimentos mantidos pela comunidade.
Fonte: TV Liberal com adaptações da MundoCoop












