Em uma das aplicações registradas com o uso de inteligência artificial na gestão de cooperativas, o sistema ST7 COOP analisou os dados de uma cooperativa com faturamento de R$ 5 bilhões e, ao simular a trajetória para que esta cooperativa chegasse a R$ 15 bilhõesem três anos, indicou a construção de uma indústria de etanol como rota. O gestor obteve a resposta por comando de voz. Esse nível de automação, até pouco tempo restrito a grandes corporações, começa a chegar ao cooperativismo agropecuário brasileiro, setorque, segundo o Sistema OCB/InovaCoop, vive em 2026 um momento de transição digital sem precedentes, com sete movimentos tecnológicos identificados como determinantes para a competitividade do segmento. A rastreabilidade lidera o processo, pressionada por consumidoresque exigem transparência desde o plantio até o ponto de venda.
A automação de compras é um dos pontos de maior impacto direto na operação. Sistemas integrados cruzam histórico de consumo, estoque disponível e cotações de mercado para gerar ordens de compra de forma autônoma, reduzindo o tempo entre a identificação da necessidadee a negociação com o fornecedor. O controle de estoque opera em tempo real, com alertas de ruptura e excesso, e conecta o armazém à logística e à comercialização, rastreando cada lote desde a entrada do produtor associado até a saída da cooperativa. “A cooperativapode pedir ao sistema qualquer informação e ele responde. É uma inteligência que aprende com o negócio”, diz Luis Carlos Crema, CEO da SOLTERRA SOLUÇÕES INTELIGENTES, empresa que desenvolveu o ST7 COOP, primeiro ERP do mundo construído para cooperativas doagronegócio.
Digitalização esbarra em resistência e infraestrutura
Embora 98% das propriedades rurais já tenham acesso à internet, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA, Hábitos do Produtor Rural, transformar dados em decisões rápidas e integradas ainda é um desafio no campo. Pesquisa da Fundação Dom Cabral identifica resistência dosprodutores, falta de conectividade e baixa capacitação digital na base cooperativista como os principais obstáculos à transformação do setor, e aponta a adoção de modelos modulares, educação digital e parcerias com startups como caminhos para avançar sem paralisaras operações em curso. “O produtor não quer saber como o sistema funciona por dentro. Ele quer encontrar o café dele, saber quanto vai produzir, quanto vai gastar”, finaliza o CEO do ST7 COOP.
Fonte: ST7 COOP












