A Organização das Cooperativas do Estado de S. Paulo, com seu presidente Edivaldo Del Grande, no último 13/7 realizou a celebração internacional do cooperativismo na sua sede na cidade de São Paulo.
E a visão do Sistema Ocesp explícita assim está escrita: “o cooperativismo será reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de promover a felicidade dos cooperados”.
Fui convidado para uma palestra de encerramento, onde foi possível tratar da importância única e extraordinária do cooperativismo no mundo, no Brasil e em São Paulo. Mas algo muito significativo chamou nossa atenção, para o fato de que a cidade brasileira com o maior número de cooperativas ser exatamente a cidade de São Paulo. São mais de 800 cooperativas. Significa ser a maior cidade do país um centro cooperativista excepcional.
Mas pouco falamos disso, quase ignoramos este aspecto interessante e único. E quando tratamos do complexo agroindustrial financeiro, empresarial, comercial, agropecuário e de serviços, registramos ser a cidade de São Paulo também a capital do capital do agronegócio nacional. Aqui estão as agroindústrias, o varejo, o Ceagesp, um dos maiores centros de alimentos do mundo, a logística, e o sistema financeiro, e na agropecuária também uma forte diversidade em cada microrregião do estado.
Desta forma, o Sistema Ocesp, celebrando o cooperativismo, reuniu as lideranças, funcionários, cooperados, significando hoje mais de 1.030 cooperativas ativas e mais de 5 milhões de coops. E da mesma forma que belo trabalho na educação temos com o Sescoop.
Sem dúvida, pela imensa dimensão econômica e financeira da cidade, crescemos muito em cooperativas de crédito, todas elas com agências extremamente atrativas e também numa capilaridade extraordinária pelo interior. Os dados Ocesp revelam no estado: saúde mais de 120, trabalho e produção de bens e serviços, mais de 200 coops. Agropecuária no estado mais de 160. Transporte são mais de 150, e infraestrutura mais de 160 cooperativas.
No Brasil os números são espetaculares, deveremos chegar a 30 milhões de cooperados nos próximos três anos. Iremos superar o movimento econômico de R$ 1 trilhão também nestes muito próximos anos, e cresce substancialmente a intercooperação, que significa a legítima ação de reunião de seres humanos para a prosperidade com a felicidade. A OCB, com sua presidente Tânia Zanella, e com Márcio Lopes, presidente do conselho, dignificam e em nome deles parabenizo todos os presidentes, membros do conselho, funcionários, cooperados e suas famílias e todos os agentes econômicos envolvidos em torno do cooperativismo. E mando aqui uma abraço especial ao “meu presidente”, Jaime Basso, lá de Palotina (PR).
Deveremos caminhar proximamente para a intercooperação global, planetária. O mundo está muito dividido e polarizado com uns colocando uns contra os outros e vice-versa. Esta fórmula atrasa o mundo, e na sua grandiosidade hoje chegando nos 9 bilhões de pessoas na terra, não teremos condições de viver sem a cooperação.
Portanto, na Semana Internacional do Cooperativismo que este movimento de grandes almas humanas, que lutam para mudar o mundo para melhor, juntos e reunidos, que este valor inigualável da orquestração, da ordem com progresso, porém com a harmonia de tocarmos juntos a mesma partitura, isto nos permite criar a legítima sinfonia da vida, pois sem a cooperação com a liderança e harmonia da maestria só gritamos, berramos, nos machucamos e criamos a ininteligível “cacofonia”.
Viva a Semana Internacional do Cooperativismo! Que cada dia seja cada vez mais um dia da verdadeira filosofia cooperativista. Que a prosperidade com a felicidade inunde e domine nossa vida neste planetinha chamado terra.
José Luiz Tejon é Especialista em Agronegócio e Membro Editorial da Revista MundoCoop

Coluna exclusiva publicada na edição 133 da Revista MundoCoop








