• POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
MundoCoop - Informação e Cooperativismo
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
Sem resultado
Ver todos os resultados
MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Cooperativismo: uma solução também para o sistema prisional – Marcelo Vieira Martins é CEO da Unicred União

MundoCoop POR MundoCoop
6 de novembro de 2023
ARTIGO
Marcelo Vieira Martins é autor e CEO da Unicred União

Marcelo Vieira Martins é autor e CEO da Unicred União

CompartilheCompartilheCompartilheCompartilhe

Há quase dois séculos, em 1844, cooperativismo foi a resposta encontrada para dar mais poder de compra a operários da Inglaterra industrial. Assim foi criada a primeira cooperativa moderna. E como as boas ideias são eternas, o movimento segue trazendo frescor para questões econômicas e sociais do presente.

Na cidade de Ananindeua, no Pará, cooperativismo foi a resposta para uma questão delicada: como criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional para detentas do sistema carcerário?
O mesmo movimento que gira a economia e gera oportunidades em instituições financeiras, no agronegócio ou no atendimento médico instalou seus valores dentro de uma penitenciária.

Essa é umas das histórias que trago no meu novo livro, o Coopbook Soluções. Ele segue a proposta das outras duas publicações anteriores, de apresentar o cooperativismo de A a Z. Para cada letra, um caso em que uma solução foi criada pelas cooperativas.

A Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) nasceu em 2014 e foi a primeira cooperativa dentro de um centro de detenção brasileiro. Hoje é modelo para outros presídios que desejam aplicar uma forma não assistencialista para que pessoas privadas de liberdade possam ter acesso ao mundo do trabalho.

A cooperativa funciona no mesmo prédio da casa de detenção, em horário comercial. Costuma ter em média 20 detentas trabalhando, que se dividem entre funções de produção manual dos produtos artesanais, administrativas e de contabilidade.

Como as cooperadas estão sob custódia, a cooperativa tem um tutor, representante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Pará. Mas os processos de gestão são responsabilidade das próprias cooperadas, assim como a administração financeira. Quando precisam divulgar o trabalho em feiras, quem representa a cooperativa são detentas do regime semiaberto.

Para a maioria das mulheres, a Coostafe é o primeiro ambiente de trabalho com o qual travaram contato na vida. Quase 300 detentas já tiveram a oportunidade de estar ali ao longo dos anos. Apesar de não haver dados oficiais, a Seap garante que quem passa pela Coostafe não retorna ao crime.

Como é uma cooperativa social, a prioridade não é necessariamente o lucro financeiro. A finalidade principal é a integração e a inserção de pessoas em desvantagem social no mercado econômico. Por isso, para ser cooperada o mais importante é desejar ser parte. As mais experientes tratam de ajustar as habilidades das novatas para a adaptação ao mercado.

A iniciativa é acolhida por profissionais e projetos da região, que compartilham conhecimento e abrem oportunidades à Coostafe. Uma das parcerias mais marcantes foi com a Secretaria de Estado da Cultura, que encomendou com a cooperativa a produção de um figurino para um festival de ópera. O trabalho rendeu às custodiadas a oportunidade de assistir à estreia do espetáculo em um dos teatros mais antigos do país, o Theatro da Paz, em Belém.

O cooperativismo apresenta a essas mulheres ferramentas que têm imenso valor – tanto em ambientes de detenção quanto de liberdade. A oportunidade de acordar e dedicar seus dias ao trabalho e à construção de um propósito.


*Marcelo Vieira Martins é CEO da Unicred União

Tags: cooperativismopara
ANTERIOR

Em dois anos, sistema financeiro do Brasil estará pronto para a IA, afirma Campos Neto

PRÓXIMA

Cooperativa terá novo modelo de gestão para ampliar competitividade

MundoCoop

MundoCoop

Informação e inspiração para o cooperativismo.

Relacionado Posts

João Clark é Superintendente Executivo de Marketing do Sicredi
ARTIGO

Marcas relevantes não falam sozinhas: elas dialogam com a sociedade – João Clark é Superintendente Executivo de Marketing do Sicredi

4 de fevereiro de 2026
Robson Leite é  Fundador da UPINSIDE 
ARTIGO

Tendências e inovações que podem redefinir o marketing digital e a gestão de agências em 2026 – Robson Leite é  Fundador da UPINSIDE 

2 de fevereiro de 2026
André Nunes é Economista-Chefe do Sicredi
ARTIGO

Copom mantém a Selic em 15%, mas é explícito quanto ao início do ciclo de cortes. A discussão passa a ser o ritmo. – André Nunes é Economista-Chefe do Sicredi

30 de janeiro de 2026
João Spenthof é Presidente da Central Sicredi Centro Norte
ARTIGO

Qual o maior impacto positivo que uma Cooperativa de Crédito pode gerar? – João Spenthof é Presidente da Central Sicredi Centro Norte 

29 de janeiro de 2026
Carlos Feist
ARTIGO

Omnichannel em 2026: como atrair e fidelizar o consumidor? – Carlos Feist é Diretor de Inovação da Pontaltech

26 de janeiro de 2026
Luís Cláudio Silva é Diretor da MundoCoop
ARTIGO

Quando a cooperativa vira a “segunda conta”, ela começa a perder o futuro – Luís Cláudio Silva é Sócio-Fundador da MundoCoop

23 de janeiro de 2026

Discussão sobre post

NEWSLETTER MUNDOCOOP

* Preenchimento obrigatório

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

João Clark é Superintendente Executivo de Marketing do Sicredi
ARTIGO

Marcas relevantes não falam sozinhas: elas dialogam com a sociedade – João Clark é Superintendente Executivo de Marketing do Sicredi

4 de fevereiro de 2026
O cooperativismo precisa sair da bolha Cooperativista - Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados
DESTAQUES DA REVISTA

O cooperativismo precisa sair da bolha Cooperativista – Marina Lopes é Sócia do escritório BMAS advogados

4 de fevereiro de 2026
Comunidades nos EUA usam posse coletiva da terra para frear especulação e gentrificação
INTERNACIONAL

Comunidades nos EUA usam posse coletiva da terra para frear especulação e gentrificação

4 de fevereiro de 2026
LinkedIn Instagram Facebook Youtube

FALE COM A MUNDOCOOP

MundoCoop - Informação e Cooperativismo

ANUNCIE: [email protected]
TEL: (11) 99187-7208
•
ENVIE SUA PAUTA:
[email protected]
•
ENVIE SEU CURRÍCULO:
[email protected]
•

EDIÇÃO DIGITAL

CLIQUE E ACESSE A EDIÇÃO 127

BAIXE NOSSO APP

NAVEGUE

  • Home
  • Quem Somos
  • Revistas
  • universocoop
  • EVENTOS
  • newsletter
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Revista MundoCoop
  • Biblioteca
  • Newsletter
  • Quem Somos
  • Eventos
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite o nosso Política de Privacidade e Cookies.