Uma iniciativa pedagógica desenvolvida em uma escola municipal de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, transformou um livro escrito para o Programa Agrinho em referência para a Cooperativa Integrada, aproximando alunos do universo do campo por meio da leitura, da escrita e da produção artística. O projeto envolveu atividades de reescrita, ilustrações e reflexões sobre o cuidado e a valorização do solo, reforçando a conexão entre educação, sustentabilidade e cooperativismo.
A experiência foi marcada por um dia especial na cooperativa, onde os estudantes participaram de um café da manhã, sessão de contação de histórias e um passeio guiado pela estrutura da Integrada. Além disso, receberam kits educativos e tiveram seus trabalhos valorizados: três desenhos foram selecionados, com destaque para o primeiro colocado, que recebeu uma bicicleta como prêmio.
Para a professora Andréia Godoy, responsável pela turma, o reconhecimento vai muito além da premiação. “Isso mostra que, quando há envolvimento e dedicação, a educação pode levar a patamares inimagináveis. Para esses alunos, foi algo muito além do que poderiam sonhar”, afirma.
O vínculo entre a Escola Ângelo Mazzarotto e a cooperativa começou no ano passado, quando os alunos visitaram a estrutura agroindustrial da Integrada e conheceram de perto etapas como desembarque, pesagem e distribuição de grãos. A iniciativa surgiu a partir do tema do Agrinho, “Festejando a conexão campo e cidade”.
“Mesmo vivendo em uma região agrícola, muitos alunos nunca tiveram esse tipo de vivência, assim como eu mesma nunca havia visitado a Integrada. É uma oportunidade de aprendizado real, que marca e transforma”, destaca Andréia.
Na ocasião, os estudantes também produziram o livro “A festa da amizade entre o Campo e a Cidade”, escrito com a orientação da professora e ilustrado coletivamente. A obra integrou o projeto inscrito por Andréia na categoria Experiência Pedagógica do Concurso Agrinho 2025, com foco na interdependência entre o meio urbano e o rural.
“Foi gratificante ver o quanto aprenderam em poucos meses, especialmente sobre leitura, escrita e, principalmente, sobre a origem dos alimentos e das matérias-primas. Quando a aprendizagem tem contexto, ela realmente transforma”, reforça a docente.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o projeto exemplifica o impacto do programa. “O Agrinho mostra, na prática, como a educação pode aproximar campo e cidade desde a infância, formando cidadãos conscientes e comprometidos com a sustentabilidade e o cooperativismo”, afirma.
A experiência de Cornélio Procópio reforça o papel do Programa Agrinho, que desde 1995 atua nos 399 municípios paranaenses como agente de educação, cidadania e responsabilidade social, promovendo uma relação complementar entre campo e cidade.
Fonte: Folha Extra com adaptações da MundoCoop












