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MundoCoop - Informação e Cooperativismo

“Uma cooperativa nunca pode esquecer de que o cooperado deve sempre estar no centro da estratégia” – Carlos Augusto Rodrigues de Melo é Presidente da Cooxupé

MundoCoop POR MundoCoop
31 de janeiro de 2024
ENTREVISTA
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Carlos Augusto Rodrigues de Melo é Presidente da Cooxupé

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Hoje são 4.880 cooperativas distribuídas pelo país e atuantes nos mais diversos ramos. Até 2027 teremos mais de 30 milhões de cooperados no país. Várias cooperativas descobriram o segredo do sucesso, tanto que algumas cooperativas chegaram aos 100 anos, e outras estão quase alcançando a marca das centenárias, como é o caso da Cooperativa Cooxupé com 91 anos.

A Cooxupé foi fundada em 1932, quando 24 produtores rurais de Guaxupé/MG se uniram para formar uma cooperativa de crédito. O presidente, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, que está há 45 anos na Cooxupé, relata que o seu objetivo é fazer um trabalho em equipe para enfrentar os momentos difíceis enfrentados pela cafeicultura. Ele lembra que uma cooperativa nunca deve se esquecer de que o cooperado é o seu dono e o centro das suas atenções. 

Em uma conversa exclusiva com a MundoCoop, Carlos lembra a sua trajetória no cooperativismo, os desafios enfrentados pela Cooxupé e qual o segredo da cooperativa para alcançar 91 anos de atividade.

Qual é o segredo do sucesso de se manter em atividade por tanto tempo uma cooperativa? 

O segredo é o pertencimento. Uma cooperativa nunca deve se esquecer de que o seu cooperado é o dono dela e, portanto, o centro das atenções. Assim como, também, o cooperado precisa ter essa consciência de que ele é o dono da cooperativa a qual pertence. Se o cooperado não é atendido em suas necessidades, a cooperativa fracassou, mesmo que tenha alcançado bons resultados financeiros. 

Durante esta jornada cooperativista, muitos foram os obstáculos. O café sempre enfrentou grandes desafios e continuará enfrentando. Mas, nunca desanimamos. Sempre vencemos os desafios com responsabilidade e com o olhar voltado para o futuro, sem nos esquecermos das nossas raízes e conscientes da força do cooperativismo.

Na sua opinião o que é determinante para o sucesso de uma cooperativa? Por que muitas cooperativas não prosperam?

Como diz nosso Conselheiro de Administração, Carlos Paulino da Costa, com quem tive a felicidade de dividir anos à frente da diretoria executiva da Cooxupé, a cooperativa deve encontrar um balanço: se fizer tudo o que o cooperado deseja, não prospera, mas se não fizer o que o cooperado deseja, também não vai em frente. Então, o segredo é estar sempre atento às dores e necessidades do negócio para buscarmos juntos os meios mais adequados para superarmos as dificuldades.

As cooperativas fracassam quando deixam de ouvir o cooperado e, especialmente, quando começam a fazer especulação no mercado. A responsabilidade de todos dentro de uma cooperativa deve ser compartilhada, assim como os bons resultados. Ter este cuidado com o negócio, sempre conscientes de que estamos trabalhando para o coletivo e sabendo que temos um compromisso, também, com as futuras gerações. Tudo isto é um caminho para a sustentabilidade.

Quais são as maiores dificuldades para a longevidade de uma cooperativa? O que foi determinante para que a Cooxupé ultrapassasse nove décadas de atuação?

Certamente lidar com incertezas. No caso da cafeicultura, dependemos muito da natureza, por isso trabalhamos empenhados para garantir que o que nos cabe fazer seja bem-feito. Por outro lado, temos grandes concentrações no mercado, o que nos leva a juntar nossos esforços. Sabemos que o mercado é soberano e muitas vezes não atende nossas expectativas, mas se tivermos um bom planejamento, responsabilidade e trabalho sério, conseguimos bons resultados.

Na Cooxupé os cooperados são representados por dois conselhos, eleitos em Assembleia, formados por cooperados. São 9 membros no Conselho de Administração, de onde são escolhidos o presidente e o vice-presidente da cooperativa, e 6 membros no Conselho Fiscal. Então, temos uma governança formada por cooperados e uma área profissional dividida em superintendências que cuidam do bom funcionamento de cada setor. Eu diria que em todos estes anos foi fundamental valorizar nossas raízes, sem jamais tirar os olhos do futuro. 

Em termos de inovações, qual o diferencial da cooperativa? Quais foram os maiores desafios nesse sentido?

A Cooxupé sempre se destacou pela inovação. Seja pela padronização de qualidade do café, seja pelos processos desenvolvidos. Um grande marco em nossa trajetória, que resume bem o nosso pioneirismo, é o Complexo Industrial Japy. A granelização dos processos de recebimento e armazenamento do café de nossos cooperados foi um passo fundamental para o atendimento às demandas de um mercado cada vez mais exigente. Aqui destaco que a cafeicultura brasileira é referência mundial, pois quando começamos a voltar nossos processos para a granelização não tínhamos grandes referenciais no mundo, não havia um modelo a ser seguido. Assim, empregamos as melhores tecnologias disponíveis e a nossa experiência no café para desenvolvermos nossos processos.

Neste sentido, os grandes desafios estão no desenvolvimento contínuo. Nossos processos são aprimorados continuamente e temos investimento constantemente na formação de nossos cooperados e colaboradores e no desenvolvimento de tecnologia, seja no campo ou na indústria. 

Por que o negócio cooperativista prospera?

A prosperidade do nosso negócio vai além dos resultados financeiros ou dos números. O nosso negócio é bem-sucedido quando conseguimos melhorar e promover o desenvolvimento da vida de nossas famílias e, também, quando conseguimos sentir segurança no presente e olharmos para o futuro com esperança. Ao compreendermos isso, os resultados vêm como consequência da nossa dedicação.

Todos sabemos que grandes desafios fazem parte do nosso negócio. Mas, temos confiança e esperança de que estamos nos fortalecendo e aprendendo a cada dia para estarmos prontos e vencermos as dificuldades que estão à nossa frente. Neste cenário, o cooperativismo terá sempre um lugar de destaque, pois é um modelo de negócio que une pessoas e propósitos e gera resiliência.  

Por que o mercado precisa abrir os olhos – e espaço – para esse modelo? De que maneira isso deve ser feito?

Atualmente muito se fala em ESG, que engloba a responsabilidade com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro dos empreendimentos. O cooperativismo é um modelo sustentável por excelência. Olhando para a crescente demanda do mercado por sustentabilidade e rastreabilidade, vemos que a intensificação do relacionamento dos consumidores com as cooperativas trará grandes benefícios para o mercado. 


Por Priscila de Paula – Redação MundoCoop

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