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MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Fortalecimento da economia circular no Brasil passa pela organização das cooperativas

Mundo Coop POR Mundo Coop
19 de fevereiro de 2026
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Fortalecimento da economia circular no Brasil passa pela organização das cooperativas

Fortalecimento da economia circular no Brasil passa pela organização das cooperativas

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O Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024, o equivalente a 384 quilos por habitante ao ano ou 1,241 kg por dia. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente, do total coletado, 76,4 milhões de toneladas tiveram destinação adequada em aterros sanitários, enquanto 40,3% dos resíduos seguiram para lixões ou locais inadequados.

Quando o recorte é a reciclagem, os indicadores reforçam o tamanho do desafio. Apenas 8,7% dos resíduos secos foram encaminhados à reciclagem no último ano e, no total de resíduos gerados, a taxa efetiva de reaproveitamento gira em torno de 4,5%. A coleta seletiva está presente em cerca de 38% dos municípios brasileiros, com diferenças relevantes de infraestrutura e eficiência entre as regiões.

Os dados mostram avanços na destinação adequada, mas também evidenciam que a economia circular ainda não se sustenta em escala nacional. A transição exige coordenação entre setores, previsibilidade e instrumentos que deem continuidade aos resultados. Sem isso, a circularidade tende a permanecer limitada a experiências pontuais e desiguais no território.

Corresponsabilidade na prática

A economia circular depende de um fluxo contínuo entre produção, consumo e reinserção de materiais na cadeia produtiva. Esse desenho exige que as decisões do consumidor tenham efeito real no sistema, do descarte correto até a viabilização de cadeias de reciclagem e logística reversa. Na avaliação de Thais Fagury, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), o avanço do modelo passa por uma mudança de mentalidade coletiva, capaz de alinhar comportamento e infraestrutura. “Não basta que a indústria invista em tecnologias e soluções de reaproveitamento. É preciso que o consumidor compreenda seu papel nesse ciclo, adotando práticas de consumo consciente e destinando corretamente os resíduos”, defende.

Thais Fagury presidente da Associacao Brasileira de Embalagem de Aco copiar
Thais Fagury, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço)

Na prática, a executiva defende que a circularidade melhora quando os elos se conectam, e não quando funcionam isoladamente. O desempenho de cadeias com alta capacidade de reaproveitamento tende a aparecer justamente onde há articulação entre indústria, poder público e organizações responsáveis pela triagem e retorno dos materiais ao mercado. “Quando há engajamento e integração entre indústria, cooperativas, poder público e cidadãos, o processo circular funciona com mais rapidez e transparência”, destaca.

Mesmo com materiais de alto potencial de circularidade, a eficiência depende de condições mínimas de operação, como coleta estruturada e destinação correta. Para Thais, esse movimento começa no cotidiano, mas precisa encontrar um sistema que absorva e transforme esse comportamento em resultado mensurável. “Avançar nessa agenda é responsabilidade de todos nós. A soma de pequenas atitudes no dia a dia é capaz de gerar grandes transformações”, completa.

O limite das ações isoladas

Nos últimos anos, a reciclagem ganhou visibilidade, metas ESG se disseminaram e projetos de engajamento se multiplicaram. Ainda assim, a economia circular segue com dificuldade para ganhar escala no Brasil, em parte porque muitas iniciativas aparecem como ações desconectadas, com pouco padrão de mensuração e baixa capacidade de replicação. A ausência de dados consolidados e rastreabilidade também eleva o grau de incerteza para empresas e prefeituras que precisam comprovar impacto e responder a exigências de compliance ambiental.

Esse diagnóstico é defendido pela SO+MA, que reposicionou sua atuação como plataforma de tecnologia e metodologia voltada à gestão estruturada de dados e rastreabilidade. Claudia Pires, CEO da empresa, avalia que o engajamento precisa ser tratado como ponto de partida, e não como linha de chegada. “Engajar é o começo. Escalar impacto exige método, dados e tecnologia. A demanda hoje, tanto de empresas quanto de órgãos públicos, é por transparência e visibilidade do que está acontecendo na prática”, afirma.

Foto 1 Claudia Pires Opcao 1 copiar
Claudia Pires, CEO da SO+MA

A executiva ainda argumenta que o problema se manifesta em escalas diferentes, do bairro à indústria, e por isso exige um sistema capaz de conectar os elos e adaptar-se a contextos distintos. Sem governança, indicadores e comprovação de fluxo, projetos tendem a perder consistência ao longo do tempo e se restringem ao efeito local. “A circularidade precisa funcionar do consumidor final até cooperativas, poder público e iniciativa privada. Se você não conecta esses elos e mede o que acontece, tende a ser algo pontual”, explica.

Cooperativas na base da cadeia e apoio do BNDES

Na ponta do sistema, as cooperativas de catadores sustentam parte significativa da recuperação de materiais no país. Além de dar destino econômico aos recicláveis, elas estruturam etapas críticas, como triagem, classificação e comercialização, que permitem o retorno ao ciclo produtivo. Em um setor marcado por informalidade e volatilidade de preços, a organização coletiva funciona como instrumento de estabilidade e ampliação de capacidade operacional.

Em 2024, 4,6 milhões de toneladas de resíduos secos foram coletadas de maneira informal e encaminhadas diretamente à reciclagem, o que evidencia o peso da base da cadeia no abastecimento do setor. No mesmo período, o número de catadores formalmente organizados em cooperativas cresceu 15%, ampliando a estrutura disponível para coleta seletiva e triagem.

Para fortalecer essa etapa estratégica, o BNDES tem executado o programa Tudo na Circularidade, que destina ao menos R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para redes de cooperativas, cooperativas singulares e associações de catadores. O foco é aumentar a capacidade produtiva e de comercialização, melhorar estrutura técnica e de gestão e ampliar o acesso ao mercado de créditos de logística reversa. Esses créditos funcionam como mecanismo de remuneração pela restituição de materiais ao ciclo produtivo e podem financiar parte da operação das organizações.

Além disso, a iniciativa busca também reduzir gargalos de estrutura e ampliar a recuperação de materiais. O desenho do programa também reforça a lógica de participação coletiva ao criar mecanismos para remunerar a cadeia reversa e consolidar a reciclagem como atividade econômica com previsibilidade.

Desafio estrutural

Em 2024, o país enviou 7,1 milhões de toneladas de resíduos secos à reciclagem, mas recuperou efetivamente 52% desse volume. O restante seguiu como rejeito para disposição final, o que aponta limites operacionais, contaminação de materiais e falhas de triagem. No campo da destinação final, quase 3 mil lixões ainda permanecem ativos no território nacional, apesar da proibição legal.

Com 81,6 milhões de toneladas de resíduos geradas no último ano e taxa efetiva de reciclagem em torno de 4,5%, o Brasil segue distante da meta de 20% prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A coleta seletiva cobre cerca de 38% dos municípios, o que evidencia a disparidade de infraestrutura e a necessidade de ampliar a capacidade instalada de coleta e triagem.

Nesse cenário, o avanço da economia circular depende do fortalecimento da base produtiva da reciclagem, da expansão de instrumentos de logística reversa e da continuidade de programas que estruturam cooperativas e redes no país.


Por João Victor, Redação MundoCoop

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