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Cooperativismo cearense gera R$ 6,8 bi com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado

Mundo Coop POR Mundo Coop
28 de janeiro de 2026
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Cooperativismo cearense gera R$ 6,8 bi com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado

Cooperativismo cearense gera R$ 6,8 bi com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado

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O cooperativismo do Ceará passa por um processo de expansão econômica, territorial e social que tem fortalecido a presença das cooperativas como agentes do desenvolvimento estadual. No último ano, o setor avançou como uma estratégia de desenvolvimento baseada na permanência das iniciativas locais e no fortalecimento das comunidades como eixo produtivo e social.

Com 145.475 cooperados, 129 cooperativas e R$ 6,82 bilhões em ingressos em 2024, o estado evidencia um ecossistema com impacto mensurável no desenvolvimento socioeconômico.

Esse desempenho expressa uma capacidade de articulação que tem conectado negócios, vocações locais e redes de colaboração, todas a fim de fomentar a capacidade de resistir aos desafios econômicos do estado, especialmente em regiões cuja matriz produtiva apresenta fragilidades.

Para Nicédio Alves Nogueira, presidente do Sistema OCB/CE, o atual cenário é resultado de um longo processo de construção institucional, no qual o engajamento da comunidade e o fortalecimento das lideranças locais têm se mostrado determinantes. Ele destaca, durante entrevista exclusiva à MundoCoop, que a visibilidade atual das cooperativas é fruto do amadurecimento da gestão e da expansão das ações educativas e formativas voltadas à sociedade. “O cooperativismo no Ceará está passando por um momento de evolução muito importante. Ao mesmo tempo em que cresce econômica e socialmente, ele se torna mais conhecido da população, consolidando as bases. Isso se deve não apenas ao crescimento econômico, mas também ao amadurecimento do sistema, que vem se desenvolvendo de forma consistente”, afirma.

Base humana e capacidade de permanência

A longevidade institucional é uma das principais marcas do cooperativismo cearense. O Anuário do Cooperativismo Cearense registrou 53 cooperativas com mais de 20 anos de existência, o que evidencia o sistema como suporte de planejamento, governança e visão de futuro. Esse cenário de solidificação, em contexto nacional de forte descontinuidade empresarial, pode ser compreendido como uma vantagem competitiva e social.

Essa permanência está diretamente atrelada à capacidade de gerar resultados contínuos e manter o excedente econômico no próprio território, com reinvestimento coletivo e integração das comunidades. O aumento expressivo das sobras, que cresceram mais de 200% ao longo do último exercício, indica a eficiência operacional e retenção das oportunidades no território.

O presidente Nicédio enfatiza a dimensão social desse desempenho ao destacar a interiorização do desenvolvimento. “As cooperativas têm crescido significativamente em geração de renda e impacto social. Assim, o cooperativismo tem se tornado uma ferramenta importante para fortalecer o desenvolvimento econômico e levar oportunidades para as comunidades”, reforça.

Além disso, A governança e os processos educativos ampliam o engajamento e reduzem riscos de ruptura. Esse instrumento garante continuidade de visão e qualificação das decisões. O movimento segue com uma agenda permanente de fortalecimento institucional. “Acreditamos que é essencial fortalecer as bases, mantendo uma gestão transparente e ações alinhadas às necessidades dos cooperados. A sustentabilidade vem dessa conexão direta com as pessoas”, complementa o presidente.

Alinhamento às necessidades do território

O cooperativismo cearense se destaca também pela pluralidade de ramos. Em conjunto, esses segmentos formam um ecossistema com capacidade de resposta às demandas territoriais, ampliando a capilaridade do desenvolvimento e habilidade de adaptação a diferentes realidades regionais.

O setor da saúde cresce como resposta às lacunas de atendimento, especialmente fora dos grandes centros urbanos. As cooperativas de saúde têm exercido um papel fundamental na interiorização dos serviços. “Esse segmento vem demonstrando crescimento e importância no atendimento de saúde, especialmente por oferecer serviços qualificados em diferentes regiões do estado, onde muitas vezes a população não teria acesso com a mesma facilidade”, observa Nicédio.

No ramo de trabalho e produção de bens e serviços (TPBS), o cooperativismo aparece como alternativa funcional e contemporânea à informalidade. O segmento reúne cooperativas que apoiam autônomos, prestadores de serviços e categorias com fragilidade contratual, a fim de segurança jurídica, estabilidade e melhores condições de trabalho. “As cooperativas de trabalho e de bens e serviços têm um papel muito relevante, pois ajudam na inclusão e na organização de diversas categorias, permitindo que profissionais autônomos se fortaleçam de forma coletiva”, destaca.

Reconhecimento institucional

A representatividade institucional do cooperativismo cearense evoluiu nos últimos anos e posicionou o estado em maior destaque nos fóruns cooperativos nacionais.Nicédio ressalta que o reconhecimento resulta de iniciativas de aproximação, alinhamento de gestão, qualificação das lideranças e fortalecimento das entidades representativas. “O Ceará vem ganhando relevância nacional dentro do cooperativismo, consolidando sua participação e demonstrando resultados que são reconhecidos em diferentes espaços de diálogo”, pontua.

Esse reconhecimento também se apoia na estratégia de interiorização do atendimento institucional, prática adotada para orientação técnica e proximidade com as lideranças locais. “Temos buscado presença constante em todas as regiões do estado, fortalecendo vínculos e garantindo suporte às cooperativas desde suas bases, o que contribui para uma gestão mais assertiva e alinhada às realidades locais”, acrescenta.

Além disso, o presidente reitera que o futuro do cooperativismo cearense passa pela qualificação de lideranças, pela digitalização progressiva dos processos e por políticas de inovação alinhadas às exigências de mercado e às tendências internacionais. Ele reforça a importância da visão estratégica do setor, baseada na construção de ambientes sustentáveis e conectados a modelos globais de desenvolvimento.

Gestão estadual e tendências globais

O cooperativismo cearense avança em sintonia com agendas internacionais defendidas pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente nas dimensões de desenvolvimento humano, inclusão produtiva e fortalecimento de comunidades.

Nicédio destaca que o Ceará busca fortalecer sua representatividade e ampliar a exposição nacional como forma de elevar o nível de integração com debates e tendências do setor, além de reforçar sua credibilidade institucional. Essa postura dialoga com padrões defendidos globalmente, que apontam para modelos de governança que valorizam cultura local, responsabilidade social e processos decisórios democráticos. “O Ceará vem ganhando relevância nacional dentro do cooperativismo, consolidando sua participação e demonstrando resultados que são reconhecidos em diferentes espaços de diálogo”, pontua.

Por fim, o presidente avalia que o Ceará seguirá com o foco em crescimento sustentável, interiorização da rede de apoio e ampliação de oportunidades. Ele reforça que o segmento consolida valores e resultados simultaneamente. “A ideia é promover o crescimento coletivo, com foco no desenvolvimento das comunidades e na criação de novas oportunidades para todas as regiões do estado”, finaliza.


Por João Victor, Redação MundoCoop

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Matéria exclusiva publicada na edição 127 da Revista MundoCoop

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*Luís Artur Nogueira é economista, jornalista e palestrante. Atualmente é comentarista do programa “Faroeste à Brasileira” no Youtube da Revista Oeste e colunista da MundoCoop
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