Em meio à urgência climática, ao avanço da desigualdade e à busca por modelos econômicos mais inclusivos, o cooperativismo ganha destaque como alternativa eficiente e socialmente transformadora. Alinhado aos princípios ESG, o movimento amplia sua capacidade de gerar impacto positivo ao combinar gestão democrática, foco no desenvolvimento local e responsabilidade socioambiental.
Estudos recentes conduzidos por Renata Pradier Farias***, em sua Especialização em Cooperativismo, reforçam que a chamada “eficiência cooperativa” transcende a lógica financeira tradicional. Nas cooperativas, o capital é instrumento e os resultados mais relevantes aparecem na melhoria da qualidade de vida dos associados e no fortalecimento das comunidades. A presença dessas organizações em regiões vulneráveis se traduz em aumento do PIB local, geração de empregos e estímulo ao empreendedorismo, graças ao reinvestimento contínuo dos recursos na própria economia regional.
O avanço da agenda ESG na cadeia de fornecimento tornou-se peça-chave para ampliar essa eficiência. A adoção de critérios rigorosos de conformidade legal, responsabilidade ambiental e práticas trabalhistas justas cria redes de negócios mais éticas e resilientes. Segundo Renata, que atua diretamente com ESG em fornecedores, a integração de ferramentas como a plataforma ESGreen permite monitorar riscos, ampliar a transparência e fortalecer a governança, elevando o impacto social e ambiental das cooperativas.
Ao incorporar inteligência de dados à gestão de fornecedores, o cooperativismo reforça seu papel estratégico como agente de desenvolvimento sustentável. Dinâmicas mais responsáveis, cadeias mais seguras e práticas mais alinhadas ao ESG mostram que é possível crescer com solidez, e sem deixar ninguém para trás.
***Renata Pradier Farias é a nova colunista da ESGreen. Especialista em Cooperativismo pela UNISINOS, MBA em ESG na PUC/RS, mais de 20 anos de experiência em Compras e participou da construção do Manual de Compras Sustentáveis (CEBDS) em 2014.












