A equidade de gênero no ambiente corporativo é um objetivo que ainda demanda esforços contínuos. Embora a liderança feminina tenha conquistado gradualmente mais reconhecimento pelo seu impacto positivo, existem desafios substanciais para as mulheres ocuparem posições de destaque. A crescente participação feminina nas áreas de liderança reflete uma evolução importante, mas essa representatividade ainda está aquém do desejado.
Um estudo da Harvard Business Review em 2020, realizado por meio de uma avaliação 360º entre gestores, indicou que as mulheres estão se destacando em diversas competências essenciais de liderança, o que contribui para um ambiente corporativo mais eficiente. Apesar disso, as mulheres continuam sub-representadas, especialmente em cargos de alta liderança.
Dentre os desafios que as mulheres enfrentam no mundo corporativo, a maternidade ainda é frequentemente vista, em algumas culturas organizacionais, como um obstáculo para o avanço profissional. Entretanto, características como flexibilidade, empatia e capacidade de multitarefa, que muitas mulheres desenvolvem ao longo da experiência da maternidade, têm se mostrado valiosas para um estilo de liderança cada vez mais colaborativo e adaptável às exigências do mercado.
Todos ganham com a diversidade de perspectivas nas tomadas de decisão. A participação ativa e respeitosa de mais mulheres em posição de liderança não é apenas uma questão de diversidade e inclusão (D&I), mas uma estratégia inteligente para o desenvolvimento das empresas. Promover um ambiente que reconhece e valoriza o potencial de todos os seus colaboradores é investir no futuro de qualquer organização.
Em um estudo realizado pela McKinsey & Company, foi evidenciado que empresas com maior diversidade de gênero em suas equipes executivas têm 25% mais chances de apresentar retornos financeiros acima da média. Esses dados ressaltam que, quando mulheres ocupam posições de liderança, todos se beneficiam. A falta de representatividade feminina nos níveis mais altos não só restringe a inovação, mas também impede que as organizações aproveitem um conjunto mais amplo de habilidades e experiências, perpetuando assim desigualdades de oportunidades.
No mês de março temos a simbologia do “Dia Internacional da Mulher”, onde celebramos as conquistas das mulheres em todas as esferas da sociedade, especialmente no ambiente corporativo, onde seu impacto é cada vez mais visível e transformador. É um momento de refletir sobre os avanços feitos, mas também reconhecer o quanto ainda precisamos avançar para garantir uma verdadeira equidade de gênero no trabalho. Investir na liderança feminina não é apenas uma questão de justiça, mas uma estratégia inteligente para o futuro das empresas e da sociedade.
Mônica Vargas é superintendente Nacional de Operações e Atendimento do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE.