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Plano do governo prevê retirar do mercado agrotóxicos ‘ultraperigosos’

Ideia é substituir tais produtos por similares biológicos ou de base química que sejam menos agressivos ao ambiente e à saúde, disse o ministro Paulo Teixeira

Mundo Coop POR Mundo Coop
26 de janeiro de 2026
AGRONEGÓCIO
Plano do governo prevê retirar do mercado agrotóxicos ‘ultraperigosos’

Plano do governo prevê retirar do mercado agrotóxicos ‘ultraperigosos’

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O registro de agrotóxicos bateu novo recorde no Brasil em 2025, quando o Ministério da Agricultura autorizou a produção, comercialização e uso de 912 defensivos agrícolas químicos e biológicos. Ao mesmo tempo, o governo federal tenta dar tração às ações do Programa Nacional para Redução de Uso de Agrotóxicos (Pronara). O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que há um acordo para proibir e retirar do mercado produtos “ultraperigosos” que tenham similares biológicos ou de base química menos agressivos ao ambiente e à saúde humana.

“A base do acordo para a criação do Pronara foi a de que todo agrotóxico que tiver um biológico similar com o mesmo efeito, proíbe-se. Todo agrotóxico que tiver um defensivo químico menos nocivo, proíbe-se”, disse Teixeira ao Valor.

A indústria de defensivos é contra a ideia, diz que a proibição por similaridade não garante efetividade da medida pretendida e defende decisão técnica para o tema. O Ministério da Agricultura não comentou o acordo.

Teixeira disse que já há uma lista com defensivos que possivelmente serão descontinuados, mas não revelou a quantidade nem os nomes. Ela passará pela avaliação do comitê gestor interministerial do programa, coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, e pela validação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “com todo o contraditório para ser uma decisão com muita fundamentação”.

A Croplife Brasil, que representa a indústria de agroquímicos, disse que a medida pode desestimular a pesquisa, reduzir ferramentas de manejo e aumentar riscos de resistências de pragas e de perdas de safra. A entidade afirmou que a proibição de defensivos sem avaliação dos impactos individualmente pode gerar mais problemas

“Medidas baseadas exclusivamente em substituição ou exclusão automática sem avaliação de risco individual, conforme predispõe o Pronara, têm baixa efetividade para os objetivos que se propõe no campo. Tal medida conflitua de forma técnica e jurídica com o modelo regulatório atual, que é baseado em ciência, análise de risco e uso seguro, e não em proibições por similaridade”, afirmou em nota. “A simples existência de um produto biológico ou químico alternativo não garante a mesma eficácia agronômica, viabilidade econômica e/ou redução real de risco em sistemas tropicais de produção complexos”, completou.

Proposta

A Secretaria-Geral da Presidência da República disse que a proposta do Pronara é promover a redução do uso de agrotóxicos e a ampliação de alternativas para produção, com incentivos para adoção de agricultura de base sustentável, como agroecologia e produção orgânica. “O objetivo é ampliar a produção e oferta de alimentos saudáveis no país, a redução dos custos do Sistema Único de Saúde (SUS) e a proteção da biodiversidade”, afirmou em nota.

Cerca de 40% dos produtos registrados em 2025 são avaliados como improvável de causar dano agudo à saúde humana, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sete dos 19 produtos formulados à base de novos ingredientes ativos são classificados como “muito perigosos” para o ambiente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Biológicos

Teixeira disse que existe uma “janela de oportunidade científica” para investimentos em biológicos e que o acordo do Mercosul com a União Europeia deve acelerar a transição na agricultura nacional. Nas negociações com os países do bloco europeu sobre o acordo, a Comissão Europeia estabeleceu o princípio de que os pesticidas mais perigosos proibidos na UE por razões sanitárias ou ambientais não podem retornar a seu mercado por meio de produtos importados.

Questionado se há contradição no governo entre o discurso pela redução do uso de agrotóxicos e o recorde nos registros, Teixeira exaltou o número de autorizações de produtos biológicos — foram 162 em 2025 — e defendeu uma avaliação da toxicidade dos agrotóxicos autorizados. “Se existe uma molécula mais nova, menos agressiva, você tem que retirar aquela outra molécula mais tóxica”, disse.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, José Victor Torres, disse que a prioridade no âmbito do Pronara será implementar sistemas integrados para dar mais efetividade à concessão de registros, com enfoque na liberação de bioinsumos. A Pasta apoia incentivos fiscais para ampliar o uso dos biológicos no campo e quer orientar os engenheiros agrônomos a receitarem defensivos químicos apenas quando for necessário. A intenção é publicar o decreto que regulamenta a lei de bioinsumos (15.070/2024) até julho, disse ele.

“Quando olhamos o recorde de moléculas químicas registadas, percebemos que a força da bancada ruralista e do setor dentro do governo federal, que estimula uso dos agrotóxicos, ainda é muito grande. Esperamos caminhar em 2026 para a redução de agrotóxicos e para uma agricultura mais saudável”, afirmou Alan Tygel, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos.

Procurados, o Ministério do Meio Ambiente, a Anvisa e o Ibama não comentaram sobre o acordo citado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário. Greenpeace, WWF Brasil e Instituto Socioambiental também não se pronunciaram sobre o tema.


Fonte:Globo Rural

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