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MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Cooperado conquista premiação nacional por destaque na cadeia produtiva do leite

MundoCoop POR MundoCoop
19 de janeiro de 2025
AGRONEGÓCIO
Cooperado conquista premiação nacional por destaque na cadeia produtiva do leite

Cooperado conquista premiação nacional por destaque na cadeia produtiva do leite

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Há 25 anos, o carioca Francisco Bastos de Miranda percebeu a importância dos sólidos na melhor remuneração do leite. Em uma época que não se tratava disso como fator para elevação dos ganhos, mas que já começava a se pensar na Europa, Miranda apostou e se especializou em produzir um leite com ampla capacidade de gordura e proteína, um diferencial que, anos depois, se confirmou para a elevação da rentabilidade na fazenda.

A propriedade do cooperado da Frísia, o Sítio do Urso, está localizada em Carambeí (PR) e tem um rebanho somente da raça jersey, com 1,2 mil animais, sendo 600 em lactação.

“Naquele momento isso era uma coisa incipiente, mas que viria com força no futuro, e a raça que coloca mais sólidos no leite é a jersey”, conta Miranda. No Rio de Janeiro, ele já tinha experiência com um rebanho pequeno, de cerca de 30 vacas jersey, ou seja, já conhecia e gostava da raça devido a várias características, como eficiência, melhor retorno ao criador e ótima adaptação às condições climáticas locais. “Na época, tivemos a sorte de uma oportunidade de compra de um plantel de jersey de um criador dos Campos Gerais, com genética voltada para produção”, destaca.

Atualmente, os animais dos 41 hectares da propriedade produzem 18,5 mil litros de leite por dia, com uma produtividade média diária que varia de 30 a 32 litros por cabeça, tudo com altos índices de sólidos. Apesar desses números elevados, o Sítio do Urso tem outra característica que se sobressai: ter a melhor remuneração de todo o sistema Pool do Leite. O pool é uma entidade idealizada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal para captar e mediar as relações entre produtores e indústrias do sistema de intercooperação, organizando os processos de pagamento e logística de coleta.

“Naquele momento isso era uma coisa incipiente, mas que viria com força no futuro, e a raça que coloca mais sólidos no leite é a jersey”, conta Miranda. No Rio de Janeiro, ele já tinha experiência com um rebanho pequeno, de cerca de 30 vacas jersey, ou seja, já conhecia e gostava da raça devido a várias características, como eficiência, melhor retorno ao criador e ótima adaptação às condições climáticas locais. “Na época, tivemos a sorte de uma oportunidade de compra de um plantel de jersey de um criador dos Campos Gerais, com genética voltada para produção”, destaca.

Tripé fundamental

Para Francisco Miranda, os resultados alcançados têm como base um tripé fundamental, que orienta a forma de realizar a criação dos animais. Manejo, nutrição e genética, juntos, são a resposta para os índices obtidos pelos jerseys na propriedade.

“Como estamos criando há 25 anos, a parte genética nós viemos trazendo, com a excelência da raça. No manejo, fomos nos adaptando e fazendo de forma bastante eficaz. Já na nutrição, temos o trabalho do nutricionista da Frísia e um médico-veterinário, que trabalha forte em qualidade de leite e criação de novilhas”, conta Miranda. Ele defende que o principal na criação é a capacidade produtiva do animal, e não somente o fenótipo.

O especialista em Nutrição da Cooperativa Frísia, Fernando Solano, é responsável por fazer a formulação da dieta dos animais. Ele conta que a gestão da propriedade é muito organizada, fazendo o “básico bem feito”. “No dia a dia da fazenda, eles estão em cima, qualquer coisa que sai um pouco do padrão já nos acionam. Eles dão muito valor aos processos, e envolvem nós, da assistência técnica, junto com os funcionários deles. Lá, há uma constância”, afirma Solano. 

Essa forma de trabalhar, que leva em consideração o tripé manejo, nutrição e genética, foi reconhecida, por sete vezes, no programa “Qualidade do Leite Começa Aqui!”, da empresa Dsm-Firmenich, detentora da marca Tortuga, de suplementos nutricionais. O prêmio reconhece os pecuaristas que produzem leite com excelência, e o Sítio do Urso foi o vencedor nas categorias “Qualidade” e “Qualidade e Quantidade”, que contemplam as raças holandesa, jersey e mestiças.

“Ganhar uma vez, ok. Mas o Francisco ganhou sete anos. Ele tem uma estabilidade, um padrão de qualidade de leite muito linear. Muitas vezes, o produtor oscila, tem um desafio diferente, uma época um calor mais intenso, por isso ele acaba oscilando. Porém, o Francisco não, ele é muito estável e sempre apresenta um bom resultado”, reforça Solano. O especialista da Frísia explica que a propriedade conta com uma ração específica, desenvolvida pela Rações Batavo, para uma nutrição de precisão.

Feito em casa

A questão reprodutiva dos animais também é de alto padrão, com uma taxa na propriedade de crescimento na casa dos 15% ao ano. A reprodução é 100% por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), ou seja, ocorrendo com o rebanho de forma sincronizada. “Nós não compramos vaca fora, todo o nosso crescimento é interno”, conta.

Além da questão leiteira, Francisco faz um cruzamento entre jersey e angus para pecuária de corte, o que proporciona um acabamento de carcaça muito bom, com uma carne marmorizada. Nesse sistema, ele utiliza a Unidade de Engorda de Bovinos Frísia, entregando os animais com 135 quilos para a terminação ocorrer na unidade.

“A criação leiteira é uma atividade que demanda um forte investimento. Continuamos investindo e não nos arrependemos. O fato de termos enxergado isso, e termos coragem de fazer esse investimento, é que nos coloca na posição que estamos hoje. Temos o pé no chão e fazemos as coisas com muito zelo e capricho”, conclui Miranda.


Fonte: Minuto Rural

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