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Protagonismo feminino fortalece o cooperativismo alagoano

Em Alagoas, 27% das cooperativas são lideradas por mulheres. Elas transformam realidades e levam as cooperativas a ganharem reconhecimento nacional.

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10 de março de 2026
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Protagonismo feminino fortalece o cooperativismo alagoano

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A história do cooperativismo é marcada pelo pioneirismo feminino e guarda nomes como Eliza Brierley, considerada a primeira mulher a se tornar membro de uma cooperativa de consumo no mundo, por volta de 1844. Em Alagoas, o protagonismo feminino segue ganhando cada vez mais espaço e algumas cooperativas locais já são formadas exclusivamente por mulheres, como é o caso da Cooperativa de Artesanato da Barra Nova (Cooperartban) e da Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris).

A trajetória da Cooperartban alia tradição e presença feminina a um dos maiores símbolos culturais do Estado de Alagoas: o bordado filé. A cooperativa nasceu da vontade de gerar trabalho e renda para mulheres artesãs de uma comunidade em Marechal Deodoro, ao mesmo tempo em que fortalece e preserva a tradição desse bordado.

É com essa disposição de transformar realidades que o papel feminino impacta diretamente o cooperativismo local. De acordo com dados do AnuárioCoop 2025, em Alagoas as mulheres representam mais de 42% dos quase 95 mil cooperados, com maior presença nos segmentos de Crédito, Trabalho, Produção de Bens e Serviços, Agropecuário e Saúde. Das mais de 100 cooperativas alagoanas, cerca de 27% são lideradas por mulheres, número que ainda revela um desafio a ser superado no ambiente cooperativista.

Na Cooperartban, 15 artesãs compõem a cooperativa. Muitas delas iniciaram sua trajetória no cooperativismo a partir de memórias familiares, replicando as lembranças de mães e avós que teciam o filé. A técnica foi aprendida na prática, sempre com a preocupação de inovar e ampliar horizontes.

Hoje, com orientação, capacitações, assistência técnica e importantes parcerias, a Cooperartban comercializa seus produtos em diversos espaços do país, por meio de feiras e eventos, além da loja própria instalada que funciona na sede. Esse movimento permitiu diversificar as peças, agregar valor à produção e ampliar a presença no mercado.

A cooperativa já recebeu o Prêmio Sérgio Mamberti, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC). No final do ano passado, produziu também sua primeira coleção voltada para a moda: “Cartografias do Invisível”, desenvolvida no âmbito do Laboratório de Inovação Artesanal da Rede Artesol (LAB 2025) — iniciativa reconhecida por articular tradição, inovação, impacto social e sustentabilidade.

O catálogo, lançado em São Paulo, deu ainda mais visibilidade à produção alagoana, fruto de muito trabalho, dedicação e visão estratégica. Para este ano, a cooperativa já está inscrita em editais, participará de feiras como a ArtNor, tem agenda em Brasília e também desenvolve um projeto de moda voltado para Marechal Deodoro, onde tudo começou.

“Estamos sempre atentas às oportunidades, aproveitando cada parceria, cada curso e cada convite. O artesanato tem nos unido enquanto mulheres e nos levado cada vez mais longe, mas sem esquecer onde tudo começou: do nosso papel na comunidade, da tradição e do impacto social e econômico gerado pela nossa produção”, afirma Wendy Sherry, cooperada da Cooperartban.

Ela conta que encontrou no bordado um caminho de vida e que, em seu caso, o aprendizado teve uma história curiosa: a tradição passou de filha para mãe. Wendy aprendeu o ofício com outras mulheres da Barra Nova e fez questão de ensinar à matriarca Lindinalva Oliveira, atual presidente da Cooperartban.

“O artesanato faz parte da história da minha família, que é de Pão de Açúcar, onde o bordado boa-noite é muito presente na comunidade. Mas minha mãe, uma mulher desbravadora, veio para a cidade e não se dedicou ao artesanato naquela época. Foi depois que eu aprendi o filé que ela quis aprender também. Essa conexão deu tão certo que hoje compartilhamos a vida e o trabalho, dando protagonismo a outras mulheres e levando o filé para várias partes do país”, destaca Wendy.

Dona Lindinalva se orgulha do aprendizado e do impacto da cooperativa na vida das cooperadas.

“Quando estou na cooperativa, me sinto jovem. Trabalho todos os dias e me sinto envolvida em um propósito. No mundo em que vivemos, as mulheres precisam mostrar que juntas ficam mais fortes, mudam suas vidas e o ambiente onde estão. Ser mulher, ser preta, artesã, manter a tradição do artesanato como oportunidade de trabalho, renda e dignidade me faz ter orgulho do que hoje eu sou e do que nós somos juntas”, afirma a presidente.

Inovar e se reinventar é preciso

Já a Coopmaris surgiu às margens da Lagoa Mundaú, em Maceió, como forma de organização para tirar as marisqueiras da informalidade e ampliar oportunidades. Atualmente, são mais de 40 mulheres cooperadas, que mantêm a tradição viva, se reinventam e buscam se preparar para ocupar novos espaços.

De acordo com Vanessa Silva, presidente da Coopmaris, o cooperativismo trouxe reconhecimento e novas possibilidades de transformação.

“Como cooperadas, ganhamos mais reconhecimento, mais valorização e mais chances de acesso a capacitações, suporte técnico, projetos e programas que nos ajudam a adquirir conhecimento e crescer. Posso dizer que foi pelo cooperativismo que hoje temos uma boa infraestrutura e inovação na nossa produção”, afirma Vanessa.

A presidente destaca como exemplo de oportunidade uma capacitação oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Alagoas (Sescoop/AL), que contribuiu para ampliar o portfólio de produtos da cooperativa. Antes concentrada apenas na comercialização do sururu in natura, a produção passou a incluir novos itens, como biscoito de sururu e de camarão, farofa de sururu, sururu desidratado, croquetes congelados de sururu e camarão, além de caldinhos de sururu e de camarão.

“Já iremos começar a comercializar esses produtos e esperamos conquistar cada vez mais espaço. Mesmo diante das dificuldades, unir a força das nossas mulheres, constatar o quanto a cooperativa leva sustento às nossas famílias e saber que ela tem potencial de negócio nos motiva a seguir nesse caminho”, finaliza Vanessa.

De acordo com Adalberon Sá Júnior, superintendente do Sescoop/AL, o protagonismo feminino é fundamental para o fortalecimento do cooperativismo e para o desenvolvimento das cooperativas.

“Iniciativas que destacam lideranças femininas são essenciais para inspirar mais mulheres a ocupar espaços estratégicos e construir um mercado mais igualitário. Estamos vivendo um momento de transformação, inclusive, pela primeira vez na história temos uma mulher à frente do Sistema OCB nacional.  Temos o compromisso de ampliar as oportunidades de espaços de decisão ocupados por este público, que impacta no crescimento sustentável das cooperativas e na sociedade”, afirma Adalberon.

Encontro de Mulheres

Desde o ano passado, o Sescoop/AL adota iniciativas para este público. Promoveu o Seminário de Diversidade, estruturou formações para mulheres que será executado em 2026, e criou o Comitê Estadual Elas pelo Coop. Como ação do comitê, será realizado o primeiro Encontro de Mulheres do Cooperativismo Alagoano no próximo dia 25 de março, em Maceió. O evento colocará em pauta o protagonismo feminino no cooperativismo.

A programação contará com palestras, painéis e um desfile, valorizando a produção de duas cooperativas alagoanas que ganharam destaque nacional nos últimos meses: Cooperartban e ArtIlha.

O Comitê Elas pelo Coop foi criado em nível nacional, com representações nos estados. Em Alagoas, além deste encontro, o comitê também promoverá capacitações, mentorias e participação ativa em fóruns regionais e nacionais.

As inscrições podem ser realizadas pelo link. A proposta é proporcionar um dia de troca de experiências, aprendizado e fortalecimento da liderança feminina no cooperativismo.


Fonte: Sistema OCB/AL com adaptações da MundoCoop

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