Conquistar a casa própria é o sonho de muitas pessoas. Escolher onde vai ficar o sofá, imaginar cada cômodo e esperar o dia de receber as chaves. Para muita gente, esse sonho começa assim. Mas, antes de alguém entrar no apartamento, há muita gente trabalhando para que ele fique pronto.
São engenheiros, pedreiros, encanadores, eletricistas, arquitetos e tantos outros profissionais que participam de cada etapa da construção.
Em Goiás, as cooperativas habitacionais fazem parte desse processo. Elas reúnem pessoas interessadas em construir imóveis em conjunto e, ao mesmo tempo, movimentam uma cadeia de negócios.
Neste ano, a Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás, conhecida como Sistema OCB/GO, completa 70 anos. Os dados da entidade mostram o crescimento do segmento habitacional. O número de cooperativas desse ramo registradas na organização passou de 9, em 2022, para 22, em 2026.
Segundo o gerente da OCB/GO, Victor Rios, no mesmo período, houve um crescimento de aproximadamente 403% na geração de empregos.
Esse avanço representa oportunidades para os trabalhadores e movimenta diferentes setores da economia.
De acordo com o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, as cooperativas habitacionais movimentam cerca de 300 milhões de reais por ano em Goiás. Ao longo dos anos, os investimentos do setor já somaram 3 bilhões de reais no estado.
Nas cooperativas habitacionais, pessoas com o objetivo de construir um imóvel se unem para desenvolver um empreendimento coletivamente.
Os cooperados participam das decisões e acompanham os custos da obra, que é realizada a preço de custo, conforme as regras e os compromissos assumidos pelo grupo.
A possibilidade de construir a um custo menor também marcou a experiência do diretor da Cooperacinco, Bruno Vasconcelos. Em 2008, ele se juntou a um grupo de auditores fiscais para construir um prédio no Jardim Goiás, em Goiânia.
Enquanto algumas pessoas encontram nas cooperativas uma alternativa para conquistar um imóvel, outras constroem uma trajetória profissional nesse setor.
É o caso do engenheiro civil e tecnólogo em planejamento e construção de edifícios Thales Eduardo Nóbrega. Ele ingressou em uma cooperativa em 2014, como engenheiro responsável por uma obra. Com o passar dos anos, assumiu novas funções até chegar à direção de engenharia.
Esse também é o caso de Manoel Alves dos Anjos, que saiu do Maranhão e chegou a Goiás em 2005. Em 2014, ingressou em uma cooperativa como encanador. Com o tempo, passou a encarregado e, depois, a mestre de obras.
As trajetórias de Thales e Manoel mostram que os efeitos das cooperativas vão além dos empreendimentos entregues.
Segundo Victor Rios, essa rede de atividades pode beneficiar outros ramos do próprio cooperativismo.
Para orientar quem pretende adquirir um imóvel por meio desse modelo, o Sistema OCB/GO se uniu ao Fórum Goiano de Habitação, formado por entidades do mercado imobiliário e da construção civil, para lançar uma cartilha com informações sobre a compra de imóveis e o funcionamento das cooperativas habitacionais.
Outra iniciativa foi a criação de um Selo de Conformidade, que identifica cooperativas avaliadas pela entidade e que atendem às normas do setor. Segundo o presidente do Sistema OCB/GO, a medida busca combater organizações irregulares e oferece mais segurança a quem deseja participar de um empreendimento habitacional.
Ao completar 70 anos de atuação em Goiás, o Sistema OCB/GO acompanha o desenvolvimento do cooperativismo no estado. No ramo habitacional, esse trabalho se reflete em iniciativas que buscam fortalecer as cooperativas, orientar a população e ampliar a segurança de quem deseja conquistar a casa própria por meio desse modelo.
Fonte: CBN Goiás com adaptações da MundoCoop












