Talvez você já tenha ouvido falar em cooperativas de crédito ou até mesmo saiba citar o nome de alguma. Mas sabe por que elas têm conquistado cada vez mais espaço entre os capixabas?
No Espírito Santo, as coops de crédito estão presentes em diversos municípios, impulsionando o desenvolvimento de empresas, propriedades rurais e, principalmente, de pessoas.
De acordo com indicadores do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2026, o estado conta com 26 cooperativas de crédito registradas no Sistema OCB/ES, que reúnem 969 mil cooperados e geram mais de 3,7 mil empregos diretos.
Juntas, essas coops movimentaram cerca de R$ 9,7 bilhões em 2025, resultado quase 50% superior ao registrado em 2024, quando o setor alcançou uma movimentação de R$ 6,5 bilhões.
Por trás de todos esses números também existem histórias de empreendedores que conseguiram expandir os seus negócios, cooperados que viram uma oportunidade de realizar seus sonhos e cidadãos que receberam investimentos na sua comunidade.
Mas o que faz tantas pessoas escolherem esse modelo financeiro?
Imagine entrar em uma instituição e perceber que, além de cliente, você também é dono do negócio. Parece um diferencial muito positivo, não é mesmo? É exatamente assim que as cooperativas de crédito funcionam.
Enquanto os bancos operam com o objetivo de gerar lucro, as coops de crédito focam nos benefícios coletivos, trabalhando de forma contínua para atender às necessidades dos seus cooperados.
Na prática, isso significa que os resultados obtidos pelas instituições retornam para quem faz parte dela, seja por meio de melhores condições oferecidas aos cooperados, investimentos na comunidade local ou até mesmo pela distribuição de sobras da cooperativa – “lucro”, no jargão do cooperativismo.
Além disso, o que uma cooperativa de crédito faz?
A resposta é bem simples: tudo que os bancos também fazem. As coops de crédito oferecem conta corrente, cartões, investimentos, financiamentos, empréstimos, seguros, aplicativos e muito mais. A diferença está no propósito, na forma como a instituição é administrada e de quem se beneficia com ela.
Quando uma pessoa se associa a uma instituição financeira cooperativa e se torna um cooperado, ela adquire uma cota de participação, que lhe dá direito de participar da tomada de decisões e de assembleias gerais, independentemente do valor investido. Há, ainda, casos em que o cooperado é representado por delegados.
Ou seja, em um contexto social em que as pessoas buscam cada vez mais proximidade, participação e melhores experiências, as coops de crédito mostram que é possível unir um desenvolvimento econômico próspero com a valorização do cliente.
Os 969 mil capixabas associados a cooperativas de crédito são a prova disso, comprovando que existe uma forma diferente, benéfica e mais coletiva de lidar com dinheiro. O modelo de negócio também se destaca por se envolver com demandas das comunidades em que atua, espalhando prosperidade por onde passa.
Fonte: Sistema OCB/ES












