O setor veterinário acaba de ganhar uma nova cooperativa durante a 49ª edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, que acontece no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil até o dia 6 de setembro. A Coopvet nasce da união de vinte empresas e empreendedores do setor veterinário e veterinários, com o objetivo de fortalecer economicamente clínicas, hospitais e estabelecimentos especializados por meio da compra coletiva de insumos, medicamentos, rações e outros produtos, negociados em condições comerciais mais vantajosas do que cada estabelecimento conseguiria isoladamente.
A Coopvet tem atuação em todo o território nacional. A presidência da cooperativa é exercida pelo médico-veterinário João Abel Buck, e a diretoria reúne representantes de diferentes regiões do país.
Entre os fundadores está o médico veterinário e empresário Álvaro Abreu, da Região das Hortênsias, na Serra Gaúcha, que assumiu a Diretoria Regional Sul da cooperativa e representa a região entre os associados que assinaram o estatuto de fundação. Além da compra coletiva, a Coopvet já projeta um segundo movimento, o desenvolvimento de um plano de saúde animal que permitirá a tutores de pets pagar mensalidades para ter acesso a serviços veterinários em clínicas e hospitais credenciados.
Álvaro Abreu, um dos responsáveis pela fundação da cooperativa, afirma que muitas clínicas e hospitais veterinários do Rio Grande do Sul operam hoje com margem apertada, e em alguns casos até no vermelho, comprando insumo e medicamento sozinho, sem poder de negociação. “A Coopvet nasce para mudar essa lógica, unindo empresas do setor para negociar em bloco e, mais à frente, para colocar de pé um plano de saúde animal acessível para quem tem pet. É um movimento que só existe porque o setor decidiu parar de competir sozinho”, explica Abreu.
A nova cooperativa conta com a Unicred Porto Alegre como braço financeiro. Para Batista Loredo, diretor geral da Unicred Porto Alegre, a cooperativa nasceu do mesmo princípio que agora move a Coopvet, o de que setores inteiros ganham força quando decidem competir juntos em vez de sozinhos. “Somos o apoio financeiro da Coopvet e dos cooperados, com produtos exclusivos pensados justamente para esse momento de transição, em que uma clínica ou hospital veterinário precisa adaptar sua estrutura para operar dentro do modelo cooperativista. Não é um apoio pontual, é o tipo de parceria que pretendemos manter conforme a Coopvet cresce”, explica Batista Loredo.
A Coopvet segue aberta ao ingresso de novos associados de todo o Brasil. Médicos-veterinários, clínicas e hospitais regularmente inscritos no CRMV que cumpram o Estatuto Social da cooperativa.
Fonte: Unicred Porto Alegre












