Transformar um lugar em destino turístico exige mais do que bons atrativos. É preciso conectar serviços, qualificar experiências e criar condições para que os benefícios gerados pelo turismo alcancem diferentes setores da economia. No Espírito Santo, o cooperativismo contribui para fortalecer essas conexões.
A Cooperativa de Eventos e Turismo do Espírito Santo (Cooptures), formada por empresarios com experiências e especialidades distintas, nasceu com a proposta de contribuir para que o visitante, mais do que passar pelo estado, estabeleça uma relação mais próxima com o território, conheça a cultura capixaba e consuma produtos e serviços locais.
Para o diretor-executivo da Cooptures, Paulo Renato Fonseca Junior, que também preside o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, o trabalho conjunto permite reunir competências que, isoladamente, teriam menor capacidade de desenvolver projetos mais abrangentes. É justamente nesse ponto que o modelo cooperativista ganha importância para o turismo.
“No final de 2024, junto com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), vendo o movimento do cooperativismo e a importância dessa integração, nós do turismo iniciamos as tratativas para a criação da Cooptures. É a união da força do cooperativismo com a oportunidade do turismo como um grande vetor de desenvolvimento econômico, para fazer com que o Espírito Santo continue crescendo”, explica Paulo Renato.
Hospedagem, gastronomia, transporte, eventos, comércio, cultura, entretenimento, comunicação e experiências turísticas estão interligados. Quanto maior a articulação entre esses atores, maiores são as possibilidades de estruturar produtos capazes de ampliar o tempo de permanência do visitante, movimentar a economia e distribuir a renda gerada pelo turismo.
“As ações da Cooptures são privadas, mas em conjunto com os Governos Estadual e Federal, que atuam como parceiros na execução dos projetos”, comenta o diretor-executivo.
O Espírito Santo é referência em cooperativismo, com grandes cooperativas que se destacam nacionalmente. Essa vocação é uma oportunidade para atrair turistas e está no alvo da atuação da Cooptures.
“Temos cooperativas da área financeira e da área agrícola, por exemplo, que fazem eventos, e a Cooptures é parceira delas para ajudar a aperfeiçoá-los. Além disso, junto com a OCB-ES e a OCB nacional, criamos roteiros turísticos para receber cooperados do Brasil, que vêm pela força do cooperativismo e têm a oportunidade de conhecer o Espírito Santo para além disso”, comenta.
Segundo Paulo Renato Fonseca Júnior, o grande desafio é transformar o turismo de negócio em oportunidade para expandir a experiência dos visitantes em território capixaba.
“Precisamos convencer o turista a ficar mais tempo e conhecer o estado. E outro desafio é a atração de eventos com esse foco. Um visitante que vem a uma feira do mármore, por exemplo, pode conhecer o que o Espírito Santo tem além de negócios e querer voltar a lazer”, diz.
Fonte: ES Brasil com adaptações da MundoCoop












