• POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
MundoCoop - Informação e Cooperativismo
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
Sem resultado
Ver todos os resultados
MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Brasil mantém desempenho baixo e segue abaixo da média global em índice de corrupção

País marcou 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100 (quanto menor a nota, pior a percepção), e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. Levantamento é da Transparência Internacional.

Mundo Coop POR Mundo Coop
12 de fevereiro de 2026
ECONOMIA & FINANÇAS
Brasil mantém desempenho baixo e segue abaixo da média global em índice de corrupção

Brasil mantém desempenho baixo e segue abaixo da média global em índice de corrupção

CompartilheCompartilheCompartilheCompartilhe

O Brasil manteve em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), levantamento anual da Transparência Internacional que mede como especialistas e executivos enxergam o nível de corrupção no setor público.

O país marcou 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100 (quanto menor a nota, pior a percepção), e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.

Em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos, houve alta de um ponto — mas, segundo a organização, essa variação é estatisticamente insignificante, o que indica estagnação.

O que é o Índice de Percepção da Corrupção

O IPC é considerado o principal ranking internacional sobre corrupção e é publicado desde 1995. A metodologia atual, que permite comparação ano a ano, é usada desde 2012.

O índice não mede “casos concretos” nem soma investigações ou denúncias. Ele reúne dados de até 13 fontes independentes, que captam a percepção de:

  • especialistas
  • pesquisadores
  • executivos
  • instituições que acompanham governança e integridade pública

No caso do Brasil, foram usados oito indicadores, o mesmo número de 2024.

Brasil segue abaixo da média mundial

Com 35 pontos, o Brasil ficou abaixo de duas referências do levantamento:

  • média global: 42 pontos
  • média das Américas: 42 pontos

Os países mais bem colocados em 2025 foram:

  • Dinamarca (89 pontos)
  • Finlândia (88 pontos)
  • Cingapura (84 pontos)

Na outra ponta, os piores foram:

  • Somália (9 pontos)
  • Sudão do Sul (9 pontos)
  • Venezuela (10 pontos)

Países próximos do Brasil no ranking

A Transparência Internacional também destacou que o Brasil ficou perto de países que tiveram notas parecidas.

  • Com a mesma pontuação do Brasil (35 pontos), aparece o Sri Lanka.
  • Com um ponto a mais (36), aparecem Argentina, Belize e Ucrânia.
  • Com um ponto a menos (34), estão países como Indonésia, Nepal e Serra Leoa.

Dois países entraram no ranking pela primeira vez nesta edição: Brunei e Belize, ambos posicionados acima do Brasil.

Para o diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, o país viveu em 2025 um cenário contraditório.

Segundo ele, o Brasil chamou atenção no exterior pela atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados acusados de conspirar contra a democracia, mas também teve casos de corrupção em “escala inédita”.

“Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional em 2025, pela resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia, também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita”, disse Brandão.

Avaliação de 2025

Além do índice, a Transparência Internacional – Brasil divulgou nesta terça-feira um relatório chamado “Retrospectiva 2025”, que faz uma análise qualitativa sobre avanços e retrocessos do país no combate à corrupção no último ano.

A Transparência Internacional ressalta que a Retrospectiva 2025 não tem relação direta com o resultado do índice.

O IPC é produzido pela rede global da organização a partir de fontes independentes. Já o relatório é elaborado pela equipe brasileira com base em pesquisa e consultas com órgãos de controle.

A retrospectiva afirma que houve um agravamento da infiltração do crime organizado no Estado, principalmente por meio de corrupção em dois setores da economia formal:

  • sistema financeiro
  • advocacia

Ao mesmo tempo, o relatório aponta que o país avançou no uso de inteligência financeira para atacar redes sofisticadas de lavagem de dinheiro.

Casos citados no relatório

A retrospectiva menciona uma sequência de operações e escândalos que marcaram 2025, entre eles:

  • Operação que apurou suspeitas de comércio de sentenças no STJ
  • Operação Overclean, da PF, que investigou desvios de emendas, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos
  • Operação Sem Desconto, da PF, que revelou um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS
  • Operação Carbono Oculto, também da PF, que apontou sonegação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro com atuação em fintechs, fundos e setor de combustíveis
  • Operação Compliance Zero, que embasou as apurações sobre o caso Master, descrito pela entidade como a maior fraude bancária já registrada no país

Inteligência financeira como ‘mudança de paradigma’

Segundo a Transparência Internacional, a operação Carbono Oculto se destacou por priorizar o cruzamento de dados financeiros e a integração entre órgãos públicos.

A organização avalia que esse tipo de estratégia é mais eficaz do que ações policiais focadas apenas em confronto armado.

Críticas ao governo na resposta ao caso INSS

O relatório também afirma que o governo federal falhou na resposta ao escândalo do INSS, citando demora na adoção de medidas e críticas à substituição do ministro da Previdência.

Segundo a Transparência Internacional, as investigações apontaram continuidade do esquema em diferentes gestões, com envolvimento de atores nos governos Temer, Bolsonaro e Lula.

Emendas parlamentares e ‘captura do orçamento’

No Legislativo, a retrospectiva afirma que 2025 consolidou o crescimento das emendas parlamentares, que voltaram a bater recordes e ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento aprovado para 2026.

A entidade diz que a prática também se espalhou por estados e municípios e cita uma decisão do ministro Flávio Dino que estendeu regras de transparência a governos subnacionais.

Caso Master

A Transparência Internacional também menciona episódios ligados ao caso Master e afirma que houve tentativas de influência que atravessariam os três Poderes.

Estratégias para a agenda anticorrupção

Por fim, a Transparência Internacional – Brasil diz ver duas oportunidades para o país retomar uma agenda anticorrupção:

  • a mobilização social que barrou a chamada “PEC da Blindagem”
  • a coincidência de perfis considerados reformistas no comando dos cinco tribunais superiores

A entidade defende que esse cenário pode abrir espaço para medidas como a criação de um código de conduta na cúpula do sistema de Justiça.

CGU pondera sobre metodologia

Em nota, a Controladoria-Geral da União (CGU) informa que o índice “não mede a ocorrência real de corrupção, nem avalia políticas públicas de enfrentamento, investigações ou resultados institucionais”, e se baseia em percepções de “grupos específicos”.

Veja na íntegra

A Controladoria-Geral da União (CGU) considera importante esclarecer pontos metodológicos sobre a divulgação do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, da Transparência Internacional. A CGU vem apontando essas limitações há vários anos, em linha com o consenso internacional pela adoção de métricas baseadas em evidências, conforme os Princípios de Viena para Mensuração da Corrupção (UNODC/OCDE).

O IPC não mede a ociorrência real de corrupção, nem avalia políticas públicas de enfrentamento, investigações ou resultados institucionais. O índice se baseia em percepções de grupos específicos, como especialistas, executivos e analistas, coletadas a partir de fontes distintas, com metodologias, períodos de coleta e pesos diferentes entre os países. Por isso, o resultado combina avaliações que não são diretamente comparáveis e pode variar sem que haja qualquer mudança na atuação do Estado ou no nível real de corrupção. O índice também não reflete a percepção da população em geral e não pode ser usado, isoladamente, como diagnóstico amplo da realidade institucional de um país.

A avaliação da corrupção não pode se limitar à percepção sobre sua existência, sem considerar a capacidade do Estado de prevenir, investigar, punir e reparar danos. Indicadores que ignoram o funcionamento dos mecanismos de controle, fiscalização e responsabilização oferecem uma visão incompleta do fenômeno e podem induzir interpretações equivocadas sobre a realidade institucional de um país.

No caso do IPC, em algumas fontes, especialistas apontam estabilidade ou melhora institucional, enquanto oscilações recentes resultam sobretudo da percepção de executivos e lideranças empresariais, muitas vezes residentes fora do país, cujas avaliações refletem expectativas sobre o ambiente político ou econômico e não experiências concretas de corrupção.

A CGU alerta para um efeito indesejado desses indicadores, o de que países que investigam irregularidades, ampliam a transparência e fortalecem mecanismos de controle tornam os problemas mais visíveis e podem ser pior avaliados em índices baseados em percepção. O combate à corrupção não pode ser tratado como fator negativo. O caso do INSS ilustra esse paradoxo. Foi este governo que identificou o esquema, promoveu investigações, interrompeu práticas ilegais, instaurou processos administrativos e de responsabilização, realizou prisões e bloqueios e iniciou, em menos de três meses, o ressarcimento dos aposentados, que já se aproxima de R$ 3 bilhões. As fragilidades regulatórias apontadas no IPC foram identificadas no andamento dessas investigações e já orientam medidas para prevenir novas irregularidades.

Também causa preocupação a divulgação conjunta do IPC com um relatório qualitativo de país. Embora a própria Transparência Internacional reconheça que a retrospectiva não explica o resultado do índice, a apresentação integrada pode induzir o público a associar a nota do IPC a fatos narrados no relatório, inclusive episódios ocorridos após o período de coleta das pesquisas.

Nesse debate, é possível destacar estudos internacionais com metodologias reconhecidas. Pesquisa recente da OCDE, baseada em amostra representativa de cerca de 2 mil brasileiros, mostrou que a confiança no Governo Federal cresceu de 26% (2022) para 38% (2025), e a confiança no serviço público subiu de 24% para 42%, índices acima da média latino-americana.

O Governo do Brasil responde com resultados concretos. O Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC) coordena 261 ações em 55 órgãos. Em 2025, a CGU, em articulação com a Polícia Federal, realizou 76 operações especiais (+46% em relação a 2024), identificando R$ 13,6 bilhões em prejuízos potenciais. O valor médio por operação passou de R$ 5,4 milhões (2022) para R$ 188,6 milhões (2025). Nas ações de auditoria e fiscalização, foram gerados R$ 40,6 bilhões em benefícios financeiros aos cofres públicos, três vezes mais que no ano anterior.

Também temos fortalecido a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares, em atuação coordenada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Além disso, em 2024 e 2025, auditorias da CGU resultaram em 15 relatórios técnicos, abrangendo 72 entes federados e 100 organizações da sociedade civil, com avanços na integração de sistemas, divulgação ativa de informações e fortalecimento do acompanhamento dos gastos públicos.

A CGU ressalta que não é possível medir a ocorrência real de corrupção apenas com base em percepções. Os resultados das ações do governo mostram que o aumento da transparência, das investigações e do controle não significa mais corrupção, mas uma maior capacidade do Estado de enfrentá-la de forma efetiva.”


Fonte: G1 com adaptações da MundoCoop

ANTERIOR

Mulheres lideram produção científica sobre cooperativismo no Brasil

PRÓXIMA

Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul

Mundo Coop

Mundo Coop

Relacionado Posts

PepsiCo aposta na parceria com cooperativas para impulsionar logística reversa no país
ECONOMIA & FINANÇAS

PepsiCo aposta na parceria com cooperativas para impulsionar logística reversa no país

12 de fevereiro de 2026
Pix adota novas regras de segurança para acelerar devolução em casos de fraude
ECONOMIA & FINANÇAS

Pix adota novas regras de segurança para acelerar devolução em casos de fraude

10 de fevereiro de 2026
PEC do fim da escala 6x1 começa a tramitar na CCJ da Câmara
ECONOMIA & FINANÇAS

PEC do fim da escala 6×1 começa a tramitar na CCJ da Câmara

11 de fevereiro de 2026
Nova lei reconhece cooperativas como prestadoras de telecomunicações no Brasil
ECONOMIA & FINANÇAS

Nova lei reconhece cooperativas como prestadoras de telecomunicações no Brasil

10 de fevereiro de 2026
Edital do Fundo Amazônia destina R$ 80 milhões a cooperativas e associações da Amazônia Legal
ECONOMIA & FINANÇAS

Edital do Fundo Amazônia destina R$ 80 milhões a cooperativas e associações da Amazônia Legal

9 de fevereiro de 2026
Sistema Cooperativo Sicredi é destaque no Top 5 de projeções econômicas do Banco Central
ECONOMIA & FINANÇAS

Sistema Cooperativo Sicredi é destaque no Top 5 de projeções econômicas do Banco Central

9 de fevereiro de 2026

NEWSLETTER MUNDOCOOP

* Preenchimento obrigatório

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Conab projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas em 2025/26
AGRONEGÓCIO

Conab projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas em 2025/26

12 de fevereiro de 2026
Luis Cláudio Silva é Sócio-Fundador da MundoCoop
ARTIGO

O agro que conecta e coopera! – Luis Cláudio Silva é Sócio-Fundador da MundoCoop

12 de fevereiro de 2026
Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul
INTERNACIONAL

Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul

12 de fevereiro de 2026
LinkedIn Instagram Facebook Youtube

FALE COM A MUNDOCOOP

MundoCoop - Informação e Cooperativismo

ANUNCIE: [email protected]
TEL: (11) 99187-7208
•
ENVIE SUA PAUTA:
[email protected]

EDIÇÃO DIGITAL

CLIQUE E ACESSE A EDIÇÃO 127

BAIXE NOSSO APP

NAVEGUE

  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • REVISTA MUNDOCOOP
  • UNIVERSOCOOP
  • EVENTOS
  • NEWSLETTER
  • MÍDIA KIT

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • REVISTA MUNDOCOOP
  • UNIVERSO COOP
  • NEWSLETTER
  • QUEM SOMOS
  • EVENTOS
  • MÍDIA KIT

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite o nosso Política de Privacidade e Cookies.