O agronegócio brasileiro segue em transformação em 2026, com cooperativas no centro de um cenário mais complexo, tecnológico e orientado à sustentabilidade. As principais tendências apontadas por especialistas indicam que a digitalização, a adoção de inteligência artificial (IA), práticas eficientes de gestão e uma agenda sustentável consolidada moldam a estratégia competitiva do setor para os próximos anos. Entre esses vetores, a inovação tecnológica e a eficiência operacional emergem como pilares para cooperativas que buscam crescimento e resiliência em um mercado cada vez mais exigente e globalizado.
A adoção de tecnologias como IA preditiva e sistemas em nuvem está redefinindo a gestão agrícola. Ferramentas digitais permitem desde análises precisas de produtividade até tomada de decisões estratégicas em tempo real, enquanto plataformas integradas aumentam a rastreabilidade e a sustentabilidade das cadeias produtivas. Nesta nova configuração, cooperativas que se antecipam às mudanças regulatórias e investem em sistemas inteligentes ampliam sua capacidade de competir não apenas localmente, mas também no mercado global.
No plano prático, as cooperativas brasileiras demonstram como essa agenda ganha forma no cotidiano das operações. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, por exemplo, finalizou 2025 com receita operacional bruta de cerca de R$ 26,9 bilhões, crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, e ampliação significativa das sobras distribuídas aos cooperados, reforçando sua capacidade de gerar valor econômico e social nas regiões em que atua.
A atuação da Aurora tem sido marcada por investimentos consistentes em expansão industrial e fortalecimento da sustentabilidade, refletindo uma estratégia voltada tanto para eficiência quanto para impacto regional.
A diversificação de portfólio também se mostra fator decisivo. A Coopavel projeta um crescimento de receita de cerca de 19% em 2026, apoiada principalmente em uma grande safra de milho que contrabalança preços menores da soja e amplia seu desempenho no segmento de agroindústria.
Esse movimento evidencia como as cooperativas estão respondendo a pressões de mercado por meio de estratégias que vão além da simples comercialização de commodities, incorporando valor agregado por meio de processamento e diversificação de culturas.
Entretanto, nem todos os sinais são de aceleração uniforme. A Coamo Agroindustrial Cooperativa enfrenta um ritmo mais lento de vendas antecipadas de soja em 2026, reflexo da expectativa de uma safra recorde e da tendência dos cooperados em segurar seus grãos diante de preços pressionados, o que pode criar gargalos logísticos e desafios adicionais na comercialização. Esse contexto reforça a necessidade de maior integração entre tecnologia, logística e planejamento comercial para mitigar riscos e aproveitar oportunidades de mercado.
A sustentabilidade segue como parte inseparável das estratégias cooperativas, não apenas por responder a exigências de mercados internacionais, mas também por promover práticas de rastreabilidade e gestão ambiental que agregam valor às cadeias produtivas. A expansão da bioenergia, incluindo etanol de cereais, e a busca por eficiência energética se conectam com esse movimento, ampliando as fronteiras de atuação das cooperativas e fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro no contexto global.
Combinadas, essas tendências, (inovação tecnológica, diversificação produtiva e foco em sustentabilidade) desenham um horizonte em que as cooperativas se consolidam como agentes estratégicos para o crescimento do setor agro, promovendo desenvolvimento econômico equilibrado e maior valor para seus associados em 2026.
Elaborado por Equipe MundoCoop, com informações de Forbes e TOTVS












