• POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
MundoCoop - Informação e Cooperativismo
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
  • ECONOMIA & FINANÇAS
  • DESTAQUES
  • AGRONEGÓCIO
  • GESTÃO & NEGÓCIOS
  • ACONTECE NO SETOR
  • SOCIAL
  • INTERNACIONAL
  • ENTREVISTA
Sem resultado
Ver todos os resultados
MundoCoop - Informação e Cooperativismo

Marketing é humano – o resto são dados

Empresas acumulam montanhas de dados, mas sem organização eles se transformam em peso morto

MundoCoop POR MundoCoop
14 de novembro de 2025
GESTÃO & NEGÓCIOS
Marketing é humano – o resto são dados

Marketing é humano – o resto são dados

CompartilheCompartilheCompartilheCompartilhe

Em plena era de adoração aos dados, vou cometer uma heresia: dado não serve para nada sem o olhar correto. Pior. Pode nos paralisar ou até nos levar a caminhos completamente errados. Hoje, o volume de informação é tão grande que o risco não está na escassez, mas no excesso.

Empresas acumulam montanhas de dados, mas sem organização eles se transformam em peso morto. Nós, executivos, olhamos quilômetros de dashboards e gráficos, mas, se não enxergarmos nuances, caímos em armadilhas. A verdade é simples: dado sem interpretação e atualização não traz valor. 

Após uma experiência traumática e um erro que cometi, olho os dados com lupa, respeito — e até certo medo. Há alguns anos, em outra empresa, participei de um teste de embalagens que mostrava, na média, uma opção mais atrativa. Decidimos mudar. O resultado foi desastroso: as vendas despencaram.

O erro estava na leitura superficial. Ignoramos os heavy users, consumidores mais frequentes e que sustentavam a categoria. Eles rejeitaram a nova embalagem porque ela havia perdido os códigos de categoria, elementos visuais que garantem reconhecimento imediato, como cores, símbolos, formas ou layouts que o consumidor associa diretamente ao produto. Sem esses sinais, o produto perdeu familiaridade e confiança no ponto de venda. Provavelmente meus antigos gestores já nem se lembram e a empresa segue firme, mas a experiência me marcou para sempre. 

Esse episódio me ensinou algo fundamental: confiar em dados não significa aceitá-los de forma cega. Temos que humanizar os resultados, olhar recortes, cruzar variáveis, questionar o óbvio. Sem esse pente-fino cuidadoso, o risco é grande de chegarmos a conclusões precipitadas, estratégias equivocadas e perdas reais de negócio. 

Dados não falam por si — eles exigem interpretação. E isso só pode ser feito por mentes humanas. Não qualquer uma: mentes atentas e curiosas. 

Outro ponto crucial é a gestão adequada das bases. Porque basta um detalhe malcuidado para comprometer toda a estratégia. Um número desatualizado pode significar mensagens que nunca chegam ao consumidor. Um e-mail inválido aumenta a taxa de rejeição e reduz a entregabilidade de toda a base. Uma data de nascimento incorreta faz uma marca oferecer presentes de 15 anos para alguém que já tem 30.

Pessoas mudam de fase de vida, ganham novas prioridades e, se o dado não acompanha, o retrato do consumidor se torna obsoleto. O resultado? Decisões equivocadas, comunicações irrelevantes e experiências frustrantes. 

Qualquer inteligência artificial ou sistema de personalização só funciona se os dados forem vivos, confiáveis e constantemente trabalhados. É aí que a mágica acontece — e que nos entrega relevância. Caso contrário, a comunicação se torna ruído, não serviço. Em vez de agregar valor, irrita. 

O futuro do marketing não será definido pelo volume de dados acumulados, mas pela capacidade de transformá-los em decisões seguras, personalização consistente e relações de valor com o consumidor. 

Mas o desafio vai além, porque o dado, sozinho, não caminha. Ele só ganha vida quando processado por algoritmos, conjuntos de instruções que transformam informação bruta em direção estratégica. E esses algoritmos também têm a sua jornada marcada pela velocidade.

Nos anos 1970 e 1980, predominavam os algoritmos descritivos, voltados a reunir dados dispersos e gerar relatórios básicos. A partir dos anos 1990, surgiram os diagnósticos, capazes de identificar padrões de comportamento e oferecer análises mais refinadas. Nos anos 2000, com o avanço da capacidade computacional e do big data, chegamos ao estágio preditivo, que antecipa preferências e começa a recomendar conteúdos e produtos. Já na última década, entramos no patamar prescritivo, em que o sistema praticamente elimina a escolha e entrega diretamente o que considera mais adequado. 

No TikTok, por exemplo, não existe mais tela inicial neutra; a curadoria está pronta. Confiamos tanto nesse desenho invisível que não percebemos como nossas escolhas são, em grande parte, orientadas. 

Esse ponto é decisivo porque aproxima o debate sobre dados da realidade da inteligência artificial. Uma pesquisa encomendada pela Samsung sobre conhecimento e uso da AI no dia a dia, com entrevistados de todas as classes sociais, idades entre 18 e 55 anos e residentes em todas as regiões do país, aponta que 92% dos entrevistados utilizam ou já utilizaram ferramentas de AI. Mas a questão não está apenas no volume, e sim no efeito. Do feed das redes sociais às recomendações de compra, da seleção de playlists às ofertas de e-commerce, a IA já pauta silenciosamente o cotidiano. 

Daí a centralidade da ética que permeia o nosso cotidiano profissional. Trabalhar com algoritmos, nesse contexto, exige uma responsabilidade diária: a revisão constante de critérios, a checagem de vieses, a atenção ao impacto real de cada escolha automatizada.

Se isso é ganho em conveniência, também carrega riscos. Porque, assim como no tratamento dos dados, a confiança cega no algoritmo pode nos levar a perder nuances, reforçar vieses e reduzir o espaço da escolha. O futuro do marketing, portanto, não será ditado pela potência da máquina em acumular informações ou prescrever caminhos, mas pela nossa capacidade de humanizar esses sistemas, garantindo que a tecnologia sirva como ponte, e não como desvio. 

E aqui vai uma mensagem final, para nós, como consumidores, e não profissionais de marketing: usar o algoritmo a nosso favor. Não deixar que ele nos influencie demais. Manter a visão crítica sempre alerta. 


Fonte: Meio & Mensagem

ANTERIOR

Cooperativismo habitacional é alternativa atraente para moradia em Goiás

PRÓXIMA

Cooperativa financeira conclui jornada de atividades gamificadas em escolas

MundoCoop

MundoCoop

Informação e inspiração para o cooperativismo.

Relacionado Posts

Escola Superior do Cooperativismo lança pós-graduação em ESG para atender novas exigências de mercado
GESTÃO & NEGÓCIOS

Escola Superior do Cooperativismo lança pós-graduação em ESG para atender novas exigências de mercado

30 de janeiro de 2026
Especialista mapeia os bloqueios mentais do empreendedor e como vencê-los
GESTÃO & NEGÓCIOS

Especialista mapeia os bloqueios mentais do empreendedor e como vencê-los

28 de janeiro de 2026
Ubots: Uma das primeiras empresas do mundo a obter a certificação WhatsApp for Business Technical da Meta
CONTEÚDO DE MARCA

Ubots: Uma das primeiras empresas do mundo a obter a certificação WhatsApp for Business Technical da Meta

28 de janeiro de 2026
Vinicola
GESTÃO & NEGÓCIOS

Cooperativa Vinícola Aurora aprova novo estatuto com avanços em compliance e ESG 

24 de janeiro de 2026
dale
CONTEÚDO DE MARCA

Negociação no cooperativismo: quando a falta de método custa mais do que um desconto

23 de janeiro de 2026
GESTAO 4
GESTÃO & NEGÓCIOS

Mudança no comportamento digital força agências a repensar funis de conversão

23 de janeiro de 2026

NEWSLETTER MUNDOCOOP

* Preenchimento obrigatório

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Artesãs da Cooperativa Turiarte são destaques em programa nacional da Rede Globo
SOCIAL

Artesãs da Cooperativa Turiarte são destaques em programa nacional da Rede Globo

31 de janeiro de 2026
Carteira de renda fixa de cooperativas financeiras atinge R$ 219 bi e avança 17% em nove meses
ECONOMIA & FINANÇAS

Carteira de renda fixa de cooperativas financeiras atinge R$ 219 bi e avança 17% em nove meses

31 de janeiro de 2026
OCB/GO viabiliza negócios de cooperativas com Índia e Japão
ACONTECE NO SETOR

OCB/GO viabiliza negócios de cooperativas com Índia e Japão

31 de janeiro de 2026
LinkedIn Instagram Facebook Youtube

FALE COM A MUNDOCOOP

MundoCoop - Informação e Cooperativismo

ANUNCIE: [email protected]
TEL: (11) 99187-7208
•
ENVIE SUA PAUTA:
[email protected]
•
ENVIE SEU CURRÍCULO:
[email protected]
•

EDIÇÃO DIGITAL

CLIQUE E ACESSE A EDIÇÃO 127

BAIXE NOSSO APP

NAVEGUE

  • Home
  • Quem Somos
  • Revistas
  • universocoop
  • EVENTOS
  • newsletter
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Revista MundoCoop
  • Biblioteca
  • Newsletter
  • Quem Somos
  • Eventos
  • Anuncie

1999 - 2025 - © MUNDOCOOP. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite o nosso Política de Privacidade e Cookies.