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Ano Internacional das Cooperativas reconhece impacto positivo do setor para enfrentamento de desafios globais

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas (AIC). A decisão, aprovada por unanimidade, reforça a importância do cooperativismo no desenvolvimento socioeconômico, na inclusão social e na sustentabilidade, reconhecendo o setor como uma alternativa eficaz para enfrentar desafios globais.

Além de destacar o impacto positivo das cooperativas na erradicação da pobreza e na promoção da igualdade de gênero, a ONU incentiva seus países-membros a fortalecer políticas públicas que facilitem o acesso a recursos e tecnologias para o setor.

Para entender melhor como esse reconhecimento global pode impactar o Brasil e a atuação do cooperativismo de crédito no país, conversamos com Diogo Anderson Angioleti, especialista em gestão de finanças pessoais e Gerente de Gente e Gestão da Transpocred, cooperativa do Sistema Ailos. Confira a entrevista completa:

Qual é a importância do Ano Internacional das Cooperativas para o movimento cooperativista no Brasil?

O tema fortalece o modelo cooperativista como solução socioeconômica sustentável, promovendo identidade coletiva (solidariedade, ajuda mútua e democracia) e alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentá- vel (ODS), com foco em inclusão e redução de desigualda- des. Além disso, impulsiona a modernização da legislação brasileira, como a atualização da Lei Geral do Cooperativismo, e facilita trocas globais de práticas inovadoras, posicionando o Brasil como exportador de modelos como cooperativas de saúde e crédito solidário.

De que forma esse reconhecimento impacta o desenvolvimento e crescimento das cooperativas de crédito?

O AIC atua como selo de confiança, quebrando preconceitos sobre cooperativas (como serem restritas ao interior) e atraindo jovens nos centros urbanos. Também impulsiona a transformação digital humanizada, como preço justo e empréstimos personalizados, além de expandir territorialmente com microcrédito e apoio a empreendedores. A filosofia de prosperidade compartilhada reforça reinvesti- mentos na comunidade, criando ciclos de crescimento coletivo.


*Diogo Anderson Angioleti Especialista em gestão de finanças pessoais e Gerente de Gente e Gestão da Transpocred

Conteúdo exclusivo publicado na edição 122 da Revista MundoCoop

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