É com grande satisfação que inicio esta coluna na MundoCoop, agradecendo pelo espaço e pela oportunidade de dialogar sobre um tema que considero central para o desenvolvimento do Brasil: o nosso cooperativismo.
Onde o cooperativismo está mais presente, cresce o IDH, o crescimento econômico acelera e as ações sociais se multiplicam.
O cooperativismo de crédito tem se mostrado um pilar alavancador da economia brasileira, especialmente no momento em que o país busca alternativas para o crescimento sustentável e inclusivo.
Em um cenário de retração do crédito rural, dados recentes da Confebras revelam a força do sistema: entre janeiro e julho de 2026, as cooperativas de crédito foram o único grupo do Sistema Financeiro Nacional a registrar crescimento no volume de recursos destinados ao agro. Enquanto bancos públicos e privados apresentaram quedas significativas, o cooperativismo movimentou R$45,76 bilhões, um incremento de 1,5% em relação ao ano anterior, representando 28% de todo o crédito rural contratado no período.
Este protagonismo é fruto de um arcabouço legal moderno e seguro, que tive a honra de ajudar a construir. Fui relator da Lei Complementar 130/2009, que estruturou o cooperativismo de crédito, e autor da Lei Complementar 196/2022. Esta última, sancionada há quatro anos, modernizou o marco legal do setor, promovendo avanços significativos em governança, segurança jurídica para as quotas-partes e ampliando a atuação social para toda a comunidade. São ferramentas que dão ao cooperativismo a competitividade necessária para crescer de forma sustentável.
Os números comprovam essa solidez. Em 2025, os ativos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) ultrapassaram R$1 trilhão. Esse crescimento, quase três vezes maior que o do restante do sistema financeiro na captação de recursos, aumenta a capacidade de crédito e oferece um alívio essencial para o produtor rural, especialmente em um momento de endividamento no campo. A renegociação de dívidas e o acesso ao crédito são temas que tenho defendido ativamente na Frente Parlamentar da Agropecuária e na nossa Frencoop que tenho a honra de presidir.
O cooperativismo de crédito, portanto, não é apenas uma alternativa financeira; é uma solução concreta e comprovada para a inclusão e o desenvolvimento. Seguiremos firmes no fortalecimento desse sistema, que transforma a vida de milhões de brasileiros e ajuda aconstruir um país mais justo e próspero. #somoscoop com muito orgulho!

*Arnaldo Jardim é Deputado Federal (SP) e Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop)
Coluna exclusiva, publicada na edição 134 da Revista MundoCoop






