O cooperativismo brasileiro marca um novo ciclo de atuação institucional com o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, documento que completa duas décadas como principal instrumento de interlocução com os Três Poderes.
Consolidada como referência para parlamentares e gestores públicos, a iniciativa chega aos 20 anos refletindo a evolução de um setor que ampliou sua presença econômica e fortaleceu sua segurança jurídica ao longo do tempo. Mais do que um compilado de propostas, a Agenda simboliza maturidade e organização na representação de mais de 4,3 mil cooperativas e 25 milhões de cooperados no país.
“Completar duas décadas da Agenda Institucional do Cooperativismo representa a consolidação de um trabalho permanente de diálogo qualificado entre o movimento cooperativista e o Estado brasileiro”, afirma Tania Zanella, Presidente Executiva do Sistema OCB, em entrevista exclusiva à MundoCoop. “Ao longo desses 20 anos, a Agenda se tornou uma referência para parlamentares, gestores públicos e lideranças institucionais, ao reunir, de forma organizada, as prioridades do setor e contribuir para a construção de um ambiente regulatório mais adequado ao nosso modelo de negócios.”

O lançamento da edição de 2026 ocorre em um contexto estratégico, marcado por debates relevantes como a regulamentação da Reforma Tributária e a modernização do ambiente regulatório. Com uma janela decisória mais curta, o setor prioriza avanços estruturais que garantam previsibilidade, competitividade e expansão das cooperativas.
Entre os destaques estão a defesa do adequado tratamento ao ato cooperativo, o fortalecimento do acesso a crédito e o avanço em marcos legais que ampliem a atuação em novos mercados, como seguros e telecomunicações.
Nesse cenário, a Agenda também evidencia o compromisso com o aprimoramento das relações de trabalho e com a construção de um ambiente normativo mais seguro. “A Agenda Institucional do Cooperativismo 2026 concentra esforços em temas regulatórios e legislativos considerados fundamentais para assegurar um ambiente de negócios estável, moderno e compatível com a realidade das cooperativas brasileiras”, destaca Zanella. “Essas prioridades são definidas a partir de um amplo processo de diálogo com os diferentes ramos do cooperativismo e buscam responder tanto aos desafios atuais quanto às oportunidades de expansão do setor.”
Outro eixo relevante é a ampliação do acesso a instrumentos de financiamento e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento produtivo. A estratégia busca impulsionar investimentos, estimular a inovação e ampliar a inclusão econômica em diferentes regiões, reforçando o papel das cooperativas como agentes de transformação social. Ao mesmo tempo, o documento acompanha pautas legislativas que impactam diretamente a atuação do setor, fortalecendo sua capacidade de gerar trabalho e renda.
Ao completar 20 anos, a Agenda Institucional reafirma seu papel como ferramenta de transparência e articulação, contribuindo para qualificar o debate público e aproximar o cooperativismo das decisões que moldam o futuro do país. “Ela permite que o cooperativismo apresente, de forma clara e fundamentada, suas prioridades aos Três Poderes da República, contribua para qualificar o debate público e para a construção de políticas e marcos legais que reconheçam as especificidades do modelo cooperativista”, conclui Zanella.

Detalhes sobre a Agenda 2026
Em 2026, a eficiência será a palavra-chave da atuação institucional do cooperativismo. Em um ano com janela decisória mais curta em razão do calendário eleitoral, o setor concentrará esforços em avanços regulatórios estratégicos capazes de garantir um ambiente de negócios adequado ao desenvolvimento das cooperativas e de reforçar seu papel na geração de trabalho e renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
Entre os temas prioritários no Poder Executivo, o cooperativismo acompanhará de perto a regulamentação Reforma Tributária, com atenção especial à preservação do adequado tratamento ao ato cooperativo; e o fortalecimento de políticas públicas e linhas de crédito oficiais voltados ao cooperativismo. Também estão no foco do setor a regulamentação da lei que amplia a participação das cooperativas nos mercados de seguros e telecomunicações.
No Legislativo, o setor acompanha de perto as discussões sobre modernização da jornada de trabalho e seguirá atuando em projetos voltados à ampliação do acesso das cooperativas a instrumentos de financiamento e ao fortalecimento de suas atividades em diferentes ramos. Já no Judiciário, a atenção estará voltada a temas estratégicos para a segurança jurídica do cooperativismo, como as discussões sobre o tratamento tributário do ato cooperativo e a constitucionalidade de dispositivos da nova Lei do Licenciamento Ambiental, com impacto direto sobre o ambiente regulatório e o desenvolvimento do setor.
Elaborado por Redação MundoCoop












