O Brasil ocupa posição estratégica nesse movimento com uma operação que reúne escala agrícola, biodiversidade e capacidade de inovação. Por isso, tornou-se referência interna na implementação da agenda de sustentabilidade.
A agenda climática da PepsiCo não termina na indústria e se estende ao pós-consumo. Nesse ponto, as cooperativas assumem papel central no processamento e na destinação adequada das embalagens pós-consumo.
A empresa afirma destinar para reciclagem o equivalente a 100% das embalagens de plástico flexível e longa vida colocadas no mercado brasileiro. A logística reversa depende da articulação com cooperativas de catadores e empresas especializadas, responsáveis pela coleta, triagem e reinserção do material na cadeia produtiva.
O modelo conecta a sustentabilidade ambiental à organização da cadeia de reciclagem por meio da integração das cooperativas ao sistema de circularidade. Nesse processo, a companhia amplia o alcance de sua estratégia ESG além de fortalecer a etapa final da cadeia de valor.
A iniciativa já resultou na produção de 70 mil expositores de varejo feitos com plástico reciclado. O material recuperado retorna ao mercado em novos formatos, o que acaba por consolidar a lógica de logística reversa.
Brasil como referência global
O Brasil ocupa posição estratégica nesse movimento com uma operação que reúne escala agrícola, biodiversidade e capacidade de inovação. Por isso, tornou-se referência interna na implementação da agenda de sustentabilidade.
Atualmente, a empresa processa cerca de 450 mil toneladas de matérias-primas por ano no país. Desse total, 95,5% têm origem local.
Regina Teixeira, diretora sênior de Assuntos Corporativos da PepsiCo Brasil, destaca que o trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas com produtores dobrou a produtividade dos campos de batata e reduziu o impacto ambiental. “Apoiamos monitoramento com drones, irrigação mais eficiente, previsibilidade climática e redução do uso de água e insumos. Mantemos quatro fazendas modelo, três de batata e uma de coco, focadas em treinamento, com financiamento e tecnologia para agricultores parceiros e não parceiros. Isso promove sustentabilidade e reduz custos”, afirma.
A estratégia global, chamada PepsiCo Positive, estabelece a meta de ampliar a adoção de práticas regenerativas, restaurativas ou protetivas em 10 milhões de acres até 2030, o equivalente a mais de 4 milhões de hectares. A agenda abrange toda a cadeia de valor, do campo ao pós-consumo.
“Nosso negócio depende de um sistema agrícola global robusto. Fortalecer a resiliência desse sistema é do nosso interesse como empresa”, reforça Jim Andrew, EVP e Chief Sustainability Officer da companhia.
Elaborado por Redação MundoCoop, com informações de EXAME












