Construir pontes entre as gerações

Construir pontes entre as gerações

As lembranças podem conviver perfeitamente com a inovação, assim como os idosos devem interagir com os mais jovens. Quem atesta isso é um verdadeiro especialista em Tecnologia e Tendências, o administrador e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Arthur Igreja. A compreensão é a palavra-chave para essa integração. Portanto, estigmas e generalizações sobre gerações de antes e de agora são extremamente prejudiciais. “Primeiro, é preciso se desarmar. Pessoas de mais idade e jovens podem fazer as coisas de maneiras diferentes e nenhuma delas deve ser vista como a forma errada. Ao invés de ler o jornal impresso e físico, eu posso ler as notícias no smartphone e além disto fazer negócios usando o celular como ferramenta. Não existe ameaça para ser combatida e sim perceber, com entusiasmo, que cada um faz do seu jeito, que pode ser inclusive ensinado para o outro”.

Certamente esse entendimento deve ser recíproco. “O respeito é fundamental em qualquer tipo de relação. Isso se repete entre as gerações. Não é uma competição para definir qual a melhor forma de realizar as coisas. São contextos diferentes que podem resultar numa interação das mais interessantes”. O reconhecimento de que não há superioridade em nenhum dos lados também faz parte da convivência harmoniosa entre as gerações, sem espaços para sentenças como “antigamente era melhor” ou “agora as coisas são mais eficientes”. Arthur Igreja dá a dica: há qualidades e potenciais tanto nas lembranças e na experiência dos mais idosos como na conectividade e no raciocínio rápido dos mais jovens. “É preciso aprender a construir pontes”. 


Por Quanta Previdência

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